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	<title>Caxolas &#187; Futuro</title>
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		<title>O que podemos chamar de design</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 18:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já te m um tempo que a mídia nos empurra o conceito de design como um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #999999;">Já te</span><span style="color: #999999;"> </span><span style="color: #999999;">m um</span><span style="color: #999999;"> tempo que a m</span><span style="color: #999999;">ídia nos empurra o conceito de design com</span><span style="color: #999999;">o um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas repletas de  aparelhos, anunciados com um &#8220;design inovador&#8221;, comprados na esperança  da sonhada realização doméstica. Esse consumo, que chamarei de &#8220;design  da estética&#8221; depois explicarei por que, é passado para novas gerações,  nossos filhos, por exemplo, possuem caixas e caixas de brinquedos que  eles deixam de lado em questão de dias. Como as crianças estão deixando  de ser crianças mais cedo nos dias de hoje, o ciclo de vida dos  brinquedos também mudou.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">Hoje, sabemos que os recursos naturais que fabricam esses bens de consumo não darão conta em um futuro próximo e &#8211; <span style="font-style: italic;">o uso exagerado da palavra &#8220;design&#8221; a esvaziou de significados, ou </span><span style="font-style: italic;">a transformou em</span><span style="font-style: italic;"> si</span><span style="font-style: italic;">nônimo de cínico e manipulador.</span> &#8220;Segundo <span style="font-weight: bold;">John Berger</span>, em seu livro <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span><span style="font-style: italic;">, </span>de  1972, mostra uma distinção entre os verdadeiros objetos e o que  enxergava como manipulação do capitalismo que nos faz consumir mais e  mais a cada dia.&#8221; Ele usa a publicidade como exemplo e cita, &#8220;A</span><span style="color: #999999;"> publicidade começa trabalhando em cima de um apetite natural para o  prazer. Mas não pode oferecer o objeto real do prazer.&#8221; Se <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span> fosse escrito hoje, certamente o que ele chama de &#8220;publicidade&#8221; pode ser trocado por &#8220;design&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">O  motivo desse post é tentar passar para os leitores o verdadeiro  significado da palavra design. Design não é somente estética, desenho ou  avanço tecnológico. <span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;">Design é um processo criativo que tem por objetivo tornar algo melhor para alguém, cuja </span>finalidade  é esta</span><span style="color: #999999;">belecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos,  serviços e seus sistemas em ciclos de vida. Portanto, design é o fator  central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial de  intercâmbio cultural e econômico, segundo a <strong><a href="http://www.icsid.org/about/about/articles31.htm" target="_blank">ICSID</a></strong> </span><span style="color: #888888;">(International Council of Societies of Industrial Design)</span><span style="color: #999999;">, com a missão de:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar  benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e  coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética  social);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial (ética cultural);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</span></span></li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1103" title="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/12/A-REINVENCAO-DO-AUTOMOVEL-23.jpg" alt="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" width="310" height="234" /></p>
<p><span style="color: #999999;">Um  exemplo que usa o &#8220;design&#8221; como manipulação de consumo é a indústria  automobilística. Ela reforça esse conceito de &#8220;design inovador&#8217;, &#8220;carro  design&#8221;, &#8220;design futurista&#8221;, etc para vender uma coisa que não tem mais  design. O design nos automóveis só existiu quando saiu da tração animal  para a mecânica, de resto é só desenho e inovação tecnológica. Os carros  só terão design novamente quando deixarem de ser um automóvel e  passarem a ser um sistema de locomoção onde a ética social, cultural e  global forem empregadas. O livro, <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span>,  fruto da parceria entre o australiano William J. Mitchell, o britânico  Christopher E. Borroni-Bird e o americano Lawrence D. Burns, mostra como  melhorar o cenário das grandes cidades e a vida dos humanos que as  habitam pensando, não somente, em colocar mais automóvei</span><span style="color: #999999;">s </span><span style="color: #888888;">nas ruas usando o conceito de &#8220;design&#8221; como ferramenta de venda e  consumo, mas sim, usando o design como uma solução do enorme problema  social e global que estamos enfrentando hoje, a nossa própria extinção.</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Ficha Técnica:</span></span><span style="color: #999999;"><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span><br />
Autores: William J. Mitchell, Christopher E. Borroni-Bird e Lawrence D. Burns<br />
Páginas: 240<br />
Formato 20 x 20 cm<br />
Preço: R$ R$ 69,90<br />
Editora Alaúde, 2010</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Referências: </span><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A linguagem das coisas (algumas partes desse post foram tiradas desse livro)</span><br />
Autor: Deyan Sudjic</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><br />
</span></p>
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		<title>ALEM DAS FORMAS: INTRODUÇAO AO PENSAMENTO CONTEMPORANEO NO DESIGN, NAS ARTES E NA ARQUITETURA</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 12:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Complementares]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[
Este livro revela as influências do pensamento ocidental contemporâneo nas atividades profissionais do design, das artes e da arquitetura. Já numa primeira instância, esclarece que elas ocorreram muito além da alteração na morfologia e na visualidade, normalmente associadas desde a pós-modernidade, aquelas atividades profissionais.
A simples menção da expressão “pós-moderno” faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1065" title="alem das formas" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/alem-das-formas1.png" alt="alem das formas" width="135" height="192" /></p>
<p>Este livro revela as influências do pensamento ocidental contemporâneo nas atividades profissionais do design, das artes e da arquitetura. Já numa primeira instância, esclarece que elas ocorreram muito além da alteração na morfologia e na visualidade, normalmente associadas desde a pós-modernidade, aquelas atividades profissionais.</p>
<p>A simples menção da expressão “pós-moderno” faz com que tais interlocutores passem imediatamente a brandir contra os “excessos” das propostas do movimento e seu inevitável “formalismo”. Investiga-se nos capítulos do presente livro um pouco das origens dos conceitos e o histórico da sua difusão sociocultural no período intermediário, entre a modernidade tardia e a contemporaneidade que&#8230; (já) se chamou pós-modernidade.</p>
<p>Carlos Zibel vai além, investiga o autor e o texto como representantes do poder, o controle social disfarçado em cultura, a possibilidade de separar o mesmo do diverso, a consideração dos afetos e as dobras da alma, conquistas advindas do pensamento pós-estruturalista.</p>
<p>TÍTULO: ALEM DAS FORMAS: INTRODUÇAO AO PENSAMENTO CONTEMPORANEO NO DESIGN, NAS ARTES E NA ARQUITETURA<br />
ISBN: 9788539100019<br />
IDIOMA: Português.<br />
ENCADERNAÇÃO: Brochura  | Formato: 16 x 23  | 232 págs.<br />
ANO EDIÇÃO: 2010<br />
EDIÇÃO: 1ª<br />
AUTOR: Carlos Zibel Costa alem das forma</p>
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		<title>Reflexões sobre a manipulação dos Sujeitos Consumidores presos  à armadilha do descarte capitalista.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 02:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[
O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. 
Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/caxolas2.jpg" alt="caxolas2" title="caxolas2" width="500" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-1042" /></p>
<p>O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. </p>
<p>Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para satisfazer necessidades fisiológicas ou sensoriais; nesta categoria podem ser incluídos os alimentos diferenciados, as artes, o lazer e certas vestimentas ou objetos que permitem sensações prazerosas ao toque da pele, por exemplo. Há ainda os produtos que despertam o desejo relacionado à dependência química; aqui estão as bebidas alcoólicas, as drogas e os medicamentos psiquiátricos que prometem bem-estar.</p>
<p>Porém, o planejamento empresarial inclui ainda estratégias de formação de dependência continuada do Sujeito Consumidor em relação à marca e a uma seqüência programada de variações na qualificação de um produto, de modo a assegurar a continuidade do vínculo do Sujeito Consumidor em relação ao primeiro produto adquirido por ele. </p>
<p>Para dar conta dessa necessidade empresarial a nossa civilização construiu o mundo do descarte; tudo pode e deve ser abandonado, excluído, expulso, eliminado, mas por razões distintas e com o propósito de que ocorra simultaneamente ou logo a seguir uma nova aquisição.  De acordo com essa linha de pensamento, os produtos industrializados não deveriam manter certas qualidades de funcionamento além de um período programado, para que fosse necessário ao consumidor, após algum tempo, “jogá-lo fora” e adquirir outro em boas condições de funcionamento, mais moderno, mais bonito ou mais arrojado.</p>
<p>Mais recentemente surgiram os objetos substituíveis por outros exatamente iguais em termos de utilidade, design, satisfação do usuário e preço, tal como a caneta que se usa por pouco tempo, enquanto a sua carga de tinta o permite ou como as câmeras fotográficas descartáveis.</p>
<p>Surgiu ainda um novo conceito de produto descartável, aquele que é substituído rapidamente, não porque sua energia se acaba, mas porque seu usuário simplesmente não mais o quer. Cansou-se, perdeu o gosto, quer novidades, foi “fisgado” por um design ou mídia que explora as suas emoções, sejam tantos outros motivos, mas o que merece uma pausa dedicada ao pensamento crítico é que esse Sujeito Consumidor por excelência, não admite continuar vinculado além de um certo tempo, a um objeto ao qual se vinculou anteriormente com entusiasmo. É estranho falar-se em vínculo, mas cabe o uso do termo. </p>
<p>Os consumidores são atraídos pela utilidade quando é isso que importa, mas em muitos casos a utilidade não constitui uma essencialidade, porque a atração pelo produto não decorre do apelo ligado preponderantemente à sua utilidade. Em outro sentido, o apelo está mais bem direcionado a certos valores subjetivos selecionados mediante critérios do planejamento mercadológico. </p>
<p>Quando o apelo promocional está direcionado a valores subjetivos relacionados à formação de identidade ou auto-imagem dos consumidores, pode-se falar em estratégia para a formação de vínculo do Sujeito Consumidor em relação a um produto. Assim, o design e a publicidade são convocados a ocupar em escala ascendente um lugar especial e dominante no ambiente que lida estrategicamente com as forças que impulsionam o mercado. </p>
<p>Mas, para assegurar-se o lugar de destaque ambicionado, que decorre de obtenção de resultados na promoção do produto, o design e a publicidade precisam lidar adequadamente com matrizes que colocam em confluência o planejamento estratégico empresarial, o planejamento estratégico do produto, as condições de competição do mercado e os potenciais de submissão dos consumidores aos apelos promocionais.</p>
<p>Contudo, as matrizes que contêm os dados e os planos não podem desconsiderar que a submissão dos consumidores a apelos promocionais pode ocorrer em menor intensidade do que é planejado, simplesmente porque o planejamento pode ser demasiado ambicioso, inadequado ou falho, a estratégia de comunicação com os consumidores pode ser ineficiente ou o design do produto não contém o potencial de envolvimento afetivo necessário para que seja desejado a ponto de estabelecer-se o vínculo entre Sujeito Consumidor e produto. </p>
<p>O sistema empresarial está sempre em busca da maximização dos resultados do negócio e essa diretriz impregna a mentalidade dos profissionais de design e das agências de publicidade. Estaria aí uma armadilha que perturba a qualidade do trabalho em design e publicidade! Essa questão comporta a ampliação do debate quando entra em cena o tema do design estratégico. Talvez a competitividade típica do mundo dos negócios esteja desafiando o sistema empresarial a encontrar modos de fazer produtos com design e comunicação que consigam superar as falhas do planejamento empresarial, através da “invasão” mais poderosa possível da subjetividade dos potenciais consumidores. O planejamento demasiado ambicioso pode ser defendido como correto devido ao compromisso com a lucratividade ou ao temor da concorrência, mas pode tornar exigível o design e a comunicação que contornem a irrealidade contida na ambição estratégica.</p>
<p>É a partir dessa possibilidade que propomos o debate de aspectos da ética implicados na oferta de produtos descartáveis. Primeiramente está a questão da responsabilidade com a preservação do ambiente. Outra questão decorre da oferta de produtos que apresentam forte apelo voltado para o atendimento de satisfações sensoriais, sabendo-se que há indivíduos que não conseguem, com facilidade, resistir ao desejo, mesmo quando essa submissão leva a processos autodestrutivos. Finalmente a questão da manipulação da subjetividade que ocorre quando o design e a comunicação publicitária induzem o surgimento de uma utilidade que somente passa a ser percebida pelas pessoas porque previamente esse sistema sustenta que é necessário ter alguma coisa para que se possa ser alguém. Como fica a responsabilidade social para com esses indivíduos?</p>
<p>Verifica-se a veiculação massiva de mensagens indutoras do desejo direcionadas a uma população não-crítica. Os casos mais evidentes atingem ao público infantil, mas não esqueçamos que os homens-massa constituem a parte quantitativamente mais representativa da população (Ortega Y Gasset). O modelo de comunicação com o Sujeito Consumidor sustenta-se na proposta de que a condição de não ter implica em não viver de acordo com valores tidos como universais, verdadeiros e essenciais, mesmo não o sendo.</p>
<p>Trata-se da oferta de produtos com design que promove o envolvimento afetivo dos consumidores, usando estratégias que se prestam ao propósito de promover a ocupação dos vazios interiores dos homens-massa que não têm tempo para desenvolver com profundidade as relações afetivas, ou estão sem condições egóicas adequadas para resistir ao apelo sensorial massivo. Surge o vínculo homem-produto.</p>
