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	<title>Caxolas &#187; Artigos</title>
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		<title>O que podemos chamar de design</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 18:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já te m um tempo que a mídia nos empurra o conceito de design como um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #999999;">Já te</span><span style="color: #999999;"> </span><span style="color: #999999;">m um</span><span style="color: #999999;"> tempo que a m</span><span style="color: #999999;">ídia nos empurra o conceito de design com</span><span style="color: #999999;">o um  elemento estético voltado para o prazer imediato. Possuimos tantas  coisas hoje que não damos conta de utilizálas por completo. A classe  média e também a emergente classe C, tem suas casas repletas de  aparelhos, anunciados com um &#8220;design inovador&#8221;, comprados na esperança  da sonhada realização doméstica. Esse consumo, que chamarei de &#8220;design  da estética&#8221; depois explicarei por que, é passado para novas gerações,  nossos filhos, por exemplo, possuem caixas e caixas de brinquedos que  eles deixam de lado em questão de dias. Como as crianças estão deixando  de ser crianças mais cedo nos dias de hoje, o ciclo de vida dos  brinquedos também mudou.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">Hoje, sabemos que os recursos naturais que fabricam esses bens de consumo não darão conta em um futuro próximo e &#8211; <span style="font-style: italic;">o uso exagerado da palavra &#8220;design&#8221; a esvaziou de significados, ou </span><span style="font-style: italic;">a transformou em</span><span style="font-style: italic;"> si</span><span style="font-style: italic;">nônimo de cínico e manipulador.</span> &#8220;Segundo <span style="font-weight: bold;">John Berger</span>, em seu livro <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span><span style="font-style: italic;">, </span>de  1972, mostra uma distinção entre os verdadeiros objetos e o que  enxergava como manipulação do capitalismo que nos faz consumir mais e  mais a cada dia.&#8221; Ele usa a publicidade como exemplo e cita, &#8220;A</span><span style="color: #999999;"> publicidade começa trabalhando em cima de um apetite natural para o  prazer. Mas não pode oferecer o objeto real do prazer.&#8221; Se <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Modos de ver</span> fosse escrito hoje, certamente o que ele chama de &#8220;publicidade&#8221; pode ser trocado por &#8220;design&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #999999;">O  motivo desse post é tentar passar para os leitores o verdadeiro  significado da palavra design. Design não é somente estética, desenho ou  avanço tecnológico. <span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;">Design é um processo criativo que tem por objetivo tornar algo melhor para alguém, cuja </span>finalidade  é esta</span><span style="color: #999999;">belecer as qualidades multifacetadas de objetos, processos,  serviços e seus sistemas em ciclos de vida. Portanto, design é o fator  central da humanização inovadora de tecnologias e o fator crucial de  intercâmbio cultural e econômico, segundo a <strong><a href="http://www.icsid.org/about/about/articles31.htm" target="_blank">ICSID</a></strong> </span><span style="color: #888888;">(International Council of Societies of Industrial Design)</span><span style="color: #999999;">, com a missão de:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">enfatizar a sustentabilidade global e a proteção ambiental (ética global);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar  benefícios e liberdade para a inteira comunidade humana, individual e  coletiva, usuários finais, produtores e protagonistas de mercado (ética  social);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">dar suporte à diversidade cultural, independentemente da globalização mundial (ética cultural);</span></span></li>
<li><span style="color: #999999;"><span style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;">gerar produtos, serviços e sistemas, cujas formas sejam expressivas e coerentes com sua própria complexidade.</span></span></li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1103" title="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/12/A-REINVENCAO-DO-AUTOMOVEL-23.jpg" alt="A REINVENCAO DO AUTOMOVEL 2" width="310" height="234" /></p>
<p><span style="color: #999999;">Um  exemplo que usa o &#8220;design&#8221; como manipulação de consumo é a indústria  automobilística. Ela reforça esse conceito de &#8220;design inovador&#8217;, &#8220;carro  design&#8221;, &#8220;design futurista&#8221;, etc para vender uma coisa que não tem mais  design. O design nos automóveis só existiu quando saiu da tração animal  para a mecânica, de resto é só desenho e inovação tecnológica. Os carros  só terão design novamente quando deixarem de ser um automóvel e  passarem a ser um sistema de locomoção onde a ética social, cultural e  global forem empregadas. O livro, <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span>,  fruto da parceria entre o australiano William J. Mitchell, o britânico  Christopher E. Borroni-Bird e o americano Lawrence D. Burns, mostra como  melhorar o cenário das grandes cidades e a vida dos humanos que as  habitam pensando, não somente, em colocar mais automóvei</span><span style="color: #999999;">s </span><span style="color: #888888;">nas ruas usando o conceito de &#8220;design&#8221; como ferramenta de venda e  consumo, mas sim, usando o design como uma solução do enorme problema  social e global que estamos enfrentando hoje, a nossa própria extinção.</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Ficha Técnica:</span></span><span style="color: #999999;"><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Reinvenção do Automóvel – Mobilidade urbana pessoal para o século XXI</span><br />
Autores: William J. Mitchell, Christopher E. Borroni-Bird e Lawrence D. Burns<br />
Páginas: 240<br />
Formato 20 x 20 cm<br />
Preço: R$ R$ 69,90<br />
Editora Alaúde, 2010</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Referências: </span><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A linguagem das coisas (algumas partes desse post foram tiradas desse livro)</span><br />
Autor: Deyan Sudjic</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><br />
</span></p>
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		<title>Reflexões sobre a manipulação dos Sujeitos Consumidores presos  à armadilha do descarte capitalista.</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/11/reflexoes-manipulacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 02:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[
O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. 
Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/11/caxolas2.jpg" alt="caxolas2" title="caxolas2" width="500" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-1042" /></p>
<p>O encontro adequado entre os conceitos de produto e de conquista de Sujeitos Consumidores constitui uma equação complexa de interesse especial para o sistema capitalista. </p>
<p>Há os produtos que são essenciais à sobrevida, como alimentos, transporte, medicamentos, vestimentas, segurança etc. Existem também aqueles que despertam cobiça pelo seu potencial para satisfazer necessidades fisiológicas ou sensoriais; nesta categoria podem ser incluídos os alimentos diferenciados, as artes, o lazer e certas vestimentas ou objetos que permitem sensações prazerosas ao toque da pele, por exemplo. Há ainda os produtos que despertam o desejo relacionado à dependência química; aqui estão as bebidas alcoólicas, as drogas e os medicamentos psiquiátricos que prometem bem-estar.</p>
<p>Porém, o planejamento empresarial inclui ainda estratégias de formação de dependência continuada do Sujeito Consumidor em relação à marca e a uma seqüência programada de variações na qualificação de um produto, de modo a assegurar a continuidade do vínculo do Sujeito Consumidor em relação ao primeiro produto adquirido por ele. </p>
<p>Para dar conta dessa necessidade empresarial a nossa civilização construiu o mundo do descarte; tudo pode e deve ser abandonado, excluído, expulso, eliminado, mas por razões distintas e com o propósito de que ocorra simultaneamente ou logo a seguir uma nova aquisição.  De acordo com essa linha de pensamento, os produtos industrializados não deveriam manter certas qualidades de funcionamento além de um período programado, para que fosse necessário ao consumidor, após algum tempo, “jogá-lo fora” e adquirir outro em boas condições de funcionamento, mais moderno, mais bonito ou mais arrojado.</p>
<p>Mais recentemente surgiram os objetos substituíveis por outros exatamente iguais em termos de utilidade, design, satisfação do usuário e preço, tal como a caneta que se usa por pouco tempo, enquanto a sua carga de tinta o permite ou como as câmeras fotográficas descartáveis.</p>
<p>Surgiu ainda um novo conceito de produto descartável, aquele que é substituído rapidamente, não porque sua energia se acaba, mas porque seu usuário simplesmente não mais o quer. Cansou-se, perdeu o gosto, quer novidades, foi “fisgado” por um design ou mídia que explora as suas emoções, sejam tantos outros motivos, mas o que merece uma pausa dedicada ao pensamento crítico é que esse Sujeito Consumidor por excelência, não admite continuar vinculado além de um certo tempo, a um objeto ao qual se vinculou anteriormente com entusiasmo. É estranho falar-se em vínculo, mas cabe o uso do termo. </p>
<p>Os consumidores são atraídos pela utilidade quando é isso que importa, mas em muitos casos a utilidade não constitui uma essencialidade, porque a atração pelo produto não decorre do apelo ligado preponderantemente à sua utilidade. Em outro sentido, o apelo está mais bem direcionado a certos valores subjetivos selecionados mediante critérios do planejamento mercadológico. </p>
<p>Quando o apelo promocional está direcionado a valores subjetivos relacionados à formação de identidade ou auto-imagem dos consumidores, pode-se falar em estratégia para a formação de vínculo do Sujeito Consumidor em relação a um produto. Assim, o design e a publicidade são convocados a ocupar em escala ascendente um lugar especial e dominante no ambiente que lida estrategicamente com as forças que impulsionam o mercado. </p>
<p>Mas, para assegurar-se o lugar de destaque ambicionado, que decorre de obtenção de resultados na promoção do produto, o design e a publicidade precisam lidar adequadamente com matrizes que colocam em confluência o planejamento estratégico empresarial, o planejamento estratégico do produto, as condições de competição do mercado e os potenciais de submissão dos consumidores aos apelos promocionais.</p>
<p>Contudo, as matrizes que contêm os dados e os planos não podem desconsiderar que a submissão dos consumidores a apelos promocionais pode ocorrer em menor intensidade do que é planejado, simplesmente porque o planejamento pode ser demasiado ambicioso, inadequado ou falho, a estratégia de comunicação com os consumidores pode ser ineficiente ou o design do produto não contém o potencial de envolvimento afetivo necessário para que seja desejado a ponto de estabelecer-se o vínculo entre Sujeito Consumidor e produto. </p>
<p>O sistema empresarial está sempre em busca da maximização dos resultados do negócio e essa diretriz impregna a mentalidade dos profissionais de design e das agências de publicidade. Estaria aí uma armadilha que perturba a qualidade do trabalho em design e publicidade! Essa questão comporta a ampliação do debate quando entra em cena o tema do design estratégico. Talvez a competitividade típica do mundo dos negócios esteja desafiando o sistema empresarial a encontrar modos de fazer produtos com design e comunicação que consigam superar as falhas do planejamento empresarial, através da “invasão” mais poderosa possível da subjetividade dos potenciais consumidores. O planejamento demasiado ambicioso pode ser defendido como correto devido ao compromisso com a lucratividade ou ao temor da concorrência, mas pode tornar exigível o design e a comunicação que contornem a irrealidade contida na ambição estratégica.</p>
<p>É a partir dessa possibilidade que propomos o debate de aspectos da ética implicados na oferta de produtos descartáveis. Primeiramente está a questão da responsabilidade com a preservação do ambiente. Outra questão decorre da oferta de produtos que apresentam forte apelo voltado para o atendimento de satisfações sensoriais, sabendo-se que há indivíduos que não conseguem, com facilidade, resistir ao desejo, mesmo quando essa submissão leva a processos autodestrutivos. Finalmente a questão da manipulação da subjetividade que ocorre quando o design e a comunicação publicitária induzem o surgimento de uma utilidade que somente passa a ser percebida pelas pessoas porque previamente esse sistema sustenta que é necessário ter alguma coisa para que se possa ser alguém. Como fica a responsabilidade social para com esses indivíduos?</p>
<p>Verifica-se a veiculação massiva de mensagens indutoras do desejo direcionadas a uma população não-crítica. Os casos mais evidentes atingem ao público infantil, mas não esqueçamos que os homens-massa constituem a parte quantitativamente mais representativa da população (Ortega Y Gasset). O modelo de comunicação com o Sujeito Consumidor sustenta-se na proposta de que a condição de não ter implica em não viver de acordo com valores tidos como universais, verdadeiros e essenciais, mesmo não o sendo.</p>
<p>Trata-se da oferta de produtos com design que promove o envolvimento afetivo dos consumidores, usando estratégias que se prestam ao propósito de promover a ocupação dos vazios interiores dos homens-massa que não têm tempo para desenvolver com profundidade as relações afetivas, ou estão sem condições egóicas adequadas para resistir ao apelo sensorial massivo. Surge o vínculo homem-produto.</p>
