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	<title>Caxolas &#187; Cidades</title>
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		<title>O que podemos chamar de design</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 18:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já te m um tempo que a mídia nos empurra o conceito de design como um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #999999;">Já te</span><span style="color: #999999;"> </span><span style="color: #999999;">m um</span><span style="color: #999999;"> tempo que a m</span><span style="color: #999999;">ídia nos empurra o conceito de design com</span><span style="color: #999999;">o um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas repletas de  aparelhos, anunciados com um &#8220;design inovador&#8221;, comprados na esperança  da sonhada realização doméstica. Esse consumo, que chamarei de &#8220;design  da estética&#8221; depois explicarei por que, é passado para novas gerações,  nossos filhos, por exemplo, possuem caixas e caixas de brinquedos que  eles deixam de lado em questão de dias. Como as crianças estão deixando  de ser crianças mais cedo nos dias de hoje, o ciclo de vida dos  brinquedos também mudou.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">Hoje, sabemos que os recursos naturais que fabricam esses bens de consumo não darão conta em um futuro próximo e &#8211; <span style="font-style: italic;">o uso exagerado da palavra &#8220;design&#8221; a esvaziou de significados, ou </span><span style="font-style: italic;">a transformou em</span><span style="font-style: italic;"> si</span><span style="font-style: italic;">nônimo de cínico e manipulador.</span> &#8220;Segundo <span style="font-weight: bold;">John Berger</span>, em seu livro <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span><span style="font-style: italic;">, </span>de  1972, mostra uma distinção entre os verdadeiros objetos e o que  enxergava como manipulação do capitalismo que nos faz consumir mais e  mais a cada dia.&#8221; Ele usa a publicidade como exemplo e cita, &#8220;A</span><span style="color: #999999;"> publicidade começa trabalhando em cima de um apetite natural para o  prazer. Mas não pode oferecer o objeto real do prazer.&#8221; Se <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span> fosse escrito hoje, certamente o que ele chama de &#8220;publicidade&#8221; pode ser trocado por &#8220;design&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">O  motivo desse post é tentar passar para os leitores o verdadeiro  significado da palavra design. Design não é somente estética, desenho ou  avanço tecnológico. <span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;">Design é um processo criativo que tem por objetivo tornar algo melhor para alguém, cuja </span>finalidade  é esta</span><span style="color: #999999;">belecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos,  serviços e seus sistemas em ciclos de vida. Portanto, design é o fator  central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial de  intercâmbio cultural e econômico, segundo a <strong><a href="http://www.icsid.org/about/about/articles31.htm" target="_blank">ICSID</a></strong> </span><span style="color: #888888;">(International Council of Societies of Industrial Design)</span><span style="color: #999999;">, com a missão de:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar  benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e  coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética  social);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial (ética cultural);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</span></span></li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1103" title="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/12/A-REINVENCAO-DO-AUTOMOVEL-23.jpg" alt="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" width="310" height="234" /></p>
<p><span style="color: #999999;">Um  exemplo que usa o &#8220;design&#8221; como manipulação de consumo é a indústria  automobilística. Ela reforça esse conceito de &#8220;design inovador&#8217;, &#8220;carro  design&#8221;, &#8220;design futurista&#8221;, etc para vender uma coisa que não tem mais  design. O design nos automóveis só existiu quando saiu da tração animal  para a mecânica, de resto é só desenho e inovação tecnológica. Os carros  só terão design novamente quando deixarem de ser um automóvel e  passarem a ser um sistema de locomoção onde a ética social, cultural e  global forem empregadas. O livro, <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span>,  fruto da parceria entre o australiano William J. Mitchell, o britânico  Christopher E. Borroni-Bird e o americano Lawrence D. Burns, mostra como  melhorar o cenário das grandes cidades e a vida dos humanos que as  habitam pensando, não somente, em colocar mais automóvei</span><span style="color: #999999;">s </span><span style="color: #888888;">nas ruas usando o conceito de &#8220;design&#8221; como ferramenta de venda e  consumo, mas sim, usando o design como uma solução do enorme problema  social e global que estamos enfrentando hoje, a nossa própria extinção.</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Ficha Técnica:</span></span><span style="color: #999999;"><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span><br />
Autores: William J. Mitchell, Christopher E. Borroni-Bird e Lawrence D. Burns<br />
Páginas: 240<br />
Formato 20 x 20 cm<br />
Preço: R$ R$ 69,90<br />
Editora Alaúde, 2010</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Referências: </span><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A linguagem das coisas (algumas partes desse post foram tiradas desse livro)</span><br />
Autor: Deyan Sudjic</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><br />
</span></p>
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		<title>ALEM DAS FORMAS: INTRODUÇAO AO PENSAMENTO CONTEMPORANEO NO DESIGN, NAS ARTES E NA ARQUITETURA</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 12:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Complementares]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[
Este livro revela as influências do pensamento ocidental contemporâneo nas atividades profissionais do design, das artes e da arquitetura. Já numa primeira instância, esclarece que elas ocorreram muito além da alteração na morfologia e na visualidade, normalmente associadas desde a pós-modernidade, aquelas atividades profissionais.