<p>Impressiona a constatação de que a nossa civilização aumenta o apelo dos produtos ao mesmo tempo em que promove o distanciamento das pessoas umas das outras, chegando a propor que os encontros sejam virtuais ou mesmo com seres virtuais substitutos.</p>
<p>O campo estratégico se beneficia da formação da sociedade voltada para o sucesso pessoal que exacerba valores narcisistas. Isso é ampliado porque, paradoxalmente, as estratégias de comercialização promovem, sempre mais, que todos tenham tudo e ao mesmo tempo, que todos se diferenciem por terem tudo. O segredo do modelo é invadir a subjetividade e privacidade dos Sujeitos Consumidores fazendo crer que tal invasão é benéfica e assegura o sucesso. Simultaneamente entram em ação as estratégias de facilitação, como preço e logística.  </p>
<p>A impulsão por ter algo diferenciado é temporária, porque outra força se mantém atuante, relacionada ao poder de ser capaz de substituir o que se tem logo que surge outro objeto igual, que, no entanto é “diferente” por ter novo design. O novo objeto promove a imediata perda do vínculo do Sujeito Consumidor com seu objeto original ou anterior e torna essencial a sua substituição.</p>
<p>O vínculo com o objeto substituto é promovido e o descarte dos substitutos também o é, porque os interesses econômicos exigem manter a máquina funcionando, não porque se esteja em busca de promover a felicidade, a saúde, o bem-estar, a cidadania ou valores sociais importantes, mas unicamente porque não é possível interromper a dinâmica do mercado já que é temida a crise, simbolizando a morte, sempre justificando que o sistema continue seu giro em moto perpétuo.<br />
E os seres viventes (Lévinas) no mercado consumidor podem sucumbir ao modelo alienante trocando indefinidamente os celulares ou automóveis, bem como o tamanho dos seios ou bíceps, assim também seus relacionamentos afetivos, sentindo-se desse modo, verdadeiros participantes da sociedade, ou então, ao recusarem essa manipulação, sentindo-se “out”.</p>
<p>Contudo, o sistema de formação de riqueza fundado em estratégias para ampliar indefinidamente o mercado consumidor consegue, por vezes, “encantar” justamente os Sujeitos que se posicionam como “out”, com produtos que podem marcar sua condição de diferentes, não alienados. Isso é obtido com estratégias de design, publicidade, logística e preço. Estabelecem-se “nichos” de mercado constituídos por Sujeitos Consumidores que se intitulam “out” mas não têm a percepção de que são “in” alienados que usam o discurso “out”. </p>
<p>Quanto ao final dessa história, pode-se imaginar que, em função da crescente dominância de criações com o uso de recursos tecnológicos e design estratégico sofisticados, bem como de comunicação provocadora de vínculo, será necessário voltar ao passado, às aldeias, à roça e não adquirir antena parabólica, para assim escapar da armadilha do descarte capitalista e retornar a ser Sujeito que não é Consumidor. Mesmo assim haverá o risco de surgir mais uma idéia de produto com novo design, permitindo transformar a vida na roça em “nicho” de mercado e se então quisermos morar no meio da floresta, pode ser que isso se torne “nicho” também.</p>
<p><strong>Autor: Juan Adolfo Brandt<br />
Doutor e Mestre em Psicologia Social pela USP, MBA em Marketing<br />
pelo IBMEC/SP, Psicólogo e Economista.<br />
Professor universitário, pesquisador de processos grupais de<br />
fundamentação psicanalítica, psicoterapeuta.</strong></p>
<p>* foto do banner extraido do filme Lixo Extraordinário, dirigido por Lucy Walker</p>
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		<title>O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.</p>
<p>Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o<br />
sanduíche em um guardanapo &#8211; ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.</p>
<p>Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas<br />
Enroladas em folhas de jornal &#8211; e tem fila na porta.</p>
<p>Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.</p>
<p>Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e<br />
Qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de &#8216;como conquistar o cliente&#8217;.</p>
<p>Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.</p>
<p>Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.</p>
<p>Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc&#8230; Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.</p>
<p>Os dados são da Antropos Consulting:</p>
<ol>
<li>O Brasil é o país que tem tido maior sucesso      no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem      sendo exemplo mundial.</li>
<li>O Brasil é o único país do hemisfério sul que      está participando do Projeto Genoma.</li>
<li>Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de      diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais      solidária.</li>
<li>Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal      Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do      Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das      apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências      mundiais: OS Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser      refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a      credibilidade do processo..</li>
<li>Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os      internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América      Latina.</li>
<li>No Brasil, há 14 fábricas de veículos      instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não      possuem nenhuma.</li>
<li>Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos,      97,3% estão estudando.</li>
<li>O mercado de telefones celulares do Brasil é o      segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia      fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.</li>
<li>Das empresas brasileiras, 6.890 possuem      certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre OS países em      desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.</li>
<li>O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e      helicópteros executivos.</li>
</ol>
<p>Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?</p>
<ol>
<li>Por que não se orgulham em dizer que o mercado      editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos      novos a cada ano?</li>
<li>Que têm o mais moderno sistema bancário do      planeta?</li>
<li>Que suas agências de publicidade ganham os      melhores e maiores prêmios mundiais?</li>
<li>Por que não falam que são o país mais      empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos,      dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?</li>
<li>Por que não dizem que são hoje a terceira      maior democracia do mundo?</li>
<li>Que apesar de todas as mazelas, o Congresso      está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros      países ditos civilizados?</li>
