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	<title>Caxolas &#187; Artigos</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.</p>
<p>Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o<br />
sanduíche em um guardanapo &#8211; ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.</p>
<p>Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas<br />
Enroladas em folhas de jornal &#8211; e tem fila na porta.</p>
<p>Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.</p>
<p>Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e<br />
Qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de &#8216;como conquistar o cliente&#8217;.</p>
<p>Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.</p>
<p>Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.</p>
<p>Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc&#8230; Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.</p>
<p>Os dados são da Antropos Consulting:</p>
<ol>
<li>O Brasil é o país que tem tido maior sucesso      no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem      sendo exemplo mundial.</li>
<li>O Brasil é o único país do hemisfério sul que      está participando do Projeto Genoma.</li>
<li>Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de      diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais      solidária.</li>
<li>Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal      Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do      Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das      apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências      mundiais: OS Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser      refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a      credibilidade do processo..</li>
<li>Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os      internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América      Latina.</li>
<li>No Brasil, há 14 fábricas de veículos      instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não      possuem nenhuma.</li>
<li>Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos,      97,3% estão estudando.</li>
<li>O mercado de telefones celulares do Brasil é o      segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia      fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.</li>
<li>Das empresas brasileiras, 6.890 possuem      certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre OS países em      desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.</li>
<li>O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e      helicópteros executivos.</li>
</ol>
<p>Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?</p>
<ol>
<li>Por que não se orgulham em dizer que o mercado      editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos      novos a cada ano?</li>
<li>Que têm o mais moderno sistema bancário do      planeta?</li>
<li>Que suas agências de publicidade ganham os      melhores e maiores prêmios mundiais?</li>
<li>Por que não falam que são o país mais      empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos,      dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?</li>
<li>Por que não dizem que são hoje a terceira      maior democracia do mundo?</li>
<li>Que apesar de todas as mazelas, o Congresso      está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros      países ditos civilizados?</li>
<li>Por que não se lembram que o povo brasileiro é      um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas,      gesticula e não mede esforços para atendê-Los bem?</li>
</ol>
<p>Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.</p>
<p>É! O Brasil é um país abençoado de fato.<br />
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.</p>
<p>Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.<br />
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.<br />
Bendita seja, querida pátria chamada<br />
Brasil!!</p>
<p>Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se <span style="text-decoration: underline;">orgulhar de ser BRASILEIRO!!!</span></p>
<p>Autor anônimo</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-979" title="brasil-holanda" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brasil-holanda1.jpg" alt="brasil-holanda" width="300" height="215" /></p>
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		<title>Design Thinking: design como inspiração para inovação e transformação organizacional</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caxolas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[pensar]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências de design]]></category>

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		<description><![CDATA[O papel do design no universo das empresas sofreu ampla modificação nos últimos anos, evoluindo de uma ‘supérflua’ ferramenta empregada em produções estéticas para ser reconhecido como um dos principais recursos estratégicos, capaz de agregar significativo valor aos produtos e/ou marcas e transformando-os em experiências memoráveis. Talvez a Apple seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel do design no universo das empresas sofreu ampla modificação nos últimos anos, evoluindo de uma ‘supérflua’ ferramenta empregada em produções estéticas para ser reconhecido como um dos principais recursos estratégicos, capaz de agregar significativo valor aos produtos e/ou marcas e transformando-os em experiências memoráveis. Talvez a Apple seja o melhor exemplo global deste mutação. “Você não sacrifica a experiência pelo crescimento; você impulsiona o crescimento a partir da qualidade da experiência.” (JOBS, S. 2009)</p>
<p>O papel do design estende-se muito além da simples criação de formas para posicionar e diferenciar a empresa no mercado. Ao invés disso, o design sugere produtos e serviços qnsformando-se assim em uma ferramenta central ao processo de inovação.</p>
<p>O mundo atual, dinâue materializam os valores essenciais da empresa, tramico e em constante evolução, propõe grandes desafios ao universo empresarial: instabilidade econômica, modificação dos valores sociais, ampliação da expectativa em relação à responsabilidade social e ambiental, novas oportunidades a partir do acesso à mercados globais, tecnologia em profunda transformação e consumidores mais exigentes e sofisticados. Além disso, as empresas habitam hoje o chamado “innovation gap” (1): possuem ferramentas tecnológicas necessárias para produzir praticamente tudo, porém carecem de conhecimento para entender o quê os consumidores realmente desejam. Suprir esta lacuna é fundamental para atingir lucratividade e crescimento.</p>