A simples menção da expressão “pós-moderno” faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1065" title="alem das formas" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/alem-das-formas1.png" alt="alem das formas" width="135" height="192" /></p>
<p>Este livro revela as influências do pensamento ocidental contemporâneo nas atividades profissionais do design, das artes e da arquitetura. Já numa primeira instância, esclarece que elas ocorreram muito além da alteração na morfologia e na visualidade, normalmente associadas desde a pós-modernidade, aquelas atividades profissionais.</p>
<p>A simples menção da expressão “pós-moderno” faz com que tais interlocutores passem imediatamente a brandir contra os “excessos” das propostas do movimento e seu inevitável “formalismo”. Investiga-se nos capítulos do presente livro um pouco das origens dos conceitos e o histórico da sua difusão sociocultural no período intermediário, entre a modernidade tardia e a contemporaneidade que&#8230; (já) se chamou pós-modernidade.</p>
<p>Carlos Zibel vai além, investiga o autor e o texto como representantes do poder, o controle social disfarçado em cultura, a possibilidade de separar o mesmo do diverso, a consideração dos afetos e as dobras da alma, conquistas advindas do pensamento pós-estruturalista.</p>
<p>TÍTULO: ALEM DAS FORMAS: INTRODUÇAO AO PENSAMENTO CONTEMPORANEO NO DESIGN, NAS ARTES E NA ARQUITETURA<br />
ISBN: 9788539100019<br />
IDIOMA: Português.<br />
ENCADERNAÇÃO: Brochura  | Formato: 16 x 23  | 232 págs.<br />
ANO EDIÇÃO: 2010<br />
EDIÇÃO: 1ª<br />
AUTOR: Carlos Zibel Costa alem das forma</p>
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		<title>Reflexões sobre a manipulação dos Sujeitos Consumidores presos  à armadilha do descarte capitalista.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 02:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. 
Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/caxolas2.jpg" alt="caxolas2" title="caxolas2" width="500" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-1042" /></p>
<p>O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. </p>
<p>Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para satisfazer necessidades fisiológicas ou sensoriais; nesta categoria podem ser incluídos os alimentos diferenciados, as artes, o lazer e certas vestimentas ou objetos que permitem sensações prazerosas ao toque da pele, por exemplo. Há ainda os produtos que despertam o desejo relacionado à dependência química; aqui estão as bebidas alcoólicas, as drogas e os medicamentos psiquiátricos que prometem bem-estar.</p>
<p>Porém, o planejamento empresarial inclui ainda estratégias de formação de dependência continuada do Sujeito Consumidor em relação à marca e a uma seqüência programada de variações na qualificação de um produto, de modo a assegurar a continuidade do vínculo do Sujeito Consumidor em relação ao primeiro produto adquirido por ele. </p>
<p>Para dar conta dessa necessidade empresarial a nossa civilização construiu o mundo do descarte; tudo pode e deve ser abandonado, excluído, expulso, eliminado, mas por razões distintas e com o propósito de que ocorra simultaneamente ou logo a seguir uma nova aquisição.  De acordo com essa linha de pensamento, os produtos industrializados não deveriam manter certas qualidades de funcionamento além de um período programado, para que fosse necessário ao consumidor, após algum tempo, “jogá-lo fora” e adquirir outro em boas condições de funcionamento, mais moderno, mais bonito ou mais arrojado.</p>
<p>Mais recentemente surgiram os objetos substituíveis por outros exatamente iguais em termos de utilidade, design, satisfação do usuário e preço, tal como a caneta que se usa por pouco tempo, enquanto a sua carga de tinta o permite ou como as câmeras fotográficas descartáveis.</p>
<p>Surgiu ainda um novo conceito de produto descartável, aquele que é substituído rapidamente, não porque sua energia se acaba, mas porque seu usuário simplesmente não mais o quer. Cansou-se, perdeu o gosto, quer novidades, foi “fisgado” por um design ou mídia que explora as suas emoções, sejam tantos outros motivos, mas o que merece uma pausa dedicada ao pensamento crítico é que esse Sujeito Consumidor por excelência, não admite continuar vinculado além de um certo tempo, a um objeto ao qual se vinculou anteriormente com entusiasmo. É estranho falar-se em vínculo, mas cabe o uso do termo. </p>
<p>Os consumidores são atraídos pela utilidade quando é isso que importa, mas em muitos casos a utilidade não constitui uma essencialidade, porque a atração pelo produto não decorre do apelo ligado preponderantemente à sua utilidade. Em outro sentido, o apelo está mais bem direcionado a certos valores subjetivos selecionados mediante critérios do planejamento mercadológico. </p>
<p>Quando o apelo promocional está direcionado a valores subjetivos relacionados à formação de identidade ou auto-imagem dos consumidores, pode-se falar em estratégia para a formação de vínculo do Sujeito Consumidor em relação a um produto. Assim, o design e a publicidade são convocados a ocupar em escala ascendente um lugar especial e dominante no ambiente que lida estrategicamente com as forças que impulsionam o mercado. </p>