<li>Por que não se lembram que o povo brasileiro é      um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas,      gesticula e não mede esforços para atendê-Los bem?</li>
</ol>
<p>Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.</p>
<p>É! O Brasil é um país abençoado de fato.<br />
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.</p>
<p>Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.<br />
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.<br />
Bendita seja, querida pátria chamada<br />
Brasil!!</p>
<p>Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se <span style="text-decoration: underline;">orgulhar de ser BRASILEIRO!!!</span></p>
<p>Autor anônimo</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-979" title="brasil-holanda" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brasil-holanda1.jpg" alt="brasil-holanda" width="300" height="215" /></p>
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		<title>Design de games</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/03/design-de-games/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 17:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Régis Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagino que eu precise começar um artigo sobre design de games justificando sua aparição em um blog sobre design estratégico. A motivação para este post veio de dois artigos que eu li recentemente sobre design de games e ambos têm uma característica em comum que é também uma característica que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino que eu precise começar um artigo sobre design de games justificando sua aparição em um blog sobre design estratégico. A motivação para este post veio de dois artigos que eu li recentemente sobre design de games e ambos têm uma característica em comum que é também uma característica que nós aqui no caxolas consideramos importante para tudo aquilo que se auto intitula estratégico: foco no <a href="http://www.caxolas.com.br/category/futuro/">futuro</a>.</p>
<p>O primeiro foi <a href="http://www.kk.org/thetechnium/archives/2010/02/the_game-ified.php" target="_blank">esse aqui</a> do excelente blog <a href="http://www.kk.org/thetechnium/" target="_blank">The Technium</a>. Se me permitem a meta-metalinguagem este artigo trata de um <a href="http://g4tv.com/videos/44277/dice-2010-design-outside-the-box-presentation/" target="_blank">vídeo</a> (que eu embedei abaixo para sua conveniência) no qual o game designer <a href="http://www.schellgames.com/" target="_blank">Jesse Shell</a> fala um pouco sobre (a-ham) o futuro dos games. Não quero estragar a surpresa, vale muito a pena ver o vídeo até o fim (até o fim!), então só vou adiantar uma coisa: a palestra tem um foco no futuro que é o que todos nós buscamos aqui. Como serão os games do futuro? Como eles influenciarão nossas vidas cotidianas? Onde está hoje a fronteira entre o jogo e a realidade? Onde estará essa fronteira no futuro?</p>
<p><object id="VideoPlayerLg44277" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="418" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://g4tv.com/lv3/44277" /><param name="name" value="VideoPlayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="VideoPlayerLg44277" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="418" src="http://g4tv.com/lv3/44277" name="VideoPlayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<div style="margin: 0pt; text-align: center; width: 480px; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 12px; color: #ff9b00;"><a style="color:#FF9B00;" href="http://g4tv.com/games/xbox-360/index" target="_blank">Xbox 360 Games</a> &#8211; <a style="color:#FF9B00;" href="http://g4tv.com/e32010" target="_blank">E3 2010</a> &#8211; <a style="color:#FF9B00;" href="http://g4tv.com/games/ps3/61899/guitar-hero-5/index" target="_blank">Guitar Hero 5</a></div>
<p>Outro artigo que motivou esse meu post foi <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/8556874.stm" target="_blank">esse aqui</a>, enviado a mim pelo meu sócio na <a href="http://www.indicedesign.com/" target="_blank">Índice</a> Jonattas. Trata-se do anúncio de lançamento de uma nova tecnologia em games por uma empresa que promete balançar a indústria. Como isso será feito? Por meio de uma quebra de paradigma (de novo, foco no futuro). O princípio é simples: os jogos desta empresa rodarão em um servidor e serão transmitidos ao jogador por streaming para qualquer plataforma conectada à Internet por um link de banda larga (computador, televisão ou o que quer que o futuro nos traga).</p>
<p>Em outras palavras, o foco desse novo modelo de negócios não é a produção de consoles (que eles dizem estar com os dias contados) ou de jogos para serem comprados e tocados em um hardware específico, mas sim uma nova plataforma de prestação de serviços em games. Aliás, esta proposta me parece muito alinhada com uma tendência que eu discuti em <a href="http://www.caxolas.com.br/2009/11/terceirizacao-na-web/" target="_blank">outro post</a> sobre o deslocamento de algumas tendências na Web para a terceirização.</p>
<p>Achei sintomático no final do artigo o uso do termo &#8220;instant gratification&#8221; (ou gratificação instantânea), um termo cada vez mais enfatizado em qualquer tipo de solução. O termo também faz eco ao vídeo acima na parte em que o autor fala sobre gratificações como forma de recompensa no jogo.</p>
<p>Em outras palavras tudo isso equivale a perguntar sumariamente: quem sobreviverá ao futuro e quem será engolido pelos novos paradigmas por ter simplesmente ficado parado?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-905" title="jesse-schell" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/jesse-schell.jpg" alt="jesse-schell" width="400" height="266" /></p>
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		<title>Dia da mulher: uma esperança</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 02:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>

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Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="madness_diainternacionaldamulher1" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/madness_diainternacionaldamulher1.jpg" alt="madness_diainternacionaldamulher1" width="450" height="350" /><br />
Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante o medo do totalitarismo e da repressão, o que colaborou pelo crescimento do poder do mercado, cada vez mais interessados em fortalecer valores referentes aos desejos individuais como forma de consumo. Nesse processo valores antigos que foram questionados se perderam. Valores como da família, como o humanitarismo e do respeito ao próximo se dissolveram.</p>
