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	<title>Caxolas &#187; Sustentabilidade</title>
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		<title>O que podemos chamar de design</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 18:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já te m um tempo que a mídia nos empurra o conceito de design como um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #999999;">Já te</span><span style="color: #999999;"> </span><span style="color: #999999;">m um</span><span style="color: #999999;"> tempo que a m</span><span style="color: #999999;">ídia nos empurra o conceito de design com</span><span style="color: #999999;">o um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas repletas de  aparelhos, anunciados com um &#8220;design inovador&#8221;, comprados na esperança  da sonhada realização doméstica. Esse consumo, que chamarei de &#8220;design  da estética&#8221; depois explicarei por que, é passado para novas gerações,  nossos filhos, por exemplo, possuem caixas e caixas de brinquedos que  eles deixam de lado em questão de dias. Como as crianças estão deixando  de ser crianças mais cedo nos dias de hoje, o ciclo de vida dos  brinquedos também mudou.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">Hoje, sabemos que os recursos naturais que fabricam esses bens de consumo não darão conta em um futuro próximo e &#8211; <span style="font-style: italic;">o uso exagerado da palavra &#8220;design&#8221; a esvaziou de significados, ou </span><span style="font-style: italic;">a transformou em</span><span style="font-style: italic;"> si</span><span style="font-style: italic;">nônimo de cínico e manipulador.</span> &#8220;Segundo <span style="font-weight: bold;">John Berger</span>, em seu livro <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span><span style="font-style: italic;">, </span>de  1972, mostra uma distinção entre os verdadeiros objetos e o que  enxergava como manipulação do capitalismo que nos faz consumir mais e  mais a cada dia.&#8221; Ele usa a publicidade como exemplo e cita, &#8220;A</span><span style="color: #999999;"> publicidade começa trabalhando em cima de um apetite natural para o  prazer. Mas não pode oferecer o objeto real do prazer.&#8221; Se <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span> fosse escrito hoje, certamente o que ele chama de &#8220;publicidade&#8221; pode ser trocado por &#8220;design&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">O  motivo desse post é tentar passar para os leitores o verdadeiro  significado da palavra design. Design não é somente estética, desenho ou  avanço tecnológico. <span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;">Design é um processo criativo que tem por objetivo tornar algo melhor para alguém, cuja </span>finalidade  é esta</span><span style="color: #999999;">belecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos,  serviços e seus sistemas em ciclos de vida. Portanto, design é o fator  central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial de  intercâmbio cultural e econômico, segundo a <strong><a href="http://www.icsid.org/about/about/articles31.htm" target="_blank">ICSID</a></strong> </span><span style="color: #888888;">(International Council of Societies of Industrial Design)</span><span style="color: #999999;">, com a missão de:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar  benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e  coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética  social);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial (ética cultural);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</span></span></li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1103" title="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/12/A-REINVENCAO-DO-AUTOMOVEL-23.jpg" alt="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" width="310" height="234" /></p>
<p><span style="color: #999999;">Um  exemplo que usa o &#8220;design&#8221; como manipulação de consumo é a indústria  automobilística. Ela reforça esse conceito de &#8220;design inovador&#8217;, &#8220;carro  design&#8221;, &#8220;design futurista&#8221;, etc para vender uma coisa que não tem mais  design. O design nos automóveis só existiu quando saiu da tração animal  para a mecânica, de resto é só desenho e inovação tecnológica. Os carros  só terão design novamente quando deixarem de ser um automóvel e  passarem a ser um sistema de locomoção onde a ética social, cultural e  global forem empregadas. O livro, <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span>,  fruto da parceria entre o australiano William J. Mitchell, o britânico  Christopher E. Borroni-Bird e o americano Lawrence D. Burns, mostra como  melhorar o cenário das grandes cidades e a vida dos humanos que as  habitam pensando, não somente, em colocar mais automóvei</span><span style="color: #999999;">s </span><span style="color: #888888;">nas ruas usando o conceito de &#8220;design&#8221; como ferramenta de venda e  consumo, mas sim, usando o design como uma solução do enorme problema  social e global que estamos enfrentando hoje, a nossa própria extinção.</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Ficha Técnica:</span></span><span style="color: #999999;"><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span><br />
Autores: William J. Mitchell, Christopher E. Borroni-Bird e Lawrence D. Burns<br />
Páginas: 240<br />
Formato 20 x 20 cm<br />
Preço: R$ R$ 69,90<br />
Editora Alaúde, 2010</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Referências: </span><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A linguagem das coisas (algumas partes desse post foram tiradas desse livro)</span><br />
Autor: Deyan Sudjic</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><br />
</span></p>
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		<title>Reflexões sobre a manipulação dos Sujeitos Consumidores presos  à armadilha do descarte capitalista.</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/11/reflexoes-manipulacao/</link>
		<comments>http://www.caxolas.com.br/2010/11/reflexoes-manipulacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 02:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[
O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. 
Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/caxolas2.jpg" alt="caxolas2" title="caxolas2" width="500" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-1042" /></p>
<p>O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. </p>
<p>Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para satisfazer necessidades fisiológicas ou sensoriais; nesta categoria podem ser incluídos os alimentos diferenciados, as artes, o lazer e certas vestimentas ou objetos que permitem sensações prazerosas ao toque da pele, por exemplo. Há ainda os produtos que despertam o desejo relacionado à dependência química; aqui estão as bebidas alcoólicas, as drogas e os medicamentos psiquiátricos que prometem bem-estar.</p>
<p>Porém, o planejamento empresarial inclui ainda estratégias de formação de dependência continuada do Sujeito Consumidor em relação à marca e a uma seqüência programada de variações na qualificação de um produto, de modo a assegurar a continuidade do vínculo do Sujeito Consumidor em relação ao primeiro produto adquirido por ele. </p>
<p>Para dar conta dessa necessidade empresarial a nossa civilização construiu o mundo do descarte; tudo pode e deve ser abandonado, excluído, expulso, eliminado, mas por razões distintas e com o propósito de que ocorra simultaneamente ou logo a seguir uma nova aquisição.  De acordo com essa linha de pensamento, os produtos industrializados não deveriam manter certas qualidades de funcionamento além de um período programado, para que fosse necessário ao consumidor, após algum tempo, “jogá-lo fora” e adquirir outro em boas condições de funcionamento, mais moderno, mais bonito ou mais arrojado.</p>
<p>Mais recentemente surgiram os objetos substituíveis por outros exatamente iguais em termos de utilidade, design, satisfação do usuário e preço, tal como a caneta que se usa por pouco tempo, enquanto a sua carga de tinta o permite ou como as câmeras fotográficas descartáveis.</p>
<p>Surgiu ainda um novo conceito de produto descartável, aquele que é substituído rapidamente, não porque sua energia se acaba, mas porque seu usuário simplesmente não mais o quer. Cansou-se, perdeu o gosto, quer novidades, foi “fisgado” por um design ou mídia que explora as suas emoções, sejam tantos outros motivos, mas o que merece uma pausa dedicada ao pensamento crítico é que esse Sujeito Consumidor por excelência, não admite continuar vinculado além de um certo tempo, a um objeto ao qual se vinculou anteriormente com entusiasmo. É estranho falar-se em vínculo, mas cabe o uso do termo. </p>
<p>Os consumidores são atraídos pela utilidade quando é isso que importa, mas em muitos casos a utilidade não constitui uma essencialidade, porque a atração pelo produto não decorre do apelo ligado preponderantemente à sua utilidade. Em outro sentido, o apelo está mais bem direcionado a certos valores subjetivos selecionados mediante critérios do planejamento mercadológico. </p>
<p>Quando o apelo promocional está direcionado a valores subjetivos relacionados à formação de identidade ou auto-imagem dos consumidores, pode-se falar em estratégia para a formação de vínculo do Sujeito Consumidor em relação a um produto. Assim, o design e a publicidade são convocados a ocupar em escala ascendente um lugar especial e dominante no ambiente que lida estrategicamente com as forças que impulsionam o mercado. </p>
<p>Mas, para assegurar-se o lugar de destaque ambicionado, que decorre de obtenção de resultados na promoção do produto, o design e a publicidade precisam lidar adequadamente com matrizes que colocam em confluência o planejamento estratégico empresarial, o planejamento estratégico do produto, as condições de competição do mercado e os potenciais de submissão dos consumidores aos apelos promocionais.</p>
<p>Contudo, as matrizes que contêm os dados e os planos não podem desconsiderar que a submissão dos consumidores a apelos promocionais pode ocorrer em menor intensidade do que é planejado, simplesmente porque o planejamento pode ser demasiado ambicioso, inadequado ou falho, a estratégia de comunicação com os consumidores pode ser ineficiente ou o design do produto não contém o potencial de envolvimento afetivo necessário para que seja desejado a ponto de estabelecer-se o vínculo entre Sujeito Consumidor e produto. </p>