<p>Mas, para assegurar-se o lugar de destaque ambicionado, que decorre de obtenção de resultados na promoção do produto, o design e a publicidade precisam lidar adequadamente com matrizes que colocam em confluência o planejamento estratégico empresarial, o planejamento estratégico do produto, as condições de competição do mercado e os potenciais de submissão dos consumidores aos apelos promocionais.</p>
<p>Contudo, as matrizes que contêm os dados e os planos não podem desconsiderar que a submissão dos consumidores a apelos promocionais pode ocorrer em menor intensidade do que é planejado, simplesmente porque o planejamento pode ser demasiado ambicioso, inadequado ou falho, a estratégia de comunicação com os consumidores pode ser ineficiente ou o design do produto não contém o potencial de envolvimento afetivo necessário para que seja desejado a ponto de estabelecer-se o vínculo entre Sujeito Consumidor e produto. </p>
<p>O sistema empresarial está sempre em busca da maximização dos resultados do negócio e essa diretriz impregna a mentalidade dos profissionais de design e das agências de publicidade. Estaria aí uma armadilha que perturba a qualidade do trabalho em design e publicidade! Essa questão comporta a ampliação do debate quando entra em cena o tema do design estratégico. Talvez a competitividade típica do mundo dos negócios esteja desafiando o sistema empresarial a encontrar modos de fazer produtos com design e comunicação que consigam superar as falhas do planejamento empresarial, através da “invasão” mais poderosa possível da subjetividade dos potenciais consumidores. O planejamento demasiado ambicioso pode ser defendido como correto devido ao compromisso com a lucratividade ou ao temor da concorrência, mas pode tornar exigível o design e a comunicação que contornem a irrealidade contida na ambição estratégica.</p>
<p>É a partir dessa possibilidade que propomos o debate de aspectos da ética implicados na oferta de produtos descartáveis. Primeiramente está a questão da responsabilidade com a preservação do ambiente. Outra questão decorre da oferta de produtos que apresentam forte apelo voltado para o atendimento de satisfações sensoriais, sabendo-se que há indivíduos que não conseguem, com facilidade, resistir ao desejo, mesmo quando essa submissão leva a processos autodestrutivos. Finalmente a questão da manipulação da subjetividade que ocorre quando o design e a comunicação publicitária induzem o surgimento de uma utilidade que somente passa a ser percebida pelas pessoas porque previamente esse sistema sustenta que é necessário ter alguma coisa para que se possa ser alguém. Como fica a responsabilidade social para com esses indivíduos?</p>
<p>Verifica-se a veiculação massiva de mensagens indutoras do desejo direcionadas a uma população não-crítica. Os casos mais evidentes atingem ao público infantil, mas não esqueçamos que os homens-massa constituem a parte quantitativamente mais representativa da população (Ortega Y Gasset). O modelo de comunicação com o Sujeito Consumidor sustenta-se na proposta de que a condição de não ter implica em não viver de acordo com valores tidos como universais, verdadeiros e essenciais, mesmo não o sendo.</p>
<p>Trata-se da oferta de produtos com design que promove o envolvimento afetivo dos consumidores, usando estratégias que se prestam ao propósito de promover a ocupação dos vazios interiores dos homens-massa que não têm tempo para desenvolver com profundidade as relações afetivas, ou estão sem condições egóicas adequadas para resistir ao apelo sensorial massivo. Surge o vínculo homem-produto.</p>
<p>Impressiona a constatação de que a nossa civilização aumenta o apelo dos produtos ao mesmo tempo em que promove o distanciamento das pessoas umas das outras, chegando a propor que os encontros sejam virtuais ou mesmo com seres virtuais substitutos.</p>
<p>O campo estratégico se beneficia da formação da sociedade voltada para o sucesso pessoal que exacerba valores narcisistas. Isso é ampliado porque, paradoxalmente, as estratégias de comercialização promovem, sempre mais, que todos tenham tudo e ao mesmo tempo, que todos se diferenciem por terem tudo. O segredo do modelo é invadir a subjetividade e privacidade dos Sujeitos Consumidores fazendo crer que tal invasão é benéfica e assegura o sucesso. Simultaneamente entram em ação as estratégias de facilitação, como preço e logística.  </p>
<p>A impulsão por ter algo diferenciado é temporária, porque outra força se mantém atuante, relacionada ao poder de ser capaz de substituir o que se tem logo que surge outro objeto igual, que, no entanto é “diferente” por ter novo design. O novo objeto promove a imediata perda do vínculo do Sujeito Consumidor com seu objeto original ou anterior e torna essencial a sua substituição.</p>