<p>Por outro lado, os modelos tradicionais de gestão, bem-sucedidos no passado, são hoje muito rígidos para atender aos novos desafios e oportunidades. De acordo com Bruce Nussbaum (2), editor da Business Week, o formato no qual nossas empresas e instituições foram concebidos não funcionam mais. Corporações, sistemas financeiros, meio ambiente, saúde, educação são categorias que precisam de uma revisão, em que inovações incrementais não serão suficientes para enfrentar o nível de complexidade exigido por estas transformações. Faz-se necessário uma transformação do negócio em si, em que processos mais eficientes, mobilizem o capital humano e posicionem o negócio acima da curva evolutiva. Um crescente número de líderes empresariais acreditam que Design Thinking desempenha um importante papel neste processo.</p>
<p>Design Thinking é uma metodologia original e efetiva, que pode ser aplicada ao design de inovação, sistemas, processos e no design do negócio em si. Um método que oferece uma compreensão mais ampla, ágil e profunda sobre a estilo de vida dos indivíduos, facilitando assim a solução de problemas complexos, abrangendo desde o acesso à água potável nos países em desenvolvimento até a eficácia dos sistemas de segurança nos aeroportos internacionais.</p>
<p>Ao longo das últimas décadas os designers desenvolveram habilidades visando combinar as necessidades humanas conjugadas à disponibilidade de recursos técnicos como também as limitações mercadológicas do negócio. Através da integração do que é desejado sob a ótica dos aspectos humanos, em conjunto com o que é tecnologicamente praticável e economicamente viável, designers foram capazes de criar produtos e marcas admirados. Design Thinking amplia este espectro de atuação, empregando a metodologia para um universo mais amplo de problemas, deslocando a atitude de ser designer para pensar como designer (3).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="design estrategico" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/04/design-estrategico1.jpg" alt="design estrategico" width="425" height="213" /></p>
<p>A fantasia do gênio e sua mente brilhante, que por muito tempo habitou nosso inconsciente coletivo, é substituído por um processo de design multidisciplinar, passível de ser gerenciado e implementado. Design Thinking é essencialmente um processo de inovação centrado em aspectos humanos, cujos métodos como observação, colaboração, conhecimento, visualização, prototipagem e análises incitam a inovação e delineiam as estratégias empresariais promovendo, assim, a decisão sobre o que deve ser produzido.</p>
<p>Criatividade e design mobilizam inovação, e inovação mobiliza crescimento. Porém a inovação pautada somente em novidades não confere ao negócio viabilidade econômica e  sustentável a longo-prazo. Faz-se necessário um modelo de inovação que suscite transformação para assim dar-se início a um processo de criação da cultura de inovação empresarial.</p>
<p>Empresas líderes em alguns setores de produção da economia brasileira iniciaram seu percurso metodológico no universo do Design Thinking, além de iniciativas acadêmicas. Livros como The Rise of Creative Class(4) e A Whole New Mind(5) reforçam que estamos em meados de uma mudança ainda mais significativa no papel do design e da criatividade nas corporações: o incremento da economia criativa, influenciada tanto por fatores micro como macro. Aparentemente é uma transformação permanente e portanto, capaz de transformar uma empresa que faz design para uma empresa cujo design seja o seu enfoque estratégico.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>1. Lockwood, T. Design Thinking. USA: Allworth Press, 2010</p>
<p>2. Nussbaum, B. Business Week. USA: 2009</p>
<p>3. Brown, T. Change by design. USA: HaperColins, 2009</p>
<p>4. Florida, R. The Rise of Creative Class. USA: Basic Books, 2003</p>
<p>5. Martin, R. A Whole New Mind. USA: Harvard Business Review, 2009</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>Autora: Ellen Kiss:</strong></span> professora e coordenadora acadêmica da Pós-Graduação em Design Estratégico na ESPM além de docente convidada em outras instituições de ensino. Consultora e palestrante em temas que permeiam design e inovação. Possui mais de 15 anos de atuação profissional com experiência internacional. Colabora com publicações e é membro da diretoria da Abedesign.<br />
<span style="color: #ffcc00;"><span style="color: #ff6600;"><strong>email:</strong></span> </span><a href="mailto:ellen@ellenkiss.com" target="_blank">ellen@ellenkiss.com</a></p>
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		<title>Marcas elásticas: abrangendo diferentes canais e segmentos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Breno Frias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Branding]]></category>
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		<description><![CDATA[
As marcas estão presentes nas vidas das pessoas, em fachadas de estabelecimentos, sites, calçados e roupas. Contudo, a presença delas está crescendo, não somente em pontos de contato, como também em canais. Isso significa que o core business delas está se perdendo em seus posicionamentos. Antes uma empresa de telefonia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-860" title="vw" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg" alt="vw" width="580" height="321" /></a></p>
<p><a href="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vw1.jpg"></a>As marcas estão presentes nas vidas das pessoas, em fachadas de estabelecimentos, sites, calçados e roupas. Contudo, a presença delas está crescendo, não somente em pontos de contato, como também em canais. Isso significa que o <em>core business</em> delas está se perdendo em seus posicionamentos. Antes uma empresa de telefonia celular apenas operava em seu core business[telefonia celular]. Atualmente ela também pode levar sua marca às rádios FM, às Megarampas de skate e ao mundo da moda [exemplificado na montagem acima].</p>
<h3>Marcas segmentadas</h3>
<p>Ainda hoje as marcas podem ser associadas a segmentos, já que houve grande esforço de construção de marca durante muitos anos. Assim, conseguimos remeter algumas marcas aos seus respectivos produtos/serviços com facilidade. Você pode verificar a relevância dessas marcas respondendo ao <a href="http://www.thebrandquiz.com" target="_blank">quiz</a>. Você perceberá que associações entre produto e marcas já fazem parte de seuinconsciente.  Por trás da aparente mudança comportamental das empresas há uma profunda transformação de modelos de negócios. As empresas não apostam mais unicamente em seus produtos para atingir o mercado, mas focam em seu posicionamento de modo a aumentar a visibilidade da marca. O mercado contemporâneo não consegue mais implementar um significado padronizado dos seus produtos para atender a uma massa consumidora padronizada. Ele precisa oferecer signos que se adequem ao seu público-alvo.</p>