<p>Mas hoje, em contraponto , existe um lado bom. Podemos identificar a tolerância das diferenças e a valorização das particularidades. Como tudo na vida, ganhamos e perdemos em cada decisão que tomamos. As lutas das minorias por seu reconhecimento estão em seu ápice e hoje é admirado. A ordem não é mais um padrão que deve ser administrada e mantida igualitariamente, mas adaptada de acordo com as necessidades e desejos dos indivíduos. Hoje nosso maior reconhecimento se dá quando assumimos o papel de consumidor.  Os dias que celebram a vitória das minorias só ganham valores coletivos quando possuem a função de contribuir ao processo mercadológico.  No entanto podemos tirar algumas lições do dia internacional da mulher.</p>
<p>Um movimento no mercado é nítido, notório e irreversível; a transformação de produtos em serviços. Quando todos os produtos são  iguais em qualidade, custo e distribuição, a diferenciação passa a ser em oferecer um serviço e um design diferenciado. Nesse ponto voltamos à dialética da individualidade da pós-modernidade. Quanto mais o mercado precisa se diferenciar, mais irá buscar um posicionamento por nicho e até mesmo nas características individuais do consumidor, que estimula a perda do pensamento colaborativo e humanitário. Atender essas características será a função do serviço e do design e para isso será necessário qualidades como a percepção, a empatia com o próximo, a aptidão para o trabalho humano, a entrega de valores emocionais e a própria auto-doação, o que contradiz o individualismo. E na sociedade atual, regida pelos ideais masculinos, tais valores são desvalorizados e esquecidos. Servir e se dedicar ao próximo é, historicamente, uma função do universo feminino, que sempre cuidou da educação, cultura, saúde e desenvolvimento das gerações para o futuro.</p>
<p>Com o avanço da mulher no campo do trabalho, tais valores vêm se perdendo. A mãe e a esposa de hoje precisa dividir seu tempo com o trabalho e com a competição no universo masculino. Valores humanitários submetem-se à força do capital, e isso é passado para as novas gerações. Mas se o mercado precisa resgatar uma entrega de valor humano, que valoriza a emoção e empatia, quem sabe não teremos um resgate e uma valorização do universo feminino que ficou ameaçado de desaparecer nas últimas décadas. Se isso vier a acontecer poderemos presenciar pela primeira vez na história ocidental uma inversão de valores, onde valores extremamente racionais que visam resultados e objetividade rápidos entrarão em declínio, e então o homem terá que se render, e aquelas mulheres que lutaram e morreram pela liberdade e pelos direitos humanos serão verdadeiramente reconhecidas, e não precisarão mais de um dia internacional para lembrar das injustiças que sofreram.</p>
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		<title>Realidade ou individualismo aumentado?</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/realidade-ou-indidualismo-aumentado/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 19:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Design de interfaces]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade aumentada]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma de suas analises, Karl Marx disse – a economia de tempo é o princípio de funcionamento do capitalismo moderno. Para gerir o tempo como mercadoria, duas indústrias dominarão, isto é, já dominam a economia mundial: os seguros e os entretenimentos**.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para garantir a ubiquidade nômade, já existem e aperfeiçoarão no futuro próximo, os objetos nômades que implica no frenesi do consumo exacerbado para o prazer imediato. A tecnologia e futuramente a nanotecnologia (que melhorará radicalmente a maneira pela qual são produzidos os objetos atuais) são as grandes ferramentas das grandes corporações e indústrias de nos controlar como “marionetes”. Um exemplo disso, nos dias de hoje, é a Realidade Aumentada*** ou RA que possibilita produtos e serviços nos darem entretenimento e controlar nosso tempo dando-nos segurança e agilidade. No exemplo acima, a RA aplicado nos tênis da <a href="http://www.adidas.com/campaigns/originals_ss10/content/microsites/neighborhood/default.aspx?headerType=discreet&amp;strCountry_adidascom=br" target="_blank"><strong>Adidas</strong></a> é o primeiro passo da miniaturização da “vigilância” junto com o consumo, aumentando maciçamente a ubiquidade servindo de captor e de controlador. Outro exemplo citado abaixo é o <strong>Bradesco</strong> onde em um único objeto nômade você será permanentemente localizável onde a tecnologia permitirá saber tudo sobre a origem dos produtos e dos movimentos dos homens. Todos os dados nele contidos, inclusive fotos, vídeos etc serão estocados e vendidos para empresas públicas e privadas. Futuramente o próximo alvo será o Estado, transformando os serviços (educação, saúde etc) em produtos, chegando ao ápice do capitalismo e atingindo sua meta destruindo tudo que não for ele e tornando o mundo num imenso mercado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p>Apesar da imersão da sociedade atual em tecnologias voltadas para alienação da consciência da ordem social e para o reforço do individualismo em detrimento do valor do bem-estar comunitário o design vem reencontrando seu papel de propulsor do pensamento humano. O Design possui em sua estrutura de pensamento o foco na convergência das diferenças, em que o trabalho só se torna diferenciado quando consegue encontrar o ponto de equilíbrio entre razão e emoção, pensamento e sentimento, arte e produto. Quando encontra esse equilíbrio é possível desfazer o mal-estar imposto pelas diferenças e pela necessidade do hiperconsumo. Ele possibilita um consumo positivo, em que todos saem ganhando &#8211; o qual deveria ser a real função do marketing.</p>
<p>Desenvolver um conteúdo estético e funcional que possibilite o benefício de “corpo e alma” acessível a todos, e que posicione o outro não como alguém que deva ser combatido ou excluído, mas como uma vida que deva compartilhar conhecimentos, vivências e emoções, dividindo o que temos de melhor para construir uma sociedade melhor, através de bens (materiais e imateriais) pensados conscientemente para trazer menos impactos e mais consciência será a grande oportunidade do design.</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>* Qualidade do que está em toda parte<br />
** Uma breve história do futuro &#8211; Jacques Attali<br />
*** Realidade Aumentada é um ambiente que envolve tanto realidade virtual como elementos do mundo real, criando um ambiente misto em tempo real</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-763" title="technologyinmind" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/technologyinmind2.jpg" alt="technologyinmind" width="425" height="213" /></p>
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		<title>Marcas Open Source &#8211; (des)construindo as marcas</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/marcas-open-source/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