<p>Impressiona a constatação de que a nossa civilização aumenta o apelo dos produtos ao mesmo tempo em que promove o distanciamento das pessoas umas das outras, chegando a propor que os encontros sejam virtuais ou mesmo com seres virtuais substitutos.</p>
<p>O campo estratégico se beneficia da formação da sociedade voltada para o sucesso pessoal que exacerba valores narcisistas. Isso é ampliado porque, paradoxalmente, as estratégias de comercialização promovem, sempre mais, que todos tenham tudo e ao mesmo tempo, que todos se diferenciem por terem tudo. O segredo do modelo é invadir a subjetividade e privacidade dos Sujeitos Consumidores fazendo crer que tal invasão é benéfica e assegura o sucesso. Simultaneamente entram em ação as estratégias de facilitação, como preço e logística.  </p>
<p>A impulsão por ter algo diferenciado é temporária, porque outra força se mantém atuante, relacionada ao poder de ser capaz de substituir o que se tem logo que surge outro objeto igual, que, no entanto é “diferente” por ter novo design. O novo objeto promove a imediata perda do vínculo do Sujeito Consumidor com seu objeto original ou anterior e torna essencial a sua substituição.</p>
<p>O vínculo com o objeto substituto é promovido e o descarte dos substitutos também o é, porque os interesses econômicos exigem manter a máquina funcionando, não porque se esteja em busca de promover a felicidade, a saúde, o bem-estar, a cidadania ou valores sociais importantes, mas unicamente porque não é possível interromper a dinâmica do mercado já que é temida a crise, simbolizando a morte, sempre justificando que o sistema continue seu giro em moto perpétuo.<br />
E os seres viventes (Lévinas) no mercado consumidor podem sucumbir ao modelo alienante trocando indefinidamente os celulares ou automóveis, bem como o tamanho dos seios ou bíceps, assim também seus relacionamentos afetivos, sentindo-se desse modo, verdadeiros participantes da sociedade, ou então, ao recusarem essa manipulação, sentindo-se “out”.</p>
<p>Contudo, o sistema de formação de riqueza fundado em estratégias para ampliar indefinidamente o mercado consumidor consegue, por vezes, “encantar” justamente os Sujeitos que se posicionam como “out”, com produtos que podem marcar sua condição de diferentes, não alienados. Isso é obtido com estratégias de design, publicidade, logística e preço. Estabelecem-se “nichos” de mercado constituídos por Sujeitos Consumidores que se intitulam “out” mas não têm a percepção de que são “in” alienados que usam o discurso “out”. </p>
<p>Quanto ao final dessa história, pode-se imaginar que, em função da crescente dominância de criações com o uso de recursos tecnológicos e design estratégico sofisticados, bem como de comunicação provocadora de vínculo, será necessário voltar ao passado, às aldeias, à roça e não adquirir antena parabólica, para assim escapar da armadilha do descarte capitalista e retornar a ser Sujeito que não é Consumidor. Mesmo assim haverá o risco de surgir mais uma idéia de produto com novo design, permitindo transformar a vida na roça em “nicho” de mercado e se então quisermos morar no meio da floresta, pode ser que isso se torne “nicho” também.</p>
<p><strong>Autor: Juan Adolfo Brandt<br />
Doutor e Mestre em Psicologia Social pela USP, MBA em Marketing<br />
pelo IBMEC/SP, Psicólogo e Economista.<br />
Professor universitário, pesquisador de processos grupais de<br />
fundamentação psicanalítica, psicoterapeuta.</strong></p>
<p>* foto do banner extraido do filme Lixo Extraordinário, dirigido por Lucy Walker</p>
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		<title>Dominação cultural e design</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 02:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[
A relação cultural entre povos sempre foi palco de muita controvérsia. Toda vez que um povo entra em contato com outro há uma interferência com os hábitos e crenças de forma passiva ou ativa, transformadora ou assimiladora. Os povos conquistadores que marcaram a história de modo geral tentaram implementar através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1018" title="caxolas" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/10/caxolas.jpg" alt="caxolas" width="500" height="333" /><br />
A relação cultural entre povos sempre foi palco de muita controvérsia. Toda vez que um povo entra em contato com outro há uma interferência com os hábitos e crenças de forma passiva ou ativa, transformadora ou assimiladora. Os povos conquistadores que marcaram a história de modo geral tentaram implementar através da cultura uma dominação. Os Romanos foram os primeiros a possuir uma idéia de globalização, atrelada a visão de intercâmbio cultural. No início da expansão romana, principalmente quando Etruscos e Gregos eram seus principais adversários, os romanos souberam assimilar suas culturas para crescer e influenciar. Isso ficou evidente através da religião, arquitetura e artes que se tornaram praticamente única. Outro exemplo de tolerância e troca foi o império mongol. Sua rápida expansão foi sanguinária e implacável, mas apesar disso Genghis Khan possuía tolerância religiosa e étnica e acima de tudo, valorizando a competência e a riqueza.</p>
<p>É fácil identificar em diversos períodos da humanidade o atrito natural entre culturas e a imposição cultural de um povo em relação a outro, ou mesmo dentro do mesmo sistema. Na atualidade não é diferente. Desde o fim da segunda Guerra Mundial uma a mídia de massa e políticas internacionais vem implementando uma visão de mundo americanizado como modelo a ser seguido.</p>
<p>A metodologia é uma versão atualizada da romana, mas com a força da uma tecnologia que entra dentro das casas e procura saber o que o “homem médio” de cada parte do mundo pensa e faz. Adapta-se detalhes para serem aceitos em cada ambiente. No modelo de mercado somos livres para decidir o que consumimos, usamos e gostamos, mas simultaneamente somos influenciados por uma imagem que nos mostra “A Coisa Certa” que devemos possuir, ou melhor dizendo, o que devemos fazer para sermos “Os Caras”.  E nós designers somos responsáveis pela cara destes produtos e marcas que queremos consumir.</p>
<p>Nós pensamos na forma, no significado, em sua usabilidade e em sua representação imagética para o consumidor, no ponto de contato, na melhor experiência possível e muitos outros detalhes. Nós somos produtores e consumidores, desenvolvedores e usuários, e como seres humanos, somos influenciados pelas mesmas forças. Reproduzimos conceitos muitas vezes por falta de opção e pela visão do mercado. Colaboramos pela manutenção do perfil de consumo.</p>