<h3>Personalizando e comunicando as marcas</h3>
<p>Em volta de um comportamento de compra existe um conjunto de hábitos, rituais, preferências e gostos que estão intimamente ligados entre si. Quando se opta por atingir um determinado perfil de público-alvo, é preferível que ele seja abordado em diversos canais e pontos de contato pela mesma marca [caso ela seja elástica o suficiente] de forma coerente e harmonioza. Isso traz menos esforço de construção de marca e mais visibilidade a ela.  No entato, ao fazer uma comunicação eficiente para seu público, alinhando os significados da marca às ideologias dos consumidores, abre-se um grande mercado que possibilita atender ideias e comportamentos em áreas correspondentes a estratégias de comunicação correlatas ao comportamento do público consumidor. Para ficar mais claro, podemos exemplificar através da marca Hyundai. A empresa vende aparelhos de DVD sem grande investimento de comunicação, já que seu foco é o setor automotivo. O esforço de marca abrange elementos psicosociais e econômicosque possibilitam a extensão de sua imagem para outros segmentos. Unificando os dois produtos sob a mesma chancela de marca pode-se aproveitar os benefícios e investimentos de um setor para todos os demais através de uma comunicação eficiente e focada no mesmo público-alvo em diversos pontos de contato, canais e locais de consumo. O produto em si passa a ser secundário, já que a imagem transmitida começa a representar as mesmas idéias.  Mas então por que todas as marcas não começam a atuar em diferentes canais que não de seus <em>core businesses</em>, já que isso aumenta sua visibilidade, seus ganhos e sua proximidade aos públicos-alvo? Bem, hoje em dia a maioria está fazendo isso, mas tornar as marcas mais elásticas [de modo a abranger segmenetos que não são <em>core</em> da empresa] pode ocasionar alguns problemas: sem a blindagem de marca por segmento, o risco de contaminação é maior [não ter foco em um <em>core</em> business facilita a contaminação negativa, já que é difícil uma empresa ser competente em todos os segmentos e, caso não seja ela que produza, é difícil também conseguir gerenciar/alinhar todos os fornecedores].</p>
<h3>Quebras de paradígmas e os novos desafios para as marcas</h3>
<p>Forçar modos ou comportamento de consumo para um público determinado foi um modelo utilizado através das mass midias, onde a televisão, o rádio e as mídias impressas impunham um determinado padrão que excluía a opinião e as individualidades dos consumidores. Hoje, após uma série de quebra de paradigmas, as diferenças não só são aceitas como valorizadas. A internet vem obrigando as grandes marcas a escutarem o consumidor, que passaram a exigir produtos customizáveis e personalizados [que surge graças ao modelo Toyotista, com pequenas unidades fabris espalhadas localmente].  Por outro lado, investir comunicação de produtos que atendam a núcleos de mercado tornou-se muito custoso, e desenvolver marcas é um trabalho que exige longo prazo e várias ações correlacionadas. Desta forma, acumular produtos e serviços sob a mesma estrutura de marca, traduzindo os mesmo conceitos que correspondam a hábitos de um determinado consumidor, vem se tornando uma estratégia eficiente para otimizar custos e ações eficientes. Por um lado ganha-se em custo e penetração no público alvo, por outro, perde a individualidade dos produtos que precisam ter sua imagem inabalável com o intuito de não atingir toda a estrutura da marca.  Resultado disso repercute em novos paradigmas de negócios: apenas estampar as marcas nos produtos/serviços que foram produzidos por terceiros. O foco dessas empresas é encontrar os consumidores, decodificar os seus desejos e  ofertar produtos/serviços de maneira mais eficiente, e com o melhor preço. Sua maior preocupação é cuidar do que resulta o maior lucro, suas marcas, baseando-se nos valores retirados de pesquisas, desenvolvimento de novos serviços e marketing. O valor verdadeiro vem do capital humano, e não mais do material. Algumas empresas grandes já atuam nesse sentido, como a Harley Davidson, Nike, Apple, Motorola, Johnson &amp; Johnson e Wal Mart. Estas empresas transferiram, ou estão transferindo aos poucos, sua produção para o mercado terceirizado. Como isso, os estoques circulam mais rapidamente (<em>just in time</em>) e a estratégia de precificação passa a ser focada unicamente na marca. Porém, o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u683100.shtml) " target="_blank">caso Toyota</a> demonstrou o grande risco desse processo [o descontrole parcial das etapas de trabalho terceirizado], o que proporcionou erros que antes não haviam.</p>
<h3>Marcas pós-modernas</h3>
<p>Com comportamento fluido que constitui os consumidores atuais, busca-se marcas consistentes que transmitam segurança na escolha e reflitam uma personalidade representativa dos desejos de uma vida de experiências intensas. Assim como possibilidades de amparar pequenas e grandes tomadas de decisões que recaem nos indivíduos – decisões que anteriormente eram pré-determinada pela estrutura cultural e social. Esta transferência de responsabilidades foi um processo que o próprio mercado implementou, enfraquecendo as estruturas governamentais e sociais através do livre mercado. Apropriando-se desse papel socio-econômico, as marcas necessariamente estão se focando em sua personalidade que, cada vez mais, precisará refletir seus consumidores. Este processo tende para uma simbiose onde consumidor e marca atuarão de forma coletiva e bilateral, mas com forças desproporcionais.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Nota-se que as marcas estão se tornando cada vez mais elásticas, de modo a abrangerem segmentos e canais nunca antes imaginados. Essa tendência contrapõem as empresas que segmentam seus produtos e serviços com a criação de mais marcas, tornando muito custoso mantê-las, porém, diminuindo a chance de contaminação entre elas.</p>
<h3>Bibliografia</h3>
<p>AAKER, David A. &amp; KELLER, Kevin L. Brand Equity BAUMAN, Zigmunt. O Mal-estar da pós-modernidade. São Paulo: Zahar, 1998  <a href="http://www.caxolas.com.br/author/brenofrias/" target="_blank">Breno Frias</a> e <a href="http://www.caxolas.com.br/author/sergiobrandt/" target="_blank">Sergio Brandt</a></p>
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		<title>Workshop de Design de Serviços</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 00:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Mágica acontece quando uma Marca é capaz de alinhar a sua estratégia à experiência de seus clientes.