<p>O vínculo com o objeto substituto é promovido e o descarte dos substitutos também o é, porque os interesses econômicos exigem manter a máquina funcionando, não porque se esteja em busca de promover a felicidade, a saúde, o bem-estar, a cidadania ou valores sociais importantes, mas unicamente porque não é possível interromper a dinâmica do mercado já que é temida a crise, simbolizando a morte, sempre justificando que o sistema continue seu giro em moto perpétuo.<br />
E os seres viventes (Lévinas) no mercado consumidor podem sucumbir ao modelo alienante trocando indefinidamente os celulares ou automóveis, bem como o tamanho dos seios ou bíceps, assim também seus relacionamentos afetivos, sentindo-se desse modo, verdadeiros participantes da sociedade, ou então, ao recusarem essa manipulação, sentindo-se “out”.</p>
<p>Contudo, o sistema de formação de riqueza fundado em estratégias para ampliar indefinidamente o mercado consumidor consegue, por vezes, “encantar” justamente os Sujeitos que se posicionam como “out”, com produtos que podem marcar sua condição de diferentes, não alienados. Isso é obtido com estratégias de design, publicidade, logística e preço. Estabelecem-se “nichos” de mercado constituídos por Sujeitos Consumidores que se intitulam “out” mas não têm a percepção de que são “in” alienados que usam o discurso “out”. </p>
<p>Quanto ao final dessa história, pode-se imaginar que, em função da crescente dominância de criações com o uso de recursos tecnológicos e design estratégico sofisticados, bem como de comunicação provocadora de vínculo, será necessário voltar ao passado, às aldeias, à roça e não adquirir antena parabólica, para assim escapar da armadilha do descarte capitalista e retornar a ser Sujeito que não é Consumidor. Mesmo assim haverá o risco de surgir mais uma idéia de produto com novo design, permitindo transformar a vida na roça em “nicho” de mercado e se então quisermos morar no meio da floresta, pode ser que isso se torne “nicho” também.</p>
<p><strong>Autor: Juan Adolfo Brandt<br />
Doutor e Mestre em Psicologia Social pela USP, MBA em Marketing<br />
pelo IBMEC/SP, Psicólogo e Economista.<br />
Professor universitário, pesquisador de processos grupais de<br />
fundamentação psicanalítica, psicoterapeuta.</strong></p>
<p>* foto do banner extraido do filme Lixo Extraordinário, dirigido por Lucy Walker</p>
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		<title>Arte e design &#8211; Ossário</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 01:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Seminários e Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[
Arte é estética? Arte é crítica? Ou é transgressão? Muitos devem lembrar da intervenção de Alexandre Orion no túnel 9 de Julho em São Paulo no ano de 2006. Sua obra chamou atenção e teve grande repercussão. Consistia em limpar seletivamente as paredes do túnel trabalhando a fuligem, um pedaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://panoptico.files.wordpress.com/2007/08/alexandre_orion_02.jpg"><img class="alignnone" src="http://panoptico.files.wordpress.com/2007/08/alexandre_orion_02.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Arte é estética? Arte é crítica? Ou é transgressão? Muitos devem lembrar da intervenção de Alexandre Orion no túnel 9 de Julho em São Paulo no ano de 2006. Sua obra chamou atenção e teve grande repercussão. Consistia em limpar seletivamente as paredes do túnel trabalhando a fuligem, um pedaço de pano e as paredes como elementos de sua obra efêmera que formava várias caveiras. Ele já imaginava que seria abordado por autoridades, mas não imaginava que chegaria a ser 5 vezes por noite.  Ao final a prefeitura interditou o túnel e limpou apenas as partes que o artista havia interferido, deixando o restante do mesmo estado. Estas e outras mensagens você poderá encontrar no subsolo do <a href="http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10164,1,0,1,1.bb?codigoMenu=9904&amp;dtInicio=4&amp;codigoEvento=3287">CCBB</a> na até o dia 9 de maio na exposição Ossário, que faz uma representação da obra realizada no túnel.</p>
<p>É uma exposição muito importante para todos os designers que querem pensar algo amais em suas criações. Através de um insigth, Alexandre conseguiu chamar atenção de um problema urbano e efetivamente levou a uma ação pública. Acredito que enquanto designer devemos pensar nos impactos e intervenções que fazemos em nossa sociedade. Devemos tentar sair do lugar comum e pensar que podemos driblar as pressões comerciais através de suas próprias armas, fazendo como Alexandre, mostrando uma face de nossa sociedade que não quemos ver, e desta forma, mudar um as coisas um pouco de cada vez.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hrr_cpHsrK8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hrr_cpHsrK8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><strong>Rua Álvares Penteado, 112 &#8211; Centro<br />
Entrada franca</strong></p>