<p>Não que o consumo em si seja errado, mas a manipulação do comportamento no nível do inconsciente torna-nos produtores de ilusões. O conceito de design varia muito de acordo com a linha de pensamento. Eu prefiro ver o designer como uma forma de facilitar a vida em sociedade assim como projetar o futuro para uma evolução em que as dificuldades da vida e as diferenças serão cada vez menores. Se somos construtores, peões de uma grande obra que está construindo o imaginário coletivo contemporâneo, deveram ter um mínimo de consciência do efeito de nossas ações sobre a sociedade para que possamos tentar corrigir nossa parte desta obra e quem sabe, fazendo cada um a sua parte, percebendo as diferenças, fazermos uma obra sólida.</p>
<p>Fabricamos imagens e objetos, fabricamos a cultura que envolve ritos e celebrações. Com objetivo de transformar a vida mais simples e fácil criamos ferramentas e subterfúgios que necessitam de um constante aprendizado. Criamos o desejo. E nesse espaço que atuamos devemos mostrar que existe algo além da auto-satisfação</p>
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		<title>O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.</p>
<p>Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o<br />
sanduíche em um guardanapo &#8211; ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.</p>
<p>Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas<br />
Enroladas em folhas de jornal &#8211; e tem fila na porta.</p>
<p>Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.</p>
<p>Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e<br />
Qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de &#8216;como conquistar o cliente&#8217;.</p>
<p>Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.</p>
<p>Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.</p>
<p>Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc&#8230; Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.</p>
<p>Os dados são da Antropos Consulting:</p>
<ol>
<li>O Brasil é o país que tem tido maior sucesso      no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem      sendo exemplo mundial.</li>
<li>O Brasil é o único país do hemisfério sul que      está participando do Projeto Genoma.</li>
<li>Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de      diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais      solidária.</li>
<li>Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal      Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do      Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das      apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências      mundiais: OS Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser      refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a      credibilidade do processo..</li>
<li>Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os      internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América      Latina.</li>
<li>No Brasil, há 14 fábricas de veículos      instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não      possuem nenhuma.</li>
<li>Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos,      97,3% estão estudando.</li>
<li>O mercado de telefones celulares do Brasil é o      segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia      fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.</li>
<li>Das empresas brasileiras, 6.890 possuem      certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre OS países em      desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.</li>
<li>O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e      helicópteros executivos.</li>
</ol>
<p>Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?</p>
<ol>
<li>Por que não se orgulham em dizer que o mercado      editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos      novos a cada ano?</li>
<li>Que têm o mais moderno sistema bancário do      planeta?</li>
<li>Que suas agências de publicidade ganham os      melhores e maiores prêmios mundiais?</li>
<li>Por que não falam que são o país mais      empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos,      dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?</li>
<li>Por que não dizem que são hoje a terceira      maior democracia do mundo?</li>
<li>Que apesar de todas as mazelas, o Congresso      está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros      países ditos civilizados?</li>
<li>Por que não se lembram que o povo brasileiro é      um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas,      gesticula e não mede esforços para atendê-Los bem?</li>
</ol>
<p>Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.</p>
<p>É! O Brasil é um país abençoado de fato.<br />
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.</p>
<p>Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.<br />
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.<br />
Bendita seja, querida pátria chamada<br />
Brasil!!</p>
<p>Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se <span style="text-decoration: underline;">orgulhar de ser BRASILEIRO!!!</span></p>
<p>Autor anônimo</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-979" title="brasil-holanda" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brasil-holanda1.jpg" alt="brasil-holanda" width="300" height="215" /></p>
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		<title>Design Thinking: design como inspiração para inovação e transformação organizacional</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/04/design-thinking/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[pensar]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências de design]]></category>

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		<description><![CDATA[O papel do design no universo das empresas sofreu ampla modificação nos últimos anos, evoluindo de uma ‘supérflua’ ferramenta empregada em produções estéticas para ser reconhecido como um dos principais recursos estratégicos, capaz de agregar significativo valor aos produtos e/ou marcas e transformando-os em experiências memoráveis. Talvez a Apple seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel do design no universo das empresas sofreu ampla modificação nos últimos anos, evoluindo de uma ‘supérflua’ ferramenta empregada em produções estéticas para ser reconhecido como um dos principais recursos estratégicos, capaz de agregar significativo valor aos produtos e/ou marcas e transformando-os em experiências memoráveis. Talvez a Apple seja o melhor exemplo global deste mutação. “Você não sacrifica a experiência pelo crescimento; você impulsiona o crescimento a partir da qualidade da experiência.” (JOBS, S. 2009)</p>
<p>O papel do design estende-se muito além da simples criação de formas para posicionar e diferenciar a empresa no mercado. Ao invés disso, o design sugere produtos e serviços qnsformando-se assim em uma ferramenta central ao processo de inovação.</p>