Entregar experiências memoráveis é condição chave para se manter competitivo. O Design de Serviços é a arte de projetar interações encantadoras, que possam ser operacionalizadas de forma consistente e que transmitam com coerência os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-850  aligncenter" title="ds" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ds.JPG" alt="ds" width="271" height="203" /></p>
<p><span>Mágica acontece quando uma Marca é capaz de alinhar a sua estratégia à experiência de seus clientes.<br />
Entregar experiências memoráveis é condição chave para se manter competitivo. O Design de Serviços é a arte de projetar interações encantadoras, que possam ser operacionalizadas de forma consistente e que transmitam com coerência os valores da Marca, criando oportunidades de aprendizado e encantamento para os clientes.<br />
Nesse workshop você vai participar de um projeto de Design de Serviços e estudar cases globais de aplicação da discplina em projetos de pequeno e grande porte.</span><br />
<span></p>
<p><strong>Data: </strong>23,24,25 de Março 2010<br />
<strong>Vagas limitadas a 20 pessoas.</strong></span><span><strong><br />
Professores: Tennyson Pinheiro e Luis Alt. </strong></span></p>
<p>Inscreva-se em:<br />
<a href="http://www.designdeservicos.com.br" target="_blank">http://www.designdeservicos.com.br</a></p>
<p>fonte: <a href="http://www.designloyalty.com.br/design2.htm" target="_blank">http://www.designloyalty.com.br/design2.htm</a></p>
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		<title>CICI 2010</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/03/cici-2010/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 16:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Seminários e Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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Está acontecendo entre 10 e 13 de março de 2010 a &#8220;conferencia internacional de cidades inovadoras.
Cidades inovadoras dos cinco continentes reúnem-se no Paraná em 2010 para a Conferência Internacional             de Cidades Inovadoras &#8211; CICI2010. A iniciativa do Sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-830" title="Picture 1" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Picture-1.png" alt="Picture 1" width="450" height="118" /></p>
<p>Está acontecendo entre 10 e 13 de março de 2010 a &#8220;conferencia internacional de cidades inovadoras.</p>
<p>Cidades inovadoras dos cinco continentes reúnem-se no Paraná em 2010 para a Conferência Internacional             de Cidades Inovadoras &#8211; CICI2010. A iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná             (Fiep), em copromoção com as prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Londres(Inglaterra), Bengaluru (Índia)             e Austin (Estados Unidos), coloca lado a lado as inovações das cidades e a experiência de mais de             100 especialistas na gestão inovadora de conglomerados urbanos e humanos.</p>
<p>Ainda dá tempo, você pode assitir on-line<a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content95290.shtml" target="_blank"> http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content95290.shtml</a></p>
<h2>Destaques Nacionais e Internacionais</h2>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32941.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78710.shtml" target="_blank">Pierre Lévy</a> <span>(Ontario, Canadá)</span><br />
“A Cidade como Rede e a Sustentabilidade das Cidades” e “O futuro             da investigação em redes sociais”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32943.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78714.shtml" target="_blank">Steven Johnson</a> <span>(Nova             Iorque, EUA)</span><br />
“A cidade como organismo vivo” e “Palestra sobre Redes Sociais e Emergências”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img id="imgId[32909]" src="http://www.cici2010.org.br/dbimages/32931.img" border="0" alt="" width="40" height="40" /></td>
<td><a href="http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content78719.shtml" target="_blank">Clay Shirky</a> <span>(Nova             Iorque, EUA)</span><br />
“A Reinvenção do Governo a partir das Cidades” e “O Poder de organizar             sem Organização&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>veja mais</p>
<p><a href="http://www.cici2010.org.br/" target="_blank">http://www.cici2010.org.br/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Design de Serviços</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/03/design-de-servicos/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design de serviços]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na última quinta feira dia 04/03/10 aconteceu uma palestra na EPSM sobre Design de Serviços. Nunca havia escutado esse termo em design mas apresentou ser uma nova área em grande crescimento no Brasil. Segundo o palestrante Tennyson Pinheiro,  “o design de serviços é uma metodologia que permite a criação sistemática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-797" title="367" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/367.jpg" alt="367" width="450" height="324" /></p>
<p>Na última quinta feira dia 04/03/10 aconteceu uma palestra na EPSM sobre Design de Serviços. Nunca havia escutado esse termo em design mas apresentou ser uma nova área em grande crescimento no Brasil. Segundo o palestrante <a href="http://www.designdeservicosbrasil.blogspot.com/" target="_blank">Tennyson Pinheiro</a>,  “o design de serviços é uma metodologia que permite a criação sistemática de inovações sustentáveis em serviços e cujo foco principal reside em melhorar as experiências das pessoas”.</p>
<p>O problema é que as empresas ainda pensam que o seu grande diferencial na entrega de produtos ou “serviços” é ainda preço, qualidade, disponibilidade dos produtos, sortimento, funcionalidade etc, tudo isso tem que ser quesito básico no que é entregue para o cliente e, nos dias de hoje, já virou commodities.</p>
<p>A palestra me fez lembrar de uma experiência horrível com a marca NET no final de semana passado. Resumindo a história, o meu problema era somente colocar o segundo ponto na casa e nisso tive que mudar de plano e pagar mais caro. Quando o técnico chegou não tinha o segundo ponto na ordem de chamada dele e a central disse que houve um engano e não foi registrado o segundo ponto. Fiquei na mão pra variar.</p>
<p>Esse caso representa a incoerência com que as marcas transmitem sua identidade para seu cliente. É preciso haver interação nos pontos de contato para que não hajam ruídos pois, como no meu caso, após a experiência negativa o cliente passa a desacreditar na empresa.</p>