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Na construção de uma marca corporativa dois trabalhos fundamentais atuam lado a lado: Branding e Design. O conceito de branding seria algo como marca em movimento, o de design constitui algo como dar origem  ou projetar. Tanto um quanto o outro tem em sua essência a atualização e a visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-749" title="apple_broken_gel copy2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple_broken_gel-copy2.jpg" alt="apple_broken_gel copy2" width="425" height="213" /></p>
<p>Na construção de uma marca corporativa dois trabalhos fundamentais atuam lado a lado: Branding e Design. O conceito de branding seria algo como marca em movimento, o de design constitui algo como dar origem  ou projetar. Tanto um quanto o outro tem em sua essência a atualização e a visão de futuro. Por outro lado o mercado e as empresas estão cada vez mais fluidos, hiperconsumistas e hiperdinâmicos. Dessa forma a construção de marca tende a ser uma espécie de <em>open source</em>,  cujo o código deve ser construído indefinidamente pelos vários agentes.</p>
<p>Uma linha de identidade visual precisa de alguns parâmetros para o seu desenvolvido, respondendo alguns quesitos como simplicidade, pregnância (memorável, facilmente identificável), atemporalidade, versatilidade e adequabilidade. É fácil encontrar esses princípios ao analisarmos logos de sucesso como Nike, Coca-Cola, Mc Donalds, Apple. São marcas de fácil identificação, com uma plataforma bem estabelecida e que vem se atualizando durante seu tempo de vida. Mas com a diversificação das mídias, com um perfil de consumidor altamente dinâmico, alta velocidade de informação, tecnologias cada vez mais virtuais esses conceitos estão ganhando novos paradigmas.</p>
<p>Antes do bum da internet, por exemplo, um logo para ser versátil precisava ter entre suas propriedades ser escalonavel a vários tamanhos, em formatos horizontais e verticais, possuir proporcionalidade, margem de segurança para leitura, aplicabilidade em fundos diversos assim como em negativo. Esses quesitos de modo geral já eram suficientes para responder as necessidades, possibilitando um bom tempo de vida. Não que fosse fácil ser desenvolvido, pelo contrário, na era da reprodução analógica era preciso muito cuidado para que a identidade cumprisse as regras estabelecidas.</p>
<p>No mercado atual a dificuldade não está mais em sua reprodução, mas na diversidade e dinamismo. Tecnologias como iPhone, Smart Phone, realidade aumentada, TV digital, cinema 3D, além de sites altamente dinâmicos estão necessitando de novas formas de aplicação. Muitas vezes as regras  já existentes permitem uma referencia genérica para essas tecnologias, mas não são capazes de explorar todo potencial. Um logo em 3D na década de 90 era no mínimo visto com maus olhos pelos designers, hoje é quase inevitável para as grandes marcas. Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilitou o desenho da marca,  a construção semiótica se vulgarizou. Com a tecnologia todos tem acesso para fazer representações gráficas reproduzíveis, o que não resolve a função do logotipo, levando-nos a questão da adequabilidade, que acredito ser um problema maior.</p>
<p>Uma marca precisa corresponder à imagem da empresa e a da expectativa de seu consumidor através de recursos cognitivos. Com a internet e o avanço das mídias sociais, a importância da penetração através do buzz marketing poderá ultrapassar a da identidade institucional. Produtos cada vez mais segmentados precisarão ter identidades cada vez mais personalizadas. A cara da empresa não poderá ser apenas a dela, mas deverá se aproximar de uma simbiose.</p>
<p>O design multisensorial é um dos recursos que permite inovar a identidade corporativa. A Coca-cola, por exemplo, já trabalha muito bem através da forma da conhecida garrafa de vidro (possibilitando percepção tátea) , sua tipia e suas cores vermelha e branca além, claro, do paladar .</p>
<div id="attachment_698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-698" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cc1.jpg1.jpg" alt="desenvolvimento das embalagens Coca-Cola - pregnância da forma" width="263" height="175" /><p class="wp-caption-text">desenvolvimento das embalagens Coca-Cola - pregnância da forma</p></div>
<div id="attachment_696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 282px"><img class="size-full wp-image-696 " src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/coca.jpg" alt=" Silueta da garrafa Coca-Cola" width="272" height="272" /><p class="wp-caption-text"> Silueta da garrafa, identificação imediata à marca</p></div>
<div id="attachment_699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-699" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/CU172R.jpg" alt="pen" width="263" height="175" /><p class="wp-caption-text">Pen drive, reforço da marca pela forma</p></div>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_700" class="wp-caption aligncenter" style="width: 130px"><img class="size-full wp-image-700" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/pa293001.jpg" alt="Apenas as cores e siluetas já identificam a marca" width="120" height="265" /><p class="wp-caption-text">Apenas as cores e siluetas já identificam a marca</p></div>
<p style="text-align: left">
<p>Por outro lado marcas sólidas ganham tanta força que seus consumidores tornam-se fãs e assumem-se como co-proprietários, lhe dando o direito de utilizá-la como bem quiser. Veja o caso da Apple, a qual encontramos diversas aplicações das mais diversas formas no cotidiano de seus consumidores, essas desvinculadas de seu padrão visual originalmente planejado.</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-701" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple1.jpg" alt="Tatto da apple - o sonho de toda marca, que nenhum design visualiza no manual" width="236" height="177" /><p class="wp-caption-text">Tatto da apple - o sonho de toda marca, que nenhum designer visualiza no manual de identidade</p></div>
<div id="attachment_702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><img class="size-full wp-image-702" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple05.jpg" alt="Cartão desenvolvido polo usuário, não deve ser permitido?" width="286" height="229" /><p class="wp-caption-text">Cartão desenvolvido polo usuário, não deve ser permitido?</p></div>
<div id="attachment_703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><img class="size-full wp-image-703" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/WALLPAPER.jpg" alt="Wallpaper feitos por usários, como aplicar o manual da marca?" width="340" height="299" /><p class="wp-caption-text">Wallpaper feitos por usários, como aplicar o manual da marca?</p></div>