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		<title>Realidade ou individualismo aumentado?</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/realidade-ou-indidualismo-aumentado/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 19:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma de suas analises, Karl Marx disse – a economia de tempo é o princípio de funcionamento do capitalismo moderno. Para gerir o tempo como mercadoria, duas indústrias dominarão, isto é, já dominam a economia mundial: os seguros e os entretenimentos**.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para garantir a ubiquidade nômade, já existem e aperfeiçoarão no futuro próximo, os objetos nômades que implica no frenesi do consumo exacerbado para o prazer imediato. A tecnologia e futuramente a nanotecnologia (que melhorará radicalmente a maneira pela qual são produzidos os objetos atuais) são as grandes ferramentas das grandes corporações e indústrias de nos controlar como “marionetes”. Um exemplo disso, nos dias de hoje, é a Realidade Aumentada*** ou RA que possibilita produtos e serviços nos darem entretenimento e controlar nosso tempo dando-nos segurança e agilidade. No exemplo acima, a RA aplicado nos tênis da <a href="http://www.adidas.com/campaigns/originals_ss10/content/microsites/neighborhood/default.aspx?headerType=discreet&amp;strCountry_adidascom=br" target="_blank"><strong>Adidas</strong></a> é o primeiro passo da miniaturização da “vigilância” junto com o consumo, aumentando maciçamente a ubiquidade servindo de captor e de controlador. Outro exemplo citado abaixo é o <strong>Bradesco</strong> onde em um único objeto nômade você será permanentemente localizável onde a tecnologia permitirá saber tudo sobre a origem dos produtos e dos movimentos dos homens. Todos os dados nele contidos, inclusive fotos, vídeos etc serão estocados e vendidos para empresas públicas e privadas. Futuramente o próximo alvo será o Estado, transformando os serviços (educação, saúde etc) em produtos, chegando ao ápice do capitalismo e atingindo sua meta destruindo tudo que não for ele e tornando o mundo num imenso mercado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p>Apesar da imersão da sociedade atual em tecnologias voltadas para alienação da consciência da ordem social e para o reforço do individualismo em detrimento do valor do bem-estar comunitário o design vem reencontrando seu papel de propulsor do pensamento humano. O Design possui em sua estrutura de pensamento o foco na convergência das diferenças, em que o trabalho só se torna diferenciado quando consegue encontrar o ponto de equilíbrio entre razão e emoção, pensamento e sentimento, arte e produto. Quando encontra esse equilíbrio é possível desfazer o mal-estar imposto pelas diferenças e pela necessidade do hiperconsumo. Ele possibilita um consumo positivo, em que todos saem ganhando &#8211; o qual deveria ser a real função do marketing.</p>
<p>Desenvolver um conteúdo estético e funcional que possibilite o benefício de “corpo e alma” acessível a todos, e que posicione o outro não como alguém que deva ser combatido ou excluído, mas como uma vida que deva compartilhar conhecimentos, vivências e emoções, dividindo o que temos de melhor para construir uma sociedade melhor, através de bens (materiais e imateriais) pensados conscientemente para trazer menos impactos e mais consciência será a grande oportunidade do design.</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>* Qualidade do que está em toda parte<br />
** Uma breve história do futuro &#8211; Jacques Attali<br />
*** Realidade Aumentada é um ambiente que envolve tanto realidade virtual como elementos do mundo real, criando um ambiente misto em tempo real</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-763" title="technologyinmind" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/technologyinmind2.jpg" alt="technologyinmind" width="425" height="213" /></p>
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		<title>O consumo e o futuro, o que o design tem a ver com isso?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 16:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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Poucas pessoas sabem que o consumo foi inventado na segunda guerra mundial no sentido de melhorar a economia e que se tornou a regra para todo o sistema. O documentário História das Coisas mostra, de maneira didática e inquestionável qual é a história natural das &#8220;coisas&#8221;, desde sua Extração, passando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://video.google.com.br/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="VideoPlayback" style="width: 400px; height: 326px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://video.google.com.br/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Poucas pessoas sabem que o consumo foi inventado na segunda guerra mundial no sentido de melhorar a economia e que se tornou a regra para todo o sistema. O documentário História das Coisas mostra, de maneira didática e inquestionável qual é a história natural das &#8220;coisas&#8221;, desde sua Extração, passando pela Produção, Distribuição, Consumo e Disposição de Lixo. A apresentadora nos mostra que existem informações não reveladas no caminho linear que foi nos ensinado. Ela mostra que em cada etapa, existe um mundo de falácias a serem desmascaradas e apresentadas àqueles que têm o que fazer para remediar o impacto ambiental da extração e produção desmesuradas: os consumidores. Ou seja: nós mesmos, cada um de nós.</p>