<p>O mundo atual, dinâue materializam os valores essenciais da empresa, tramico e em constante evolução, propõe grandes desafios ao universo empresarial: instabilidade econômica, modificação dos valores sociais, ampliação da expectativa em relação à responsabilidade social e ambiental, novas oportunidades a partir do acesso à mercados globais, tecnologia em profunda transformação e consumidores mais exigentes e sofisticados. Além disso, as empresas habitam hoje o chamado “innovation gap” (1): possuem ferramentas tecnológicas necessárias para produzir praticamente tudo, porém carecem de conhecimento para entender o quê os consumidores realmente desejam. Suprir esta lacuna é fundamental para atingir lucratividade e crescimento.</p>
<p>Por outro lado, os modelos tradicionais de gestão, bem-sucedidos no passado, são hoje muito rígidos para atender aos novos desafios e oportunidades. De acordo com Bruce Nussbaum (2), editor da Business Week, o formato no qual nossas empresas e instituições foram concebidos não funcionam mais. Corporações, sistemas financeiros, meio ambiente, saúde, educação são categorias que precisam de uma revisão, em que inovações incrementais não serão suficientes para enfrentar o nível de complexidade exigido por estas transformações. Faz-se necessário uma transformação do negócio em si, em que processos mais eficientes, mobilizem o capital humano e posicionem o negócio acima da curva evolutiva. Um crescente número de líderes empresariais acreditam que Design Thinking desempenha um importante papel neste processo.</p>
<p>Design Thinking é uma metodologia original e efetiva, que pode ser aplicada ao design de inovação, sistemas, processos e no design do negócio em si. Um método que oferece uma compreensão mais ampla, ágil e profunda sobre a estilo de vida dos indivíduos, facilitando assim a solução de problemas complexos, abrangendo desde o acesso à água potável nos países em desenvolvimento até a eficácia dos sistemas de segurança nos aeroportos internacionais.</p>
<p>Ao longo das últimas décadas os designers desenvolveram habilidades visando combinar as necessidades humanas conjugadas à disponibilidade de recursos técnicos como também as limitações mercadológicas do negócio. Através da integração do que é desejado sob a ótica dos aspectos humanos, em conjunto com o que é tecnologicamente praticável e economicamente viável, designers foram capazes de criar produtos e marcas admirados. Design Thinking amplia este espectro de atuação, empregando a metodologia para um universo mais amplo de problemas, deslocando a atitude de ser designer para pensar como designer (3).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="design estrategico" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/04/design-estrategico1.jpg" alt="design estrategico" width="425" height="213" /></p>
<p>A fantasia do gênio e sua mente brilhante, que por muito tempo habitou nosso inconsciente coletivo, é substituído por um processo de design multidisciplinar, passível de ser gerenciado e implementado. Design Thinking é essencialmente um processo de inovação centrado em aspectos humanos, cujos métodos como observação, colaboração, conhecimento, visualização, prototipagem e análises incitam a inovação e delineiam as estratégias empresariais promovendo, assim, a decisão sobre o que deve ser produzido.</p>
<p>Criatividade e design mobilizam inovação, e inovação mobiliza crescimento. Porém a inovação pautada somente em novidades não confere ao negócio viabilidade econômica e  sustentável a longo-prazo. Faz-se necessário um modelo de inovação que suscite transformação para assim dar-se início a um processo de criação da cultura de inovação empresarial.</p>
<p>Empresas líderes em alguns setores de produção da economia brasileira iniciaram seu percurso metodológico no universo do Design Thinking, além de iniciativas acadêmicas. Livros como The Rise of Creative Class(4) e A Whole New Mind(5) reforçam que estamos em meados de uma mudança ainda mais significativa no papel do design e da criatividade nas corporações: o incremento da economia criativa, influenciada tanto por fatores micro como macro. Aparentemente é uma transformação permanente e portanto, capaz de transformar uma empresa que faz design para uma empresa cujo design seja o seu enfoque estratégico.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>1. Lockwood, T. Design Thinking. USA: Allworth Press, 2010</p>
<p>2. Nussbaum, B. Business Week. USA: 2009</p>
<p>3. Brown, T. Change by design. USA: HaperColins, 2009</p>
<p>4. Florida, R. The Rise of Creative Class. USA: Basic Books, 2003</p>
<p>5. Martin, R. A Whole New Mind. USA: Harvard Business Review, 2009</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>Autora: Ellen Kiss:</strong></span> professora e coordenadora acadêmica da Pós-Graduação em Design Estratégico na ESPM além de docente convidada em outras instituições de ensino. Consultora e palestrante em temas que permeiam design e inovação. Possui mais de 15 anos de atuação profissional com experiência internacional. Colabora com publicações e é membro da diretoria da Abedesign.<br />
<span style="color: #ffcc00;"><span style="color: #ff6600;"><strong>email:</strong></span> </span><a href="mailto:ellen@ellenkiss.com" target="_blank">ellen@ellenkiss.com</a></p>
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		<title>Marcas elásticas: abrangendo diferentes canais e segmentos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Frias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marcas elásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Segmentação]]></category>
		<category><![CDATA[Toyota]]></category>

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As marcas estão presentes nas vidas das pessoas, em fachadas de estabelecimentos, sites, calçados e roupas. Contudo, a presença delas está crescendo, não somente em pontos de contato, como também em canais. Isso significa que o core business delas está se perdendo em seus posicionamentos. Antes uma empresa de telefonia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-860" title="vw" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg" alt="vw" width="580" height="321" /></a></p>
<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg"></a>As marcas estão presentes nas vidas das pessoas, em fachadas de estabelecimentos, sites, calçados e roupas. Contudo, a presença delas está crescendo, não somente em pontos de contato, como também em canais. Isso significa que o <em>core business</em> delas está se perdendo em seus posicionamentos. Antes uma empresa de telefonia celular apenas operava em seu core business[telefonia celular]. Atualmente ela também pode levar sua marca às rádios FM, às Megarampas de skate e ao mundo da moda [exemplificado na montagem acima].</p>
<h3>Marcas segmentadas</h3>
<p>Ainda hoje as marcas podem ser associadas a segmentos, já que houve grande esforço de construção de marca durante muitos anos. Assim, conseguimos remeter algumas marcas aos seus respectivos produtos/serviços com facilidade. Você pode verificar a relevância dessas marcas respondendo ao <a href="http://www.thebrandquiz.com" target="_blank">quiz</a>. Você perceberá que associações entre produto e marcas já fazem parte de seuinconsciente.  Por trás da aparente mudança comportamental das empresas há uma profunda transformação de modelos de negócios. As empresas não apostam mais unicamente em seus produtos para atingir o mercado, mas focam em seu posicionamento de modo a aumentar a visibilidade da marca. O mercado contemporâneo não consegue mais implementar um significado padronizado dos seus produtos para atender a uma massa consumidora padronizada. Ele precisa oferecer signos que se adequem ao seu público-alvo.</p>