<p>Hoje o mercado precisa considerar o<strong> ponto de vista</strong> dos clientes para o posicionamento da marca e compreender o que é necessário e o que desejam, pois somente <strong>experiências autênticas</strong> terão relevância em uma economia saturada de escolhas.</p>
<p><strong>Marca é uma promessa, ela conta histórias e cria uma identidade</strong>. É a <strong>percepção íntima das pessoa</strong>s em relação a produtos ou serviço e, no final de cada experiência, ela é definida por essas pessoas e não pela empresa. Cada um cria sua percepção sobre ela <strong>e quando esse número de pessoas atinge esse mesmo sentimento “viceral” uma empresa pode dizer que tem uma marca</strong>. Marca não é o que a empresa diz, mas o que os outros dizem o que ela é. <strong>Ela é a premissa para o Design de Serviço</strong>.</p>
<p>Então, o que eu direi da NET agora?</p>
<p>Entenda um pouco mais sobre Design de Serviço através da <a href="http://www.slideshare.net/designdeservicos/design-de-servios-impactos-da-era-digital" target="_blank">apresentação</a> desenvolvida por Tennyson Pinheiro que é Diretor de Pesquisa e Inovação da IFB e Diretor da <a href="http://www.livework.co.uk/brazil" target="_blank">live|work Brazil</a>.</p>
<p>Veja també a página <a href="http://designdeservicosbrasil.ning.com/" target="_blank">http://designdeservicosbrasil.ning.com/</a></p>
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		<title>Dia da mulher: uma esperança</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/03/dia-da-mulher-uma-esperanca/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 02:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="madness_diainternacionaldamulher1" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/madness_diainternacionaldamulher1.jpg" alt="madness_diainternacionaldamulher1" width="450" height="350" /><br />
Após lutas de gerações por uma sociedade igualitária, democrática e transumana, parece que os objetivos que os pensamentos dos iluministas, humanistas e modernistas estão se afastando mais e mais de nossa contemporaneidade. O pensamento da sociedade pós-moderna está voltado para a individualidade e auto-suficiência. Os valores coletivos se dissolveram durante o medo do totalitarismo e da repressão, o que colaborou pelo crescimento do poder do mercado, cada vez mais interessados em fortalecer valores referentes aos desejos individuais como forma de consumo. Nesse processo valores antigos que foram questionados se perderam. Valores como da família, como o humanitarismo e do respeito ao próximo se dissolveram.</p>
<p>Mas hoje, em contraponto , existe um lado bom. Podemos identificar a tolerância das diferenças e a valorização das particularidades. Como tudo na vida, ganhamos e perdemos em cada decisão que tomamos. As lutas das minorias por seu reconhecimento estão em seu ápice e hoje é admirado. A ordem não é mais um padrão que deve ser administrada e mantida igualitariamente, mas adaptada de acordo com as necessidades e desejos dos indivíduos. Hoje nosso maior reconhecimento se dá quando assumimos o papel de consumidor.  Os dias que celebram a vitória das minorias só ganham valores coletivos quando possuem a função de contribuir ao processo mercadológico.  No entanto podemos tirar algumas lições do dia internacional da mulher.</p>
<p>Um movimento no mercado é nítido, notório e irreversível; a transformação de produtos em serviços. Quando todos os produtos são  iguais em qualidade, custo e distribuição, a diferenciação passa a ser em oferecer um serviço e um design diferenciado. Nesse ponto voltamos à dialética da individualidade da pós-modernidade. Quanto mais o mercado precisa se diferenciar, mais irá buscar um posicionamento por nicho e até mesmo nas características individuais do consumidor, que estimula a perda do pensamento colaborativo e humanitário. Atender essas características será a função do serviço e do design e para isso será necessário qualidades como a percepção, a empatia com o próximo, a aptidão para o trabalho humano, a entrega de valores emocionais e a própria auto-doação, o que contradiz o individualismo. E na sociedade atual, regida pelos ideais masculinos, tais valores são desvalorizados e esquecidos. Servir e se dedicar ao próximo é, historicamente, uma função do universo feminino, que sempre cuidou da educação, cultura, saúde e desenvolvimento das gerações para o futuro.</p>
<p>Com o avanço da mulher no campo do trabalho, tais valores vêm se perdendo. A mãe e a esposa de hoje precisa dividir seu tempo com o trabalho e com a competição no universo masculino. Valores humanitários submetem-se à força do capital, e isso é passado para as novas gerações. Mas se o mercado precisa resgatar uma entrega de valor humano, que valoriza a emoção e empatia, quem sabe não teremos um resgate e uma valorização do universo feminino que ficou ameaçado de desaparecer nas últimas décadas. Se isso vier a acontecer poderemos presenciar pela primeira vez na história ocidental uma inversão de valores, onde valores extremamente racionais que visam resultados e objetividade rápidos entrarão em declínio, e então o homem terá que se render, e aquelas mulheres que lutaram e morreram pela liberdade e pelos direitos humanos serão verdadeiramente reconhecidas, e não precisarão mais de um dia internacional para lembrar das injustiças que sofreram.</p>
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		<title>Realidade ou individualismo aumentado?</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/realidade-ou-indidualismo-aumentado/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 19:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Costa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Design de interfaces]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade aumentada]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade hipermoderna, que vivemos atualmente, é também reconhecida pela sua ubiquidade nômade*, pois estamos na era do hiper: hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto, hiperpresença – tudo é hiper. Com isso o nosso tempo será cada vez mais usado para atividades comerciais e usado como mercadoria. Em uma de suas analises, Karl Marx disse – a economia de tempo é o princípio de funcionamento do capitalismo moderno. Para gerir o tempo como mercadoria, duas indústrias dominarão, isto é, já dominam a economia mundial: os seguros e os entretenimentos**.