<p><strong>Mas o que o design tem a ver com isso? </strong>Refletindo o documentário acima, percebe-se que tudo ao nosso redor é design mas a maioria que se rotula como design não passa de desenho, formas atrativas, estética para ajudar o consumo desenfreado. <a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/phillippe-starck-se-aprofunda-no-design/" target="_blank">Phillippe Starck rotula isso como&#8221;&#8230;design cínico&#8230;&#8221;</a>. Não podemos confundir o verdadeiro sentido da palavra com o que a mídia divulga.</p>
<p>Muito se fala hoje do papel do design e sua importância na inovação das corporações que precisam “pensar design” (<a href="http://www.caxolas.com.br/2009/10/tim-brown/" target="_blank">design Thinking</a>). Mas afinal de contas o que tem de tão extraordinário esse tal de design? Tirando o iPhone, alguém consegue citar outro exemplo? A verdade é que há vários exemplos por ai, pois o design vai muito além de produtos. O design está na história entre pensadores e cientistas que transformaram nossa sociedade no que ela é hoje. Mas com o desenvolvimento do pensamento racional e da divisão do trabalho, o papel da criatividade passou a fazer parte da de um segmento que hoje ainda chamamos de ciências humanas. Por um tempo a criatividade na indústria foi valorizada na publicidade, pois era capaz de dar uma cara para as empresas do que elas queriam parecer, eram os maquiadores do mercado, dando um retorno em curto prazo. Mas como toda a maquiagem, tem seu tempo de duração (mesmo as chamadas permanentes). Logo as pessoas perceberam que aquela imagem que a publicidade mostrava (e ainda mostra) era apenas uma fachada.</p>
<p><strong>Veja abaixo a definição do que é design pela <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">ICSID (International Council of Societies of Industrial Design)</a> e, se tiver um tempo, vale a pena ver o vídeo acima.</strong></p>
<p>&#8220;O Design é uma atividade cujo objetivo é estabelecer qualidades multi-facetadas de objetos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e um fator crucial de intercâmbio cultural e econômico. O Design procura descobrir e estabelecer relações estruturais, organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, com o objetivo de:</p>
<ul>
<li>enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental <strong>(ética global)</strong>;</li>
<li>dar benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado <strong>(ética social)</strong>;</li>
<li>dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial <strong>(ética cultural)</strong>;</li>
<li>gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</li>
</ul>
<p>O design é uma atividade envolvendo uma ampla faixa de profissões, das quais produtos, serviços, comunicações gráficas, decoração e arquitetura fazem parte. Juntas, essas atividades deveriam elevar, de um modo harmônico e orquestrado com outras profissões, o valor da vida.&#8221;</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>LINKS:<br />
<a href="http://www.icsid.org/" target="_blank">http://www.icsid.org/</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank">http://www.storyofstuff.com/international/index.html</a></p>
<p><a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-646" title="v_StoryStuff_Button" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/v_StoryStuff_Button.jpg" alt="v_StoryStuff_Button" width="545" height="462" /></a></p>
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		<title>Google Building Maker: do real ao virtual</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2009/12/google-building-maker-do-real-ao-virtual/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 17:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Frias</dc:creator>
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Um dia pensei: e se houvesse uma espécie de câmera que captasse as imagens das cidade e as convertesse em 3D? Essas fotos poderiam ser postas, colaborativamente, na internet e aos poucos, haveria uma versão virtual do nosso mundo concreto; algo como um meta-mundo, ciber-mundo, hiper-mundo, jogo virtual/real ou seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/12/google-building-maker.png"><img class="size-large wp-image-503 alignnone" title="google building maker" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/12/google-building-maker-580x321.png" alt="google building maker" width="580" height="321" /></a></p>
<p>Um dia pensei: e se houvesse uma espécie de câmera que captasse as imagens das cidade e as convertesse em 3D? Essas fotos poderiam ser postas, colaborativamente, na internet e aos poucos, haveria uma versão virtual do nosso mundo concreto; algo como um meta-mundo, ciber-mundo, hiper-mundo, jogo virtual/real ou seja lá como podemos chamá-lo.</p>