<h3>Personalizando e comunicando as marcas</h3>
<p>Em volta de um comportamento de compra existe um conjunto de hábitos, rituais, preferências e gostos que estão intimamente ligados entre si. Quando se opta por atingir um determinado perfil de público-alvo, é preferível que ele seja abordado em diversos canais e pontos de contato pela mesma marca [caso ela seja elástica o suficiente] de forma coerente e harmonioza. Isso traz menos esforço de construção de marca e mais visibilidade a ela.  No entato, ao fazer uma comunicação eficiente para seu público, alinhando os significados da marca às ideologias dos consumidores, abre-se um grande mercado que possibilita atender ideias e comportamentos em áreas correspondentes a estratégias de comunicação correlatas ao comportamento do público consumidor. Para ficar mais claro, podemos exemplificar através da marca Hyundai. A empresa vende aparelhos de DVD sem grande investimento de comunicação, já que seu foco é o setor automotivo. O esforço de marca abrange elementos psicosociais e econômicosque possibilitam a extensão de sua imagem para outros segmentos. Unificando os dois produtos sob a mesma chancela de marca pode-se aproveitar os benefícios e investimentos de um setor para todos os demais através de uma comunicação eficiente e focada no mesmo público-alvo em diversos pontos de contato, canais e locais de consumo. O produto em si passa a ser secundário, já que a imagem transmitida começa a representar as mesmas idéias.  Mas então por que todas as marcas não começam a atuar em diferentes canais que não de seus <em>core businesses</em>, já que isso aumenta sua visibilidade, seus ganhos e sua proximidade aos públicos-alvo? Bem, hoje em dia a maioria está fazendo isso, mas tornar as marcas mais elásticas [de modo a abranger segmenetos que não são <em>core</em> da empresa] pode ocasionar alguns problemas: sem a blindagem de marca por segmento, o risco de contaminação é maior [não ter foco em um <em>core</em> business facilita a contaminação negativa, já que é difícil uma empresa ser competente em todos os segmentos e, caso não seja ela que produza, é difícil também conseguir gerenciar/alinhar todos os fornecedores].</p>
<h3>Quebras de paradígmas e os novos desafios para as marcas</h3>
<p>Forçar modos ou comportamento de consumo para um público determinado foi um modelo utilizado através das mass midias, onde a televisão, o rádio e as mídias impressas impunham um determinado padrão que excluía a opinião e as individualidades dos consumidores. Hoje, após uma série de quebra de paradigmas, as diferenças não só são aceitas como valorizadas. A internet vem obrigando as grandes marcas a escutarem o consumidor, que passaram a exigir produtos customizáveis e personalizados [que surge graças ao modelo Toyotista, com pequenas unidades fabris espalhadas localmente].  Por outro lado, investir comunicação de produtos que atendam a núcleos de mercado tornou-se muito custoso, e desenvolver marcas é um trabalho que exige longo prazo e várias ações correlacionadas. Desta forma, acumular produtos e serviços sob a mesma estrutura de marca, traduzindo os mesmo conceitos que correspondam a hábitos de um determinado consumidor, vem se tornando uma estratégia eficiente para otimizar custos e ações eficientes. Por um lado ganha-se em custo e penetração no público alvo, por outro, perde a individualidade dos produtos que precisam ter sua imagem inabalável com o intuito de não atingir toda a estrutura da marca.  Resultado disso repercute em novos paradigmas de negócios: apenas estampar as marcas nos produtos/serviços que foram produzidos por terceiros. O foco dessas empresas é encontrar os consumidores, decodificar os seus desejos e  ofertar produtos/serviços de maneira mais eficiente, e com o melhor preço. Sua maior preocupação é cuidar do que resulta o maior lucro, suas marcas, baseando-se nos valores retirados de pesquisas, desenvolvimento de novos serviços e marketing. O valor verdadeiro vem do capital humano, e não mais do material. Algumas empresas grandes já atuam nesse sentido, como a Harley Davidson, Nike, Apple, Motorola, Johnson &amp; Johnson e Wal Mart. Estas empresas transferiram, ou estão transferindo aos poucos, sua produção para o mercado terceirizado. Como isso, os estoques circulam mais rapidamente (<em>just in time</em>) e a estratégia de precificação passa a ser focada unicamente na marca. Porém, o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u683100.shtml) " target="_blank">caso Toyota</a> demonstrou o grande risco desse processo [o descontrole parcial das etapas de trabalho terceirizado], o que proporcionou erros que antes não haviam.</p>
<h3>Marcas pós-modernas</h3>
<p>Com comportamento fluido que constitui os consumidores atuais, busca-se marcas consistentes que transmitam segurança na escolha e reflitam uma personalidade representativa dos desejos de uma vida de experiências intensas. Assim como possibilidades de amparar pequenas e grandes tomadas de decisões que recaem nos indivíduos – decisões que anteriormente eram pré-determinada pela estrutura cultural e social. Esta transferência de responsabilidades foi um processo que o próprio mercado implementou, enfraquecendo as estruturas governamentais e sociais através do livre mercado. Apropriando-se desse papel socio-econômico, as marcas necessariamente estão se focando em sua personalidade que, cada vez mais, precisará refletir seus consumidores. Este processo tende para uma simbiose onde consumidor e marca atuarão de forma coletiva e bilateral, mas com forças desproporcionais.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Nota-se que as marcas estão se tornando cada vez mais elásticas, de modo a abrangerem segmentos e canais nunca antes imaginados. Essa tendência contrapõem as empresas que segmentam seus produtos e serviços com a criação de mais marcas, tornando muito custoso mantê-las, porém, diminuindo a chance de contaminação entre elas.</p>
<h3>Bibliografia</h3>
<p>AAKER, David A. &amp; KELLER, Kevin L. Brand Equity BAUMAN, Zigmunt. O Mal-estar da pós-modernidade. São Paulo: Zahar, 1998  <a href="http://www.caxolas.com.br/author/brenofrias/" target="_blank">Breno Frias</a> e <a href="http://www.caxolas.com.br/author/sergiobrandt/" target="_blank">Sergio Brandt</a></p>
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		<title>Workshop de Design de Serviços</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 00:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Seminários e Eventos]]></category>
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		<description><![CDATA[
Mágica acontece quando uma Marca é capaz de alinhar a sua estratégia à experiência de seus clientes.