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/rRcognsyqNY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para garantir a ubiquidade nômade, já existem e aperfeiçoarão no futuro próximo, os objetos nômades que implica no frenesi do consumo exacerbado para o prazer imediato. A tecnologia e futuramente a nanotecnologia (que melhorará radicalmente a maneira pela qual são produzidos os objetos atuais) são as grandes ferramentas das grandes corporações e indústrias de nos controlar como “marionetes”. Um exemplo disso, nos dias de hoje, é a Realidade Aumentada*** ou RA que possibilita produtos e serviços nos darem entretenimento e controlar nosso tempo dando-nos segurança e agilidade. No exemplo acima, a RA aplicado nos tênis da <a href="http://www.adidas.com/campaigns/originals_ss10/content/microsites/neighborhood/default.aspx?headerType=discreet&amp;strCountry_adidascom=br" target="_blank"><strong>Adidas</strong></a> é o primeiro passo da miniaturização da “vigilância” junto com o consumo, aumentando maciçamente a ubiquidade servindo de captor e de controlador. Outro exemplo citado abaixo é o <strong>Bradesco</strong> onde em um único objeto nômade você será permanentemente localizável onde a tecnologia permitirá saber tudo sobre a origem dos produtos e dos movimentos dos homens. Todos os dados nele contidos, inclusive fotos, vídeos etc serão estocados e vendidos para empresas públicas e privadas. Futuramente o próximo alvo será o Estado, transformando os serviços (educação, saúde etc) em produtos, chegando ao ápice do capitalismo e atingindo sua meta destruindo tudo que não for ele e tornando o mundo num imenso mercado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/UIGAkVMre_o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p>Apesar da imersão da sociedade atual em tecnologias voltadas para alienação da consciência da ordem social e para o reforço do individualismo em detrimento do valor do bem-estar comunitário o design vem reencontrando seu papel de propulsor do pensamento humano. O Design possui em sua estrutura de pensamento o foco na convergência das diferenças, em que o trabalho só se torna diferenciado quando consegue encontrar o ponto de equilíbrio entre razão e emoção, pensamento e sentimento, arte e produto. Quando encontra esse equilíbrio é possível desfazer o mal-estar imposto pelas diferenças e pela necessidade do hiperconsumo. Ele possibilita um consumo positivo, em que todos saem ganhando &#8211; o qual deveria ser a real função do marketing.</p>
<p>Desenvolver um conteúdo estético e funcional que possibilite o benefício de “corpo e alma” acessível a todos, e que posicione o outro não como alguém que deva ser combatido ou excluído, mas como uma vida que deva compartilhar conhecimentos, vivências e emoções, dividindo o que temos de melhor para construir uma sociedade melhor, através de bens (materiais e imateriais) pensados conscientemente para trazer menos impactos e mais consciência será a grande oportunidade do design.</p>
<p><em>Sergio Brandit e Vinícius Costa</em></p>
<p>* Qualidade do que está em toda parte<br />
** Uma breve história do futuro &#8211; Jacques Attali<br />
*** Realidade Aumentada é um ambiente que envolve tanto realidade virtual como elementos do mundo real, criando um ambiente misto em tempo real</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-763" title="technologyinmind" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/technologyinmind2.jpg" alt="technologyinmind" width="425" height="213" /></p>
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		<title>Marcas Open Source &#8211; (des)construindo as marcas</title>
		<link>http://www.caxolas.com.br/2010/02/marcas-open-source/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na construção de uma marca corporativa dois trabalhos fundamentais atuam lado a lado: Branding e Design. O conceito de branding seria algo como marca em movimento, o de design constitui algo como dar origem  ou projetar. Tanto um quanto o outro tem em sua essência a atualização e a visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-749" title="apple_broken_gel copy2" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple_broken_gel-copy2.jpg" alt="apple_broken_gel copy2" width="425" height="213" /></p>
<p>Na construção de uma marca corporativa dois trabalhos fundamentais atuam lado a lado: Branding e Design. O conceito de branding seria algo como marca em movimento, o de design constitui algo como dar origem  ou projetar. Tanto um quanto o outro tem em sua essência a atualização e a visão de futuro. Por outro lado o mercado e as empresas estão cada vez mais fluidos, hiperconsumistas e hiperdinâmicos. Dessa forma a construção de marca tende a ser uma espécie de <em>open source</em>,  cujo o código deve ser construído indefinidamente pelos vários agentes.</p>
<p>Uma linha de identidade visual precisa de alguns parâmetros para o seu desenvolvido, respondendo alguns quesitos como simplicidade, pregnância (memorável, facilmente identificável), atemporalidade, versatilidade e adequabilidade. É fácil encontrar esses princípios ao analisarmos logos de sucesso como Nike, Coca-Cola, Mc Donalds, Apple. São marcas de fácil identificação, com uma plataforma bem estabelecida e que vem se atualizando durante seu tempo de vida. Mas com a diversificação das mídias, com um perfil de consumidor altamente dinâmico, alta velocidade de informação, tecnologias cada vez mais virtuais esses conceitos estão ganhando novos paradigmas.</p>
<p>Antes do bum da internet, por exemplo, um logo para ser versátil precisava ter entre suas propriedades ser escalonavel a vários tamanhos, em formatos horizontais e verticais, possuir proporcionalidade, margem de segurança para leitura, aplicabilidade em fundos diversos assim como em negativo. Esses quesitos de modo geral já eram suficientes para responder as necessidades, possibilitando um bom tempo de vida. Não que fosse fácil ser desenvolvido, pelo contrário, na era da reprodução analógica era preciso muito cuidado para que a identidade cumprisse as regras estabelecidas.</p>
<p>No mercado atual a dificuldade não está mais em sua reprodução, mas na diversidade e dinamismo. Tecnologias como iPhone, Smart Phone, realidade aumentada, TV digital, cinema 3D, além de sites altamente dinâmicos estão necessitando de novas formas de aplicação. Muitas vezes as regras  já existentes permitem uma referencia genérica para essas tecnologias, mas não são capazes de explorar todo potencial. Um logo em 3D na década de 90 era no mínimo visto com maus olhos pelos designers, hoje é quase inevitável para as grandes marcas. Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilitou o desenho da marca,  a construção semiótica se vulgarizou. Com a tecnologia todos tem acesso para fazer representações gráficas reproduzíveis, o que não resolve a função do logotipo, levando-nos a questão da adequabilidade, que acredito ser um problema maior.</p>