<p>Para mim, aos poucos esse &#8220;mundo&#8221; poderia ser trasnformado por todas as pessoas de modo a fazer com que ele se tornasse algo real (porém virtual).</p>
<p>Assim, utilizando a realidade virtual, poderíamos conhecer todos os lugares do mundo (capturados pelas pessoas) sem sairmos de casa. A Matrix estaria mais próxima do que fora imaginado.</p>
<p>Recentemente me deparei com <a href="http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/visite-roma-em-3d-com-fotos-do-flickr-22092009-10.shl" target="_blank">um artigo</a> que me fez acreditar que minha ideia não era totalmente absurda. Trata-se de uma ferramenta capaz de compor imagens de cidades em três dimensões a partir de fotos do Flickr. Um software desenvolvido pela Universidade de Washington analisa as imagens e compõe a estrutura virtual.</p>
<p>Paralelamente a este projeto, a equipe sempre megalomaníaca e altamente criativa do Google lançou o <a href="http://sketchup.google.com/3dwh/buildingmaker.html" target="_blank">Google Building Maker</a>, uma ferramenta muito simples de usar, que convida os usuários do Google Earth (na mais que estabelecida e amplamente comentada <a href="http://www.caxolas.com.br/2009/11/google-wave-um-novo-paradigma/" target="_blank">tendência da construção colaborativa de conhecimento</a> a construir prédios do mundo concreto em versão virtual. É simples e qualquer um pode fazer, desde que não se importe de trabalhar de graça para construir uma ferramenta para um gigante capitalista polêmico.</p>
<p>A final de contas, o que isso tudo tem a ver com design estratégico? Ambos os exemplos trouxeram maneiras criativas de como trazer o concreto ao virtual. Capturar 3D por meio de fotos tiradas no flickr e/ou tirar fotos do mundo por meio de satélites e torná-las disponíveis de modo a todos poderem reconstruí-las e deixá-las tridimensionais são quebras de paradigmas, e, quebra de paradigmas no âmbito das experiências de vida é design. Houve um pensamento estratégico ao prever uma possível mudança de comportamento e, apartir dela, inventar uma solução que torne isso tudo possível. A grande sacada não é inventar algo para hoje (solução paleativa para problema que agora enfrentamos), e sim, algo que mude o futuro.</p>
<p>Será que um dia viveremos nossas vidas inteiramente dentro do virtual? Nossas relações &#8220;pessoais&#8221; serão impessoais?</p>
<p>Veja abaixo a demonstração do Google Building Maker:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JI6wVtCY99E&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/JI6wVtCY99E&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>por <a href="http://www.caxolas.com.br/author/brenofrias/" target="_blank">Breno Frias</a> e <a href="http://www.caxolas.com.br/author/admin/" target="_blank">Régis Frias</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novo olhar sobre o grafite</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 01:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Grafite]]></category>
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Até dia 13 de dezembro estará em exposição algumas obras dos “Os Gêmeos” na Faap e  no Masp obras dos artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão cobrem 1.500 metros quadrados de chão e paredes da galeria subterrânea até fevereiro. Você pode visitar também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Kelburn-Castle-Graffiti-121.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-454" title="Kelburn-Castle-Graffiti-12" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Kelburn-Castle-Graffiti-121.jpg" alt="Kelburn-Castle-Graffiti-12" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: left">
<p style="text-align: left">
<p style="text-align: left">Até dia 13 de dezembro estará em exposição algumas obras dos “Os Gêmeos” na Faap e  no Masp obras dos artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão cobrem 1.500 metros quadrados de chão e paredes da galeria subterrânea até fevereiro. Você pode visitar também a galeria <a href="http://www.choquecultural.com.br/" target="_blank">Choque Cultural</a>, que busca mostrar um pouco mais da essência da arte de rua,  quer passar educação junto a um compromisso sócio-cultural.  Mas se você quiser ver e entender a arte do grafite no local onde ela foi criada uma opção é conhecer através da rota do grafite, desenvolvida pela <a href="http://www.soulsampa.com/saopaulo/index.php" target="_blank">Soul Sampa</a>, agência de turismo que organiza passeios temáticos pela cidade. Outra opção é seguir o guia sugerido pela <a href="http://guia.folha.com.br/exposicoes/ult10048u427485.shtml" target="_blank">folha</a> ou da <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/mapas/grafites/" target="_blank">Veja São Paulo</a>, com os melhores ou, pelo menos, mais conhecidos grafites da cidade. A intervenção urbana está ganhando destaque internacional ao mesmo tempo em que nos vemos dependentes da tecnogia. A tecnologia que sempre foi um divisor de água entre a “civilização” e  os marginalizados, contraditoriamente, possibilita hoje que as formas artísticas autorais e periféricas ganhem força.</p>