<p>O sistema empresarial está sempre em busca da maximização dos resultados do negócio e essa diretriz impregna a mentalidade dos profissionais de design e das agências de publicidade. Estaria aí uma armadilha que perturba a qualidade do trabalho em design e publicidade! Essa questão comporta a ampliação do debate quando entra em cena o tema do design estratégico. Talvez a competitividade típica do mundo dos negócios esteja desafiando o sistema empresarial a encontrar modos de fazer produtos com design e comunicação que consigam superar as falhas do planejamento empresarial, através da “invasão” mais poderosa possível da subjetividade dos potenciais consumidores. O planejamento demasiado ambicioso pode ser defendido como correto devido ao compromisso com a lucratividade ou ao temor da concorrência, mas pode tornar exigível o design e a comunicação que contornem a irrealidade contida na ambição estratégica.</p>
<p>É a partir dessa possibilidade que propomos o debate de aspectos da ética implicados na oferta de produtos descartáveis. Primeiramente está a questão da responsabilidade com a preservação do ambiente. Outra questão decorre da oferta de produtos que apresentam forte apelo voltado para o atendimento de satisfações sensoriais, sabendo-se que há indivíduos que não conseguem, com facilidade, resistir ao desejo, mesmo quando essa submissão leva a processos autodestrutivos. Finalmente a questão da manipulação da subjetividade que ocorre quando o design e a comunicação publicitária induzem o surgimento de uma utilidade que somente passa a ser percebida pelas pessoas porque previamente esse sistema sustenta que é necessário ter alguma coisa para que se possa ser alguém. Como fica a responsabilidade social para com esses indivíduos?</p>
<p>Verifica-se a veiculação massiva de mensagens indutoras do desejo direcionadas a uma população não-crítica. Os casos mais evidentes atingem ao público infantil, mas não esqueçamos que os homens-massa constituem a parte quantitativamente mais representativa da população (Ortega Y Gasset). O modelo de comunicação com o Sujeito Consumidor sustenta-se na proposta de que a condição de não ter implica em não viver de acordo com valores tidos como universais, verdadeiros e essenciais, mesmo não o sendo.</p>
<p>Trata-se da oferta de produtos com design que promove o envolvimento afetivo dos consumidores, usando estratégias que se prestam ao propósito de promover a ocupação dos vazios interiores dos homens-massa que não têm tempo para desenvolver com profundidade as relações afetivas, ou estão sem condições egóicas adequadas para resistir ao apelo sensorial massivo. Surge o vínculo homem-produto.</p>
<p>Impressiona a constatação de que a nossa civilização aumenta o apelo dos produtos ao mesmo tempo em que promove o distanciamento das pessoas umas das outras, chegando a propor que os encontros sejam virtuais ou mesmo com seres virtuais substitutos.</p>
<p>O campo estratégico se beneficia da formação da sociedade voltada para o sucesso pessoal que exacerba valores narcisistas. Isso é ampliado porque, paradoxalmente, as estratégias de comercialização promovem, sempre mais, que todos tenham tudo e ao mesmo tempo, que todos se diferenciem por terem tudo. O segredo do modelo é invadir a subjetividade e privacidade dos Sujeitos Consumidores fazendo crer que tal invasão é benéfica e assegura o sucesso. Simultaneamente entram em ação as estratégias de facilitação, como preço e logística.  </p>
<p>A impulsão por ter algo diferenciado é temporária, porque outra força se mantém atuante, relacionada ao poder de ser capaz de substituir o que se tem logo que surge outro objeto igual, que, no entanto é “diferente” por ter novo design. O novo objeto promove a imediata perda do vínculo do Sujeito Consumidor com seu objeto original ou anterior e torna essencial a sua substituição.</p>