<p>Marcas conhecidas utilizam sua força para penetrar no dia a dia das pessoas, tornando-se conhecidas e confiáveis.  No entanto ao mesmo tempo em que ela é produto de consumo, perde-se sua individualidade e sua autonomia, passando a fazer parte de algo maior. É nisso que as marcas para o futuro precisarão se concentrar. Deverão permitir ser digeridas pelo consumidor, transformando-se no resultado do consumo, tornando-se mutáveis, flexíveis e antenadas, mas sem deixar de transmitir a sua história e segurança. Vejo que ações como a da Google e da AOL possam ser uma forte tendência. Apesar de serem focadas no mercado virtual, acredito que já seja possível construir uma identidade líquida, correspondente ao tempo em que vivemos hoje. A google e seu subproduto orkut construíram uma marca que demonstra sua atualidade com o cotidiano e com a diversidade de informação, mas mantém parâmetros singulares que possibilitam seu reconhecimento e penetração ao manter alguns padrões.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-704" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/orkut-geral.jpg" alt="orkut-geral" width="490" height="302" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-705" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/google.jpg" alt="google" width="490" height="381" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-706" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/AOL-new-logo.jpg" alt="AOL-new-logo" width="490" height="362" /></p>
<p>Acredito que se bem planejado ações como essas podem trazer muitos benefícios. Hoje com as impressões <em>on demand e</em> a crescente tecnologia digital, é possível construir identidades semestrais ou quem sabe mensais. Com uma programação bem elaborada é possível que uma empresa tenha cartões de visitas diferentes todos os meses, encartes e anúncios, mesmo off-lines, dinâmicos. Isso possibilita que os próprios consumidores estejam permanentemente construindo a identidade da empresa, adquirindo a característica de identidade colecionável ou mesmo autoral. Ações como a do Banco do Brasil em que nomes de pessoas tomaram as fachadas dos bancos por um período de tempo, mantendo sua identidade pela aplicação de seu símbolo, cores institucionais – azul e amarelo- e da sua tipia, poderão deixar de ser localizadas. As marcas deverão a cada dia ter seus elementos desconstruídos, passando a ter uma identidade universal e permanentemente adaptável.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-710" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BB.jpg" alt="BB" width="270" height="169" /></p>
<p>No entanto essa comunicação altamente flexível traz consigo a necessidade de maior controle em sua metamorfose. Exemplo disso foi a doodle do Orkut para homenagear os jogos de inverno de 2010 e que pareceu referenciar ao atleta que faleceu durante o mesmo evento alguns dias antes. Por sorte esse caso não ganhou repercursão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-713" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/orkut_doodle_winter_olympics.jpg" alt="orkut_doodle_winter_olympics" width="320" height="160" /></p>
<p>Alguns seguimentos terão dificuldades em fazer esse tipo de mudança de identidade, principalmente as que possuem produtos que necessitam de um estoque. Outras não conseguirão entender ou aceitar essa tendência. No entanto a crescente onda de produtos personalizáveis poderá transformar até segmentos como o alimentício, como pode-se ver nessa ação da Nestlé Japão, com o produto kitkat que possibilita estampar a foto do consumidor na embalagem que irá comprar.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-714" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/kitkat.jpg" alt="kitkat" width="472" height="367" /></p>
<p>Mas à medida que o mercado se torna essencialmente de serviços, em que se paga pelo uso ou benefício e não pela propriedade do produto, cada vez mais encontraremos exemplos de identidades flexíveis, ou <em>Open Source</em>.</p>
<p>Veja também esse artigo onde Simon Manchipp, sócio da London-based studio, questiona o futuro dos símbolos <a href="http://www.logodesignlove.com/logos-are-dead">http://www.logodesignlove.com/logos-are-dead</a></p>
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		<title>Design Gráfico Estratégico! Existe?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 18:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left"><img class="aligncenter size-full wp-image-668" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dg2.jpg" alt="dg" width="387" height="244" /></p>
<p style="text-align: left">Por mais que eu tenha procurado referencias de design gráfico estratégico, os exemplos que tenho encontrado estão voltados para o design de produto ou design social. São categorias especificas do design que identifico importância fundamental para o futuro, para geração de valor e de qualidade de vida. No entanto essas não são áreas que atuo diretamente, por isso sempre fiquei receoso com a aplicabilidade do design estratégico na área de design gráfico. O exemplo que postei em “<a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/557/" target="_blank">design para minorias</a>” foi um passo importante, mas ainda não havia conseguido fechar o entendimento mercadológico por inteiro.</p>
<p>No dia 05 de fevereiro fui na palestra do Ronald Kapaz, sócio-diretor da OzDesign que conseguiu definir para mim algumas idéias de forma racional das quais já tinha entendido de forma intuitiva (1). O principal insight foi a visão do Design-Filósofo, a qual concordo plenamente e que tenho me empenhado como meta para o meu desenvolvimento. Esse pensamento envolve muito mais a qualidade questionadora e inquietante do design do que qualquer qualidade técnica específica. Baseado nesse e em alguns outros pensamentos consegui chegar a algumas conclusões (ou inquietações) sobre design gráfico estratégico.</p>
<p>Algumas transformação estão ocorrendo no design gráfico. Seu principal valor não está mais em interpretar e transmitir a imagem das empresas (clientes) para o mercado. Ele está em interpretar a empresa e apresentar lacunas entre o que a empresa é, como ela quer ser, como ela quer se apresentar, como o consumidor à enxerga e o que o consumidor realmente deseja e espera.  Enfim, o design não está simplesmente em apresentar soluções para os problemas imediatos que o cliente quer resolver (traduz-se conseguir mais lucratividade), mas sim em apresentar as questões corretas para o cliente e os problemas verdadeiros que ele precisa confrontar.</p>
<p>Uma solução visual esteticamente bem desenvolvida e implementada não surtirá efeito se não corresponder à identidade da empresa e as expectativas do consumidor final assim como os diversos pontos de relacionamentos da empresa. O design, dessa forma, está sendo incorporado como parte fundamental do Branding, possibilitando uma ampliação do Brand equity (2) e trabalhando nos fundamentos da construção de uma personalidade da empresa, para ela ser realmente o que necessita para evoluir, e não apenas estar presente.</p>