<p>Uma marca precisa corresponder à imagem da empresa e a da expectativa de seu consumidor através de recursos cognitivos. Com a internet e o avanço das mídias sociais, a importância da penetração através do buzz marketing poderá ultrapassar a da identidade institucional. Produtos cada vez mais segmentados precisarão ter identidades cada vez mais personalizadas. A cara da empresa não poderá ser apenas a dela, mas deverá se aproximar de uma simbiose.</p>
<p>O design multisensorial é um dos recursos que permite inovar a identidade corporativa. A Coca-cola, por exemplo, já trabalha muito bem através da forma da conhecida garrafa de vidro (possibilitando percepção tátea) , sua tipia e suas cores vermelha e branca além, claro, do paladar .</p>
<div id="attachment_698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-698" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cc1.jpg1.jpg" alt="desenvolvimento das embalagens Coca-Cola - pregnância da forma" width="263" height="175" /><p class="wp-caption-text">desenvolvimento das embalagens Coca-Cola - pregnância da forma</p></div>
<div id="attachment_696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 282px"><img class="size-full wp-image-696 " src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/coca.jpg" alt=" Silueta da garrafa Coca-Cola" width="272" height="272" /><p class="wp-caption-text"> Silueta da garrafa, identificação imediata à marca</p></div>
<div id="attachment_699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-699" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/CU172R.jpg" alt="pen" width="263" height="175" /><p class="wp-caption-text">Pen drive, reforço da marca pela forma</p></div>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_700" class="wp-caption aligncenter" style="width: 130px"><img class="size-full wp-image-700" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/pa293001.jpg" alt="Apenas as cores e siluetas já identificam a marca" width="120" height="265" /><p class="wp-caption-text">Apenas as cores e siluetas já identificam a marca</p></div>
<p style="text-align: left">
<p>Por outro lado marcas sólidas ganham tanta força que seus consumidores tornam-se fãs e assumem-se como co-proprietários, lhe dando o direito de utilizá-la como bem quiser. Veja o caso da Apple, a qual encontramos diversas aplicações das mais diversas formas no cotidiano de seus consumidores, essas desvinculadas de seu padrão visual originalmente planejado.</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-701" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple1.jpg" alt="Tatto da apple - o sonho de toda marca, que nenhum design visualiza no manual" width="236" height="177" /><p class="wp-caption-text">Tatto da apple - o sonho de toda marca, que nenhum designer visualiza no manual de identidade</p></div>
<div id="attachment_702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><img class="size-full wp-image-702" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/apple05.jpg" alt="Cartão desenvolvido polo usuário, não deve ser permitido?" width="286" height="229" /><p class="wp-caption-text">Cartão desenvolvido polo usuário, não deve ser permitido?</p></div>
<div id="attachment_703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><img class="size-full wp-image-703" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/WALLPAPER.jpg" alt="Wallpaper feitos por usários, como aplicar o manual da marca?" width="340" height="299" /><p class="wp-caption-text">Wallpaper feitos por usários, como aplicar o manual da marca?</p></div>
<p>Marcas conhecidas utilizam sua força para penetrar no dia a dia das pessoas, tornando-se conhecidas e confiáveis.  No entanto ao mesmo tempo em que ela é produto de consumo, perde-se sua individualidade e sua autonomia, passando a fazer parte de algo maior. É nisso que as marcas para o futuro precisarão se concentrar. Deverão permitir ser digeridas pelo consumidor, transformando-se no resultado do consumo, tornando-se mutáveis, flexíveis e antenadas, mas sem deixar de transmitir a sua história e segurança. Vejo que ações como a da Google e da AOL possam ser uma forte tendência. Apesar de serem focadas no mercado virtual, acredito que já seja possível construir uma identidade líquida, correspondente ao tempo em que vivemos hoje. A google e seu subproduto orkut construíram uma marca que demonstra sua atualidade com o cotidiano e com a diversidade de informação, mas mantém parâmetros singulares que possibilitam seu reconhecimento e penetração ao manter alguns padrões.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-704" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/orkut-geral.jpg" alt="orkut-geral" width="490" height="302" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-705" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/google.jpg" alt="google" width="490" height="381" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-706" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/AOL-new-logo.jpg" alt="AOL-new-logo" width="490" height="362" /></p>
<p>Acredito que se bem planejado ações como essas podem trazer muitos benefícios. Hoje com as impressões <em>on demand e</em> a crescente tecnologia digital, é possível construir identidades semestrais ou quem sabe mensais. Com uma programação bem elaborada é possível que uma empresa tenha cartões de visitas diferentes todos os meses, encartes e anúncios, mesmo off-lines, dinâmicos. Isso possibilita que os próprios consumidores estejam permanentemente construindo a identidade da empresa, adquirindo a característica de identidade colecionável ou mesmo autoral. Ações como a do Banco do Brasil em que nomes de pessoas tomaram as fachadas dos bancos por um período de tempo, mantendo sua identidade pela aplicação de seu símbolo, cores institucionais – azul e amarelo- e da sua tipia, poderão deixar de ser localizadas. As marcas deverão a cada dia ter seus elementos desconstruídos, passando a ter uma identidade universal e permanentemente adaptável.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-710" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BB.jpg" alt="BB" width="270" height="169" /></p>
<p>No entanto essa comunicação altamente flexível traz consigo a necessidade de maior controle em sua metamorfose. Exemplo disso foi a doodle do Orkut para homenagear os jogos de inverno de 2010 e que pareceu referenciar ao atleta que faleceu durante o mesmo evento alguns dias antes. Por sorte esse caso não ganhou repercursão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-713" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/orkut_doodle_winter_olympics.jpg" alt="orkut_doodle_winter_olympics" width="320" height="160" /></p>