<p>O vínculo com o objeto substituto é promovido e o descarte dos substitutos também o é, porque os interesses econômicos exigem manter a máquina funcionando, não porque se esteja em busca de promover a felicidade, a saúde, o bem-estar, a cidadania ou valores sociais importantes, mas unicamente porque não é possível interromper a dinâmica do mercado já que é temida a crise, simbolizando a morte, sempre justificando que o sistema continue seu giro em moto perpétuo.<br />
E os seres viventes (Lévinas) no mercado consumidor podem sucumbir ao modelo alienante trocando indefinidamente os celulares ou automóveis, bem como o tamanho dos seios ou bíceps, assim também seus relacionamentos afetivos, sentindo-se desse modo, verdadeiros participantes da sociedade, ou então, ao recusarem essa manipulação, sentindo-se “out”.</p>
<p>Contudo, o sistema de formação de riqueza fundado em estratégias para ampliar indefinidamente o mercado consumidor consegue, por vezes, “encantar” justamente os Sujeitos que se posicionam como “out”, com produtos que podem marcar sua condição de diferentes, não alienados. Isso é obtido com estratégias de design, publicidade, logística e preço. Estabelecem-se “nichos” de mercado constituídos por Sujeitos Consumidores que se intitulam “out” mas não têm a percepção de que são “in” alienados que usam o discurso “out”. </p>
<p>Quanto ao final dessa história, pode-se imaginar que, em função da crescente dominância de criações com o uso de recursos tecnológicos e design estratégico sofisticados, bem como de comunicação provocadora de vínculo, será necessário voltar ao passado, às aldeias, à roça e não adquirir antena parabólica, para assim escapar da armadilha do descarte capitalista e retornar a ser Sujeito que não é Consumidor. Mesmo assim haverá o risco de surgir mais uma idéia de produto com novo design, permitindo transformar a vida na roça em “nicho” de mercado e se então quisermos morar no meio da floresta, pode ser que isso se torne “nicho” também.</p>
<p><strong>Autor: Juan Adolfo Brandt<br />
Doutor e Mestre em Psicologia Social pela USP, MBA em Marketing<br />
pelo IBMEC/SP, Psicólogo e Economista.<br />
Professor universitário, pesquisador de processos grupais de<br />
fundamentação psicanalítica, psicoterapeuta.</strong></p>
<p>* foto do banner extraido do filme Lixo Extraordinário, dirigido por Lucy Walker</p>
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		<title>Arte e design &#8211; Ossário</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 01:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Arte é estética? Arte é crítica? Ou é transgressão? Muitos devem lembrar da intervenção de Alexandre Orion no túnel 9 de Julho em São Paulo no ano de 2006. Sua obra chamou atenção e teve grande repercussão. Consistia em limpar seletivamente as paredes do túnel trabalhando a fuligem, um pedaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://panoptico.files.wordpress.com/2007/08/alexandre_orion_02.jpg"><img class="alignnone" src="http://panoptico.files.wordpress.com/2007/08/alexandre_orion_02.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Arte é estética? Arte é crítica? Ou é transgressão? Muitos devem lembrar da intervenção de Alexandre Orion no túnel 9 de Julho em São Paulo no ano de 2006. Sua obra chamou atenção e teve grande repercussão. Consistia em limpar seletivamente as paredes do túnel trabalhando a fuligem, um pedaço de pano e as paredes como elementos de sua obra efêmera que formava várias caveiras. Ele já imaginava que seria abordado por autoridades, mas não imaginava que chegaria a ser 5 vezes por noite.  Ao final a prefeitura interditou o túnel e limpou apenas as partes que o artista havia interferido, deixando o restante do mesmo estado. Estas e outras mensagens você poderá encontrar no subsolo do <a href="http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10164,1,0,1,1.bb?codigoMenu=9904&amp;dtInicio=4&amp;codigoEvento=3287">CCBB</a> na até o dia 9 de maio na exposição Ossário, que faz uma representação da obra realizada no túnel.</p>