<p style="text-align: left">A arte urbana vem mostrar a visão dos guetos que busca seu espaço e luta contra tudo que querem nos empurrar. É uma arte independente que surge a partir da necessidade da contraversão, da busca de uma identidade e da luta por um reconhecimento. Mas como toda arte que vem do povo, é absorvida e transformada em produto. Quem conhece um pouco dos movimentos urbanos irá concordar, seja como música, como arte, como moda, a industria utiliza do que lhe incomoda para converter em lucro, como foi com o rock, com o punk e mesmo o samba no Brasil (marginalizado e reprimido junto com o  candomblé e a culinária africana, foi ignorada pela elite brasileira até os anos 20 e 30). Mas de certa forma os movimentos urbanos, quando atingem esse patamar, estão alcançando o que tanto buscam, o reconhecimento da sociedade.</p>
<p style="text-align: left">Identificar guetos e converter em produtos é identificar mercados cada dia mais personalizados e reconhecer seu valor. E à medida que as marcas são uma das ultimas formas de reconhecimento do valor das pessoas, ter produtos personalizados pode ser o inicio de um processo de crescimento social e de reconhecimento econômico e político de nichos culturais. O valor do grafite do brasileiro só foi reconhecido quando saiu do país, assim como vários outros movimentos. Através da diversidade cultural brasileira sempre tivemos facilidade em nos apropriar de movimentos internacionais e tornar em algo autentico e inovador. Esse é o momento do grafite brasileiro, e devemos dar valor a nossa diversidade, criatividade e capacidade de inovação e não discriminar seu reconhecimento.</p>
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		<title>Volkswagen 2028</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 14:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[2028]]></category>
		<category><![CDATA[Carros conceito]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências de design]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>
		<category><![CDATA[VW]]></category>

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		<description><![CDATA[A Volkswagen lançou hotsite com o seu olhada de como será o futuro de nossas vida daqui 19 anos.
O site conta com entrevistas de especialistas, demonstração de novos modelos de carros etc.
Todas as montadoras tem feito discursos sobre o futuro, a maioria delas faz referência a carros elétricos pessoais, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Volkswagen lançou hotsite com o seu olhada de como será o futuro de nossas vida daqui 19 anos.</p>
<div id="attachment_187" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-187" title="On-e" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Picture-2-300x190.png" alt="carro conceito da Volkswagem para uma pessoa" width="300" height="190" /><p class="wp-caption-text">carro conceito da Volkswagem para uma pessoa</p></div>
<p>O site conta com entrevistas de especialistas, demonstração de novos modelos de carros etc.</p>
<p>Todas as montadoras tem feito discursos sobre o futuro, a maioria delas faz referência a carros elétricos pessoais, como o &#8220;on-e&#8221; da Volks. A pergunta é: será que esse é mesmo o futuro da locomoção urbana  ou é apenas um discurso quase que obrigatório para as montadoras fazerem, num tempo de trânsito, estresse, falta de mobilidade e escassez de petróleo?</p>
<p><a title="Volkswagen 2028" href="http://media.volkswagen2028.com/etc/medialib/vwcms/virtualmaster/vw2028/html/tct.Par.0004.File.html?culture=pt_BR" target="_blank">acesse o site aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Design para transformar o comportamento humano</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2009/10/design-para-transformar-o-comportamento-humano/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 18:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Régis Frias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[intervenção urbana]]></category>
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		<description><![CDATA[Não são as pessoas que são preguiçosas, são os designers que não são suficientemente criativos. Veja no vídeo abaixo como uma idéia simples pode mudar um comportamento cotidiano de várias pessoas. O pensamento de design deve visar à melhoria das relações humanas ao invés de objetos de desejo. Essa fase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não são as pessoas que são preguiçosas, são os designers que não são suficientemente criativos. Veja no vídeo abaixo como uma idéia simples pode mudar um comportamento cotidiano de várias pessoas. O pensamento de design deve visar à melhoria das relações humanas ao invés de objetos de desejo. Essa fase da sociedade já deveria estar superada.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ivg56TX9kWI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/ivg56TX9kWI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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