<p>Alguns seguimentos terão dificuldades em fazer esse tipo de mudança de identidade, principalmente as que possuem produtos que necessitam de um estoque. Outras não conseguirão entender ou aceitar essa tendência. No entanto a crescente onda de produtos personalizáveis poderá transformar até segmentos como o alimentício, como pode-se ver nessa ação da Nestlé Japão, com o produto kitkat que possibilita estampar a foto do consumidor na embalagem que irá comprar.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-714" src="http://www.caxolas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/kitkat.jpg" alt="kitkat" width="472" height="367" /></p>
<p>Mas à medida que o mercado se torna essencialmente de serviços, em que se paga pelo uso ou benefício e não pela propriedade do produto, cada vez mais encontraremos exemplos de identidades flexíveis, ou <em>Open Source</em>.</p>
<p>Veja também esse artigo onde Simon Manchipp, sócio da London-based studio, questiona o futuro dos símbolos <a href="http://www.logodesignlove.com/logos-are-dead">http://www.logodesignlove.com/logos-are-dead</a></p>
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		<title>Design Gráfico Estratégico! Existe?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 18:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Brandt</dc:creator>
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<p style="text-align: left">Por mais que eu tenha procurado referencias de design gráfico estratégico, os exemplos que tenho encontrado estão voltados para o design de produto ou design social. São categorias especificas do design que identifico importância fundamental para o futuro, para geração de valor e de qualidade de vida. No entanto essas não são áreas que atuo diretamente, por isso sempre fiquei receoso com a aplicabilidade do design estratégico na área de design gráfico. O exemplo que postei em “<a href="http://www.caxolas.com.br/2010/01/557/" target="_blank">design para minorias</a>” foi um passo importante, mas ainda não havia conseguido fechar o entendimento mercadológico por inteiro.</p>
<p>No dia 05 de fevereiro fui na palestra do Ronald Kapaz, sócio-diretor da OzDesign que conseguiu definir para mim algumas idéias de forma racional das quais já tinha entendido de forma intuitiva (1). O principal insight foi a visão do Design-Filósofo, a qual concordo plenamente e que tenho me empenhado como meta para o meu desenvolvimento. Esse pensamento envolve muito mais a qualidade questionadora e inquietante do design do que qualquer qualidade técnica específica. Baseado nesse e em alguns outros pensamentos consegui chegar a algumas conclusões (ou inquietações) sobre design gráfico estratégico.</p>
<p>Algumas transformação estão ocorrendo no design gráfico. Seu principal valor não está mais em interpretar e transmitir a imagem das empresas (clientes) para o mercado. Ele está em interpretar a empresa e apresentar lacunas entre o que a empresa é, como ela quer ser, como ela quer se apresentar, como o consumidor à enxerga e o que o consumidor realmente deseja e espera.  Enfim, o design não está simplesmente em apresentar soluções para os problemas imediatos que o cliente quer resolver (traduz-se conseguir mais lucratividade), mas sim em apresentar as questões corretas para o cliente e os problemas verdadeiros que ele precisa confrontar.</p>
<p>Uma solução visual esteticamente bem desenvolvida e implementada não surtirá efeito se não corresponder à identidade da empresa e as expectativas do consumidor final assim como os diversos pontos de relacionamentos da empresa. O design, dessa forma, está sendo incorporado como parte fundamental do Branding, possibilitando uma ampliação do Brand equity (2) e trabalhando nos fundamentos da construção de uma personalidade da empresa, para ela ser realmente o que necessita para evoluir, e não apenas estar presente.</p>
<p>A formulação de marca, sua estética e sua comunicação integrada precisa ser interiorizada pela empresa, precisa corresponder a sua estrutura por essência. Mas ainda sim o design estratégico não está em fazer da empresa o que ela precisa para conquistar e manter seus clientes. O design estratégico está em atuar no mercado visando sua transformação para o futuro e para a sociedade. Em implementar nas empresas uma visão de futuro onde a <a href="http://www.icsid.org/" target="_blank"><strong>ética global, ética social e ética cultural está em primeiro lugar e seu produto final, visível para a sociedade</strong> <strong>é a valorização da vida.</strong></a><strong><strong> </strong></strong><strong>(</strong>definição do que é design pela ICSID)</p>
<p>Dessa forma a comunicação visual, ou design gráfico, possui um papel muito mais de transformar as corporações e, conseqüentemente, seu posicionamento dentro da sociedade intrinsecamente visual. No entanto o conceito visual a longo tempo irá perder sua soberania, pois é um espaço disputado centímetro a centímetro nas grandes cidades, nas mídias e na internet. Novas tecnologias trarão possibilidades infinitas e novas formas de comunicação (hoje já é possível se comunicar com pessoas em coma). As minorias hoje têm ganhado importância como os deficientes físicos e idosos que precisam do auxílio dos outros sentidos. Além disso na sociedade super atarefada, será cada vez mais comum a utilização multisensorial  para a resolução de tarefas simples. Nesse contexto, quem conseguir construir uma marca de forma multisensorial ganhará destaque. Conseqüentemente o conceito de design gráfico irá se tornar ultrapassado e quem está hoje o enxergando como ferramenta para estética das empresas, terá que se adequar às novas tecnologias, assim como aconteceu com a typografia, a litografia e o fotolito e até mesmo com a câmera analógica.</p>
<p><strong>Observações</strong></p>
<p>(1) Outra grande lição que aprendi na palestra foi a visão apresentada sobre separação entre lógica e intuição. Enquanto na lógica se constrói um  pensamento no tempo linear através de uma coerência 1+1 = 2, na intuição o pensamento é único e holístico, uma compreensão do todo que muitas vezes não é possível racionalizar, mas nem por isso menos complexo ou verdadeiro do que o pensamento lógico.</p>
<p>(2) Entendo Brand Equity como <em>todos os recursos (inclusive inteligência) necessários para que a marcas sejam posicionadas, comunicadas e vendidas com lucros financeiros e emocionais (</em>José Roberto Martins).</p>
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