<p>É uma exposição muito importante para todos os designers que querem pensar algo amais em suas criações. Através de um insigth, Alexandre conseguiu chamar atenção de um problema urbano e efetivamente levou a uma ação pública. Acredito que enquanto designer devemos pensar nos impactos e intervenções que fazemos em nossa sociedade. Devemos tentar sair do lugar comum e pensar que podemos driblar as pressões comerciais através de suas próprias armas, fazendo como Alexandre, mostrando uma face de nossa sociedade que não quemos ver, e desta forma, mudar um as coisas um pouco de cada vez.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hrr_cpHsrK8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hrr_cpHsrK8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><strong>Rua Álvares Penteado, 112 &#8211; Centro<br />
Entrada franca</strong></p>
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		<title>Design Gráfico Estratégico! Existe?</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/designgraficoestrategic/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 18:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>

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Por mais que eu tenha procurado referencias de design gráfico estratégico, os exemplos que tenho encontrado estão voltados para o design de produto ou design social. São categorias especificas do design que identifico importância fundamental para o futuro, para geração de valor e de qualidade de vida. No entanto essas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left"><img class="aligncenter size-full wp-image-668" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dg2.jpg" alt="dg" width="387" height="244" /></p>
<p style="text-align: left">Por mais que eu tenha procurado referencias de design gráfico estratégico, os exemplos que tenho encontrado estão voltados para o design de produto ou design social. São categorias especificas do design que identifico importância fundamental para o futuro, para geração de valor e de qualidade de vida. No entanto essas não são áreas que atuo diretamente, por isso sempre fiquei receoso com a aplicabilidade do design estratégico na área de design gráfico. O exemplo que postei em “<a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/557/" target="_blank">design para minorias</a>” foi um passo importante, mas ainda não havia conseguido fechar o entendimento mercadológico por inteiro.</p>
<p>No dia 05 de fevereiro fui na palestra do Ronald Kapaz, sócio-diretor da OzDesign que conseguiu definir para mim algumas idéias de forma racional das quais já tinha entendido de forma intuitiva (1). O principal insight foi a visão do Design-Filósofo, a qual concordo plenamente e que tenho me empenhado como meta para o meu desenvolvimento. Esse pensamento envolve muito mais a qualidade questionadora e inquietante do design do que qualquer qualidade técnica específica. Baseado nesse e em alguns outros pensamentos consegui chegar a algumas conclusões (ou inquietações) sobre design gráfico estratégico.</p>
<p>Algumas transformação estão ocorrendo no design gráfico. Seu principal valor não está mais em interpretar e transmitir a imagem das empresas (clientes) para o mercado. Ele está em interpretar a empresa e apresentar lacunas entre o que a empresa é, como ela quer ser, como ela quer se apresentar, como o consumidor à enxerga e o que o consumidor realmente deseja e espera.  Enfim, o design não está simplesmente em apresentar soluções para os problemas imediatos que o cliente quer resolver (traduz-se conseguir mais lucratividade), mas sim em apresentar as questões corretas para o cliente e os problemas verdadeiros que ele precisa confrontar.</p>