<p>A formulação de marca, sua estética e sua comunicação integrada precisa ser interiorizada pela empresa, precisa corresponder a sua estrutura por essência. Mas ainda sim o design estratégico não está em fazer da empresa o que ela precisa para conquistar e manter seus clientes. O design estratégico está em atuar no mercado visando sua transformação para o futuro e para a sociedade. Em implementar nas empresas uma visão de futuro onde a <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank"><strong>ética global, ética social e ética cultural está em primeiro lugar e seu produto final, visível para a sociedade</strong> <strong>é a valorização da vida.</strong></a><strong><strong> </strong></strong><strong>(</strong>definição do que é design pela ICSID)</p>
<p>Dessa forma a comunicação visual, ou design gráfico, possui um papel muito mais de transformar as corporações e, conseqüentemente, seu posicionamento dentro da sociedade intrinsecamente visual. No entanto o conceito visual a longo tempo irá perder sua soberania, pois é um espaço disputado centímetro a centímetro nas grandes cidades, nas mídias e na internet. Novas tecnologias trarão possibilidades infinitas e novas formas de comunicação (hoje já é possível se comunicar com pessoas em coma). As minorias hoje têm ganhado importância como os deficientes físicos e idosos que precisam do auxílio dos outros sentidos. Além disso na sociedade super atarefada, será cada vez mais comum a utilização multisensorial  para a resolução de tarefas simples. Nesse contexto, quem conseguir construir uma marca de forma multisensorial ganhará destaque. Conseqüentemente o conceito de design gráfico irá se tornar ultrapassado e quem está hoje o enxergando como ferramenta para estética das empresas, terá que se adequar às novas tecnologias, assim como aconteceu com a typografia, a litografia e o fotolito e até mesmo com a câmera analógica.</p>
<p><strong>Observações</strong></p>
<p>(1) Outra grande lição que aprendi na palestra foi a visão apresentada sobre separação entre lógica e intuição. Enquanto na lógica se constrói um  pensamento no tempo linear através de uma coerência 1+1 = 2, na intuição o pensamento é único e holístico, uma compreensão do todo que muitas vezes não é possível racionalizar, mas nem por isso menos complexo ou verdadeiro do que o pensamento lógico.</p>
<p>(2) Entendo Brand Equity como <em>todos os recursos (inclusive inteligência) necessários para que a marcas sejam posicionadas, comunicadas e vendidas com lucros financeiros e emocionais (</em>José Roberto Martins).</p>
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		<title>O consumo e o futuro, o que o design tem a ver com isso?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 16:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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<p>Poucas pessoas sabem que o consumo foi inventado na segunda guerra mundial no sentido de melhorar a economia e que se tornou a regra para todo o sistema. O documentário História das Coisas mostra, de maneira didática e inquestionável qual é a história natural das &#8220;coisas&#8221;, desde sua Extração, passando pela Produção, Distribuição, Consumo e Disposição de Lixo. A apresentadora nos mostra que existem informações não reveladas no caminho linear que foi nos ensinado. Ela mostra que em cada etapa, existe um mundo de falácias a serem desmascaradas e apresentadas àqueles que têm o que fazer para remediar o impacto ambiental da extração e produção desmesuradas: os consumidores. Ou seja: nós mesmos, cada um de nós.</p>
<p><strong>Mas o que o design tem a ver com isso? </strong>Refletindo o documentário acima, percebe-se que tudo ao nosso redor é design mas a maioria que se rotula como design não passa de desenho, formas atrativas, estética para ajudar o consumo desenfreado. <a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/phillippe-starck-se-aprofunda-no-design/" target="_blank">Phillippe Starck rotula isso como&#8221;&#8230;design cínico&#8230;&#8221;</a>. Não podemos confundir o verdadeiro sentido da palavra com o que a mídia divulga.</p>
<p>Muito se fala hoje do papel do design e sua importância na inovação das corporações que precisam “pensar design” (<a href="http://www.caxolas.com.br/2009/10/tim-brown/" target="_blank">design Thinking</a>). Mas afinal de contas o que tem de tão extraordinário esse tal de design? Tirando o iPhone, alguém consegue citar outro exemplo? A verdade é que há vários exemplos por ai, pois o design vai muito além de produtos. O design está na história entre pensadores e cientistas que transformaram nossa sociedade no que ela é hoje. Mas com o desenvolvimento do pensamento racional e da divisão do trabalho, o papel da criatividade passou a fazer parte da de um segmento que hoje ainda chamamos de ciências humanas. Por um tempo a criatividade na indústria foi valorizada na publicidade, pois era capaz de dar uma cara para as empresas do que elas queriam parecer, eram os maquiadores do mercado, dando um retorno em curto prazo. Mas como toda a maquiagem, tem seu tempo de duração (mesmo as chamadas permanentes). Logo as pessoas perceberam que aquela imagem que a publicidade mostrava (e ainda mostra) era apenas uma fachada.</p>
<p><strong>Veja abaixo a definição do que é design pela <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">ICSID (International Council of Societies of Industrial Design)</a> e, se tiver um tempo, vale a pena ver o vídeo acima.</strong></p>
<p>&#8220;O Design é uma atividade cujo objetivo é estabelecer qualidades multi-facetadas de objetos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e um fator crucial de intercâmbio cultural e econômico. O Design procura descobrir e estabelecer relações estruturais, organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, com o objetivo de:</p>
<ul>
<li>enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental <strong>(ética global)</strong>;</li>
<li>dar benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado <strong>(ética social)</strong>;</li>
<li>dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial <strong>(ética cultural)</strong>;</li>
<li>gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</li>
</ul>
<p>O design é uma atividade envolvendo uma ampla faixa de profissões, das quais produtos, serviços, comunicações gráficas, decoração e arquitetura fazem parte. Juntas, essas atividades deveriam elevar, de um modo harmônico e orquestrado com outras profissões, o valor da vida.&#8221;</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>LINKS:<br />
<a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">http://www.icsid.org/</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank">http://www.storyofstuff.com/international/index.html</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-646" title="v_StoryStuff_Button" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/v_StoryStuff_Button.jpg" alt="v_StoryStuff_Button" width="545" height="462" /></a></p>
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