Entregar experiências memoráveis é condição chave para se manter competitivo. O Design de Serviços é a arte de projetar interações encantadoras, que possam ser operacionalizadas de forma consistente e que transmitam com coerência os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-850  aligncenter" title="ds" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ds.JPG" alt="ds" width="271" height="203" /></p>
<p><span>Mágica acontece quando uma Marca é capaz de alinhar a sua estratégia à experiência de seus clientes.<br />
Entregar experiências memoráveis é condição chave para se manter competitivo. O Design de Serviços é a arte de projetar interações encantadoras, que possam ser operacionalizadas de forma consistente e que transmitam com coerência os valores da Marca, criando oportunidades de aprendizado e encantamento para os clientes.<br />
Nesse workshop você vai participar de um projeto de Design de Serviços e estudar cases globais de aplicação da discplina em projetos de pequeno e grande porte.</span><br />
<span></p>
<p><strong>Data: </strong>23,24,25 de Março 2010<br />
<strong>Vagas limitadas a 20 pessoas.</strong></span><span><strong><br />
Professores: Tennyson Pinheiro e Luis Alt. </strong></span></p>
<p>Inscreva-se em:<br />
<a href="http://www.designdeservicos.com.br" target="_blank">http://www.designdeservicos.com.br</a></p>
<p>fonte: <a href="http://www.designloyalty.com.br/design2.htm" target="_blank">http://www.designloyalty.com.br/design2.htm</a></p>
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		<title>CICI 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 16:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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Está acontecendo entre 10 e 13 de março de 2010 a &#8220;conferencia internacional de cidades inovadoras.
Cidades inovadoras dos cinco continentes reúnem-se no Paraná em 2010 para a Conferência Internacional             de Cidades Inovadoras &#8211; CICI2010. A iniciativa do Sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-830" title="Picture 1" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Picture-1.png" alt="Picture 1" width="450" height="118" /></p>
<p>Está acontecendo entre 10 e 13 de março de 2010 a &#8220;conferencia internacional de cidades inovadoras.</p>
<p>Cidades inovadoras dos cinco continentes reúnem-se no Paraná em 2010 para a Conferência Internacional             de Cidades Inovadoras &#8211; CICI2010. A iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná             (Fiep), em copromoção com as prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Londres(Inglaterra), Bengaluru (Índia)             e Austin (Estados Unidos), coloca lado a lado as inovações das cidades e a experiência de mais de             100 especialistas na gestão inovadora de conglomerados urbanos e humanos.</p>
<p>Ainda dá tempo, você pode assitir on-line<a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content95290.shtml" target="_blank"> http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content95290.shtml</a></p>
<h2>Destaques Nacionais e Internacionais</h2>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32941.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78710.shtml" target="_blank">Pierre Lévy</a> <span>(Ontario, Canadá)</span><br />
“A Cidade como Rede e a Sustentabilidade das Cidades” e “O futuro             da investigação em redes sociais”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32943.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78714.shtml" target="_blank">Steven Johnson</a> <span>(Nova             Iorque, EUA)</span><br />
“A cidade como organismo vivo” e “Palestra sobre Redes Sociais e Emergências”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32931.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78719.shtml" target="_blank">Clay Shirky</a> <span>(Nova             Iorque, EUA)</span><br />
“A Reinvenção do Governo a partir das Cidades” e “O Poder de organizar             sem Organização&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>veja mais</p>
<p><a href="http://www.cici2010.org.br/" target="_blank">http://www.cici2010.org.br/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Design de Serviços</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/03/design-de-servicos/</link>
		<comments>http://www.caxolas.com.br/2010/03/design-de-servicos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design de serviços]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na última quinta feira dia 04/03/10 aconteceu uma palestra na EPSM sobre Design de Serviços. Nunca havia escutado esse termo em design mas apresentou ser uma nova área em grande crescimento no Brasil. Segundo o palestrante Tennyson Pinheiro,  “o design de serviços é uma metodologia que permite a criação sistemática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-797" title="367" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/367.jpg" alt="367" width="450" height="324" /></p>
<p>Na última quinta feira dia 04/03/10 aconteceu uma palestra na EPSM sobre Design de Serviços. Nunca havia escutado esse termo em design mas apresentou ser uma nova área em grande crescimento no Brasil. Segundo o palestrante <a href="http://www.designdeservicosbrasil.blogspot.com/" target="_blank">Tennyson Pinheiro</a>,  “o design de serviços é uma metodologia que permite a criação sistemática de inovações sustentáveis em serviços e cujo foco principal reside em melhorar as experiências das pessoas”.</p>
<p>O problema é que as empresas ainda pensam que o seu grande diferencial na entrega de produtos ou “serviços” é ainda preço, qualidade, disponibilidade dos produtos, sortimento, funcionalidade etc, tudo isso tem que ser quesito básico no que é entregue para o cliente e, nos dias de hoje, já virou commodities.</p>