<p>Uma solução visual esteticamente bem desenvolvida e implementada não surtirá efeito se não corresponder à identidade da empresa e as expectativas do consumidor final assim como os diversos pontos de relacionamentos da empresa. O design, dessa forma, está sendo incorporado como parte fundamental do Branding, possibilitando uma ampliação do Brand equity (2) e trabalhando nos fundamentos da construção de uma personalidade da empresa, para ela ser realmente o que necessita para evoluir, e não apenas estar presente.</p>
<p>A formulação de marca, sua estética e sua comunicação integrada precisa ser interiorizada pela empresa, precisa corresponder a sua estrutura por essência. Mas ainda sim o design estratégico não está em fazer da empresa o que ela precisa para conquistar e manter seus clientes. O design estratégico está em atuar no mercado visando sua transformação para o futuro e para a sociedade. Em implementar nas empresas uma visão de futuro onde a <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank"><strong>ética global, ética social e ética cultural está em primeiro lugar e seu produto final, visível para a sociedade</strong> <strong>é a valorização da vida.</strong></a><strong><strong> </strong></strong><strong>(</strong>definição do que é design pela ICSID)</p>
<p>Dessa forma a comunicação visual, ou design gráfico, possui um papel muito mais de transformar as corporações e, conseqüentemente, seu posicionamento dentro da sociedade intrinsecamente visual. No entanto o conceito visual a longo tempo irá perder sua soberania, pois é um espaço disputado centímetro a centímetro nas grandes cidades, nas mídias e na internet. Novas tecnologias trarão possibilidades infinitas e novas formas de comunicação (hoje já é possível se comunicar com pessoas em coma). As minorias hoje têm ganhado importância como os deficientes físicos e idosos que precisam do auxílio dos outros sentidos. Além disso na sociedade super atarefada, será cada vez mais comum a utilização multisensorial  para a resolução de tarefas simples. Nesse contexto, quem conseguir construir uma marca de forma multisensorial ganhará destaque. Conseqüentemente o conceito de design gráfico irá se tornar ultrapassado e quem está hoje o enxergando como ferramenta para estética das empresas, terá que se adequar às novas tecnologias, assim como aconteceu com a typografia, a litografia e o fotolito e até mesmo com a câmera analógica.</p>
<p><strong>Observações</strong></p>
<p>(1) Outra grande lição que aprendi na palestra foi a visão apresentada sobre separação entre lógica e intuição. Enquanto na lógica se constrói um  pensamento no tempo linear através de uma coerência 1+1 = 2, na intuição o pensamento é único e holístico, uma compreensão do todo que muitas vezes não é possível racionalizar, mas nem por isso menos complexo ou verdadeiro do que o pensamento lógico.</p>
<p>(2) Entendo Brand Equity como <em>todos os recursos (inclusive inteligência) necessários para que a marcas sejam posicionadas, comunicadas e vendidas com lucros financeiros e emocionais (</em>José Roberto Martins).</p>
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		<title>O consumo e o futuro, o que o design tem a ver com isso?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 16:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[design]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://video.google.com.br/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://video.google.com.br/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Poucas pessoas sabem que o consumo foi inventado na segunda guerra mundial no sentido de melhorar a economia e que se tornou a regra para todo o sistema. O documentário História das Coisas mostra, de maneira didática e inquestionável qual é a história natural das &#8220;coisas&#8221;, desde sua Extração, passando pela Produção, Distribuição, Consumo e Disposição de Lixo. A apresentadora nos mostra que existem informações não reveladas no caminho linear que foi nos ensinado. Ela mostra que em cada etapa, existe um mundo de falácias a serem desmascaradas e apresentadas àqueles que têm o que fazer para remediar o impacto ambiental da extração e produção desmesuradas: os consumidores. Ou seja: nós mesmos, cada um de nós.</p>
<p><strong>Mas o que o design tem a ver com isso? </strong>Refletindo o documentário acima, percebe-se que tudo ao nosso redor é design mas a maioria que se rotula como design não passa de desenho, formas atrativas, estética para ajudar o consumo desenfreado. <a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/phillippe-starck-se-aprofunda-no-design/" target="_blank">Phillippe Starck rotula isso como&#8221;&#8230;design cínico&#8230;&#8221;</a>. Não podemos confundir o verdadeiro sentido da palavra com o que a mídia divulga.</p>
<p>Muito se fala hoje do papel do design e sua importância na inovação das corporações que precisam “pensar design” (<a href="http://www.caxolas.com.br/2009/10/tim-brown/" target="_blank">design Thinking</a>). Mas afinal de contas o que tem de tão extraordinário esse tal de design? Tirando o iPhone, alguém consegue citar outro exemplo? A verdade é que há vários exemplos por ai, pois o design vai muito além de produtos. O design está na história entre pensadores e cientistas que transformaram nossa sociedade no que ela é hoje. Mas com o desenvolvimento do pensamento racional e da divisão do trabalho, o papel da criatividade passou a fazer parte da de um segmento que hoje ainda chamamos de ciências humanas. Por um tempo a criatividade na indústria foi valorizada na publicidade, pois era capaz de dar uma cara para as empresas do que elas queriam parecer, eram os maquiadores do mercado, dando um retorno em curto prazo. Mas como toda a maquiagem, tem seu tempo de duração (mesmo as chamadas permanentes). Logo as pessoas perceberam que aquela imagem que a publicidade mostrava (e ainda mostra) era apenas uma fachada.</p>
<p><strong>Veja abaixo a definição do que é design pela <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">ICSID (International Council of Societies of Industrial Design)</a> e, se tiver um tempo, vale a pena ver o vídeo acima.</strong></p>
<p>&#8220;O Design é uma atividade cujo objetivo é estabelecer qualidades multi-facetadas de objetos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e um fator crucial de intercâmbio cultural e econômico. O Design procura descobrir e estabelecer relações estruturais, organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, com o objetivo de:</p>
<ul>
<li>enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental <strong>(ética global)</strong>;</li>
<li>dar benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado <strong>(ética social)</strong>;</li>
<li>dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial <strong>(ética cultural)</strong>;</li>
<li>gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</li>
</ul>
<p>O design é uma atividade envolvendo uma ampla faixa de profissões, das quais produtos, serviços, comunicações gráficas, decoração e arquitetura fazem parte. Juntas, essas atividades deveriam elevar, de um modo harmônico e orquestrado com outras profissões, o valor da vida.&#8221;</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>LINKS:<br />
<a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">http://www.icsid.org/</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank">http://www.storyofstuff.com/international/index.html</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-646" title="v_StoryStuff_Button" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/v_StoryStuff_Button.jpg" alt="v_StoryStuff_Button" width="545" height="462" /></a></p>
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		<title>Mudanças climáticas em debate &#8211; dia 30/11 no Roda Viva</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 19:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Clemente Cerri]]></category>
		<category><![CDATA[Roda Viva]]></category>
		<category><![CDATA[TV Cultura]]></category>

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Na semana que antecede a COP-15, a Conferência da ONU sobre  Clima, em Copenhage, o Roda Viva aborda o tema que já é considerado o maior desafio do meio ambiente no planeta: a mudança climática.