<p>A palestra me fez lembrar de uma experiência horrível com a marca NET no final de semana passado. Resumindo a história, o meu problema era somente colocar o segundo ponto na casa e nisso tive que mudar de plano e pagar mais caro. Quando o técnico chegou não tinha o segundo ponto na ordem de chamada dele e a central disse que houve um engano e não foi registrado o segundo ponto. Fiquei na mão pra variar.</p>
<p>Esse caso representa a incoerência com que as marcas transmitem sua identidade para seu cliente. É preciso haver interação nos pontos de contato para que não hajam ruídos pois, como no meu caso, após a experiência negativa o cliente passa a desacreditar na empresa.</p>
<p>Hoje o mercado precisa considerar o<strong> ponto de vista</strong> dos clientes para o posicionamento da marca e compreender o que é necessário e o que desejam, pois somente <strong>experiências autênticas</strong> terão relevância em uma economia saturada de escolhas.</p>
<p><strong>Marca é uma promessa, ela conta histórias e cria uma identidade</strong>. É a <strong>percepção íntima das pessoa</strong>s em relação a produtos ou serviço e, no final de cada experiência, ela é definida por essas pessoas e não pela empresa. Cada um cria sua percepção sobre ela <strong>e quando esse número de pessoas atinge esse mesmo sentimento “viceral” uma empresa pode dizer que tem uma marca</strong>. Marca não é o que a empresa diz, mas o que os outros dizem o que ela é. <strong>Ela é a premissa para o Design de Serviço</strong>.</p>
<p>Então, o que eu direi da NET agora?</p>
<p>Entenda um pouco mais sobre Design de Serviço através da <a href="http://www.slideshare.net/designdeservicos/design-de-servios-impactos-da-era-digital" target="_blank">apresentação</a> desenvolvida por Tennyson Pinheiro que é Diretor de Pesquisa e Inovação da IFB e Diretor da <a href="http://www.livework.co.uk/brazil" target="_blank">live|work Brazil</a>.</p>
<p>Veja també a página <a href="http://designdeservicosbrasil.ning.com/" target="_blank">http://designdeservicosbrasil.ning.com/</a></p>
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		<title>Dia da mulher: uma esperança</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 02:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>

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Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="madness_diainternacionaldamulher1" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/madness_diainternacionaldamulher1.jpg" alt="madness_diainternacionaldamulher1" width="450" height="350" /><br />
Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante o medo do totalitarismo e da repressão, o que colaborou pelo crescimento do poder do mercado, cada vez mais interessados em fortalecer valores referentes aos desejos individuais como forma de consumo. Nesse processo valores antigos que foram questionados se perderam. Valores como da família, como o humanitarismo e do respeito ao próximo se dissolveram.</p>
<p>Mas hoje, em contraponto , existe um lado bom. Podemos identificar a tolerância das diferenças e a valorização das particularidades. Como tudo na vida, ganhamos e perdemos em cada decisão que tomamos. As lutas das minorias por seu reconhecimento estão em seu ápice e hoje é admirado. A ordem não é mais um padrão que deve ser administrada e mantida igualitariamente, mas adaptada de acordo com as necessidades e desejos dos indivíduos. Hoje nosso maior reconhecimento se dá quando assumimos o papel de consumidor.  Os dias que celebram a vitória das minorias só ganham valores coletivos quando possuem a função de contribuir ao processo mercadológico.  No entanto podemos tirar algumas lições do dia internacional da mulher.</p>
<p>Um movimento no mercado é nítido, notório e irreversível; a transformação de produtos em serviços. Quando todos os produtos são  iguais em qualidade, custo e distribuição, a diferenciação passa a ser em oferecer um serviço e um design diferenciado. Nesse ponto voltamos à dialética da individualidade da pós-modernidade. Quanto mais o mercado precisa se diferenciar, mais irá buscar um posicionamento por nicho e até mesmo nas características individuais do consumidor, que estimula a perda do pensamento colaborativo e humanitário. Atender essas características será a função do serviço e do design e para isso será necessário qualidades como a percepção, a empatia com o próximo, a aptidão para o trabalho humano, a entrega de valores emocionais e a própria auto-doação, o que contradiz o individualismo. E na sociedade atual, regida pelos ideais masculinos, tais valores são desvalorizados e esquecidos. Servir e se dedicar ao próximo é, historicamente, uma função do universo feminino, que sempre cuidou da educação, cultura, saúde e desenvolvimento das gerações para o futuro.</p>
<p>Com o avanço da mulher no campo do trabalho, tais valores vêm se perdendo. A mãe e a esposa de hoje precisa dividir seu tempo com o trabalho e com a competição no universo masculino. Valores humanitários submetem-se à força do capital, e isso é passado para as novas gerações. Mas se o mercado precisa resgatar uma entrega de valor humano, que valoriza a emoção e empatia, quem sabe não teremos um resgate e uma valorização do universo feminino que ficou ameaçado de desaparecer nas últimas décadas. Se isso vier a acontecer poderemos presenciar pela primeira vez na história ocidental uma inversão de valores, onde valores extremamente racionais que visam resultados e objetividade rápidos entrarão em declínio, e então o homem terá que se render, e aquelas mulheres que lutaram e morreram pela liberdade e pelos direitos humanos serão verdadeiramente reconhecidas, e não precisarão mais de um dia internacional para lembrar das injustiças que sofreram.</p>
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