O entrevistado é um pesquisador da relação entre agricultura, clima  e meio ambiente. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/RODA-VIVA-copy1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-467" title="RODA-VIVA" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/RODA-VIVA-copy1.jpg" alt="RODA-VIVA" width="580" height="441" /></a></p>
<p>Na semana que antecede a COP-15, a Conferência da ONU sobre  Clima, em Copenhage, o Roda Viva aborda o tema que já é considerado o maior desafio do meio ambiente no planeta: a mudança climática.</p>
<p>O entrevistado é um pesquisador da relação entre agricultura, clima  e meio ambiente. É autor de um estudo pioneiro sobre o impacto climático provocado pelo desmatamento da agropecuária no Brasil e é também um dos responsáveis pelo cálculo  das emissões brasileiras de gases de efeito estufa &#8211;  os mais recentes dados mostram que a emissão desses gases no Brasil subiu 62 por cento em 15 anos. Mais que o dobro da média mundial.</p>
<p>No centro do Roda Viva,  CARLOS CLEMENTE CERRI, engenheiro agrônomo, professor titular do CENA &#8211; o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo.</p>
<p>Acompanhe e participe ao vivo do programa a partir das 18h30 na internet. <a href="www.iptvcultura.com.br">www.iptvcultura.com.br</a></p>
<p>Roda Viva toda segunda às 22h na TV Cultura</p>
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		<title>The Zeitgeist Movement Português &#8211; Projeto Venus &#8211; Future by Design &#8211; Jacque Fresco</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 13:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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Mudanças sociais só podem se tornar realidade se duas circunstâncias se encontrarem. Primeiro, o sistema de valores humanos, que consiste de nossas compreensões e crenças, deve ser atualizado e alterado através de educação e cuidadosa introspecção. Segundo, o ambiente ao redor desse sistema de valores deve mudar para apoiar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.thevenusproject.com/the-venus-project-introduction/about-the-venus-project"><img class="alignnone size-full wp-image-103" title="future by design" src="http://regisfrias.com/designestrategico/wp-content/uploads/2009/09/future-by-design1.jpg" alt="future by design" width="680" height="343" /></a></p>
<p><a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1459932578939373300&amp;hl=pt-BR#"></a></p>
<p><object id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-1459932578939373300&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-1459932578939373300&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Mudanças sociais só podem se tornar realidade se duas circunstâncias se encontrarem. Primeiro, o sistema de valores humanos, que consiste de nossas compreensões e crenças, deve ser atualizado e alterado através de educação e cuidadosa introspecção. Segundo, o ambiente ao redor desse sistema de valores deve mudar para apoiar a nova visão do mundo. A interação entre o sistema de valores de uma pessoa e seu ambiente é o que influencia no comportamento humano.</p>
<p>Por exemplo, na nossa cultura a “ética” é na verdade uma questão de grau, pois nosso sistema social promove e recompensa a competição e o interesse individual. Essa perspectiva não só “leva” ao comportamento aberrante&#8230; mas o cria diretamente. A corrupção é a norma na nossa sociedade e a maioria das pessoas não vê isso, porque enquanto a sociedade apoiar esse comportamento, ele será considerado certo e normal&#8230; ou uma questão de grau.</p>
<p>Partindo dessa compreensão, existe uma falácia que surgiu onde certos grupos são considerados “corruptos” e todos os outros são “bons”. Essa é a velha visão do mundo “nós e eles” que não tem base empírica alguma, uma vez que, novamente, é uma questão de grau.</p>
<p>Por exemplo, existe um grande movimento de pessoas constantemente falando sobre “A Nova Ordem Mundial” e essa noção de que há uma elite de pessoas que estiveram tentando dominar o mundo por um longo tempo e manipularam a sociedade de várias maneiras para promover seus objetivos.</p>
<p>Isso, claro, é verdade até certo ponto.</p>
<p>Mas, o erro de percepção é que esse “grupo” não é um grupo. É uma tendência.</p>
<p>Se você tirasse todas as pessoas do topo que estão engajadas no governo hegemônico global, seria apenas uma questão de tempo até que outro grupo tomasse o lugar e buscasse pela mesma ambição. Portanto, o problema não está num indivíduo ou nos grupos. Na verdade, essas são as condições com as quais essas pessoas foram acostumadas e doutrinadas. Claro que muitos criticam essa visão com a noção escapista de que é a “natureza humana” que causa essa competição e necessidade de dominação. Isso não é sustentado pelos fatos. Na realidade, somos praticamente folhas em branco quando nascemos e é o ambiente que nos cerca que forma quem somos e como nos comportamos.</p>
<p>Por isso, para que uma VERDADEIRA mudança ocorra, devemos passar menos tempo lutando contra os produtos dessa estrutura social doente e tentando mudar as raízes do problema. Por mais difícil e intimidador que isso possa parecer, esse é o único meio de mudar nosso mundo para melhor.</p>
<p>Podemos continuar a pisar nas formigas quem saem debaixo da geladeira, mas enquanto não removermos a comida estragada detrás dela, elas simplesmente continuarão a voltar.</p>
<p>Bibliografia: http://thezeitgeistmovement.com/joomla/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=165&amp;Itemid=371</p>
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