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Terceirização na web

Autor: Régis Frias

fonte

É interessante reparar como velhas tendências são reapropriadas e reinterpretadas em novos meios. Uma delas, símbolo do capitalismo moderno, é a terceirização. É de conhecimento de todos no nosso setor como a ênfase dos investimentos foi sendo aos poucos redirecionado dos setores de produção para o gerenciamento. O escândalo da nike nos anos 90 (brilhantemente explicado no já clássico livro de Naomi Klein, “Sem Logo“) foi um daqueles erros reveladores que nos mostram como todo um sistema funciona.

De lá pra cá (e, diga-se de passagem, em parte graças a isso) a terceirização melhorou sua visibilidade pública e só fez ganhar força. Hoje, os grandes centros financeiros mundias são responsáveis por gerir uma produção que ocorre globalmente e apenas concentram as “cabeças pensantes”.

Mas deixemos o discurso ressentido de lado por ora. Relato a seguir um caso bastante específico de terceirização, mas que é simbólico da atual conjuntura.

Texto HTML

Quem, como seu, trabalha com Internet e Web design lida diariamente com um problema de carência de opções tipográficas. Isso acontece por que um arquivo HTML, aquele que o seu browser lê para te mostrar um site, contém apenas instruções. No caso de textos ele apenas contém o texto e uma instrução de qual fonte usar; isso significa que a fonte não faz parte do arquivo, o browser procura então a fonte instalada no computador do usuário para mostrar o texto na tela.

O problema que isso causa é que os designers de sites precisam se limitar às fontes mais comuns a todos os computadores, ou seja, aquelas que já vêm instaladas com o sistema.

Muito tem sido pensado e discutido para que nós possamos criar com mais liberdade sem ferir direitos autorais das fundições tipográficas. Ainda não há consenso sobre isso e um belo resumo da história pode ser lido aqui. O artigo que me inspirou a escrever este post é este, mas ele foi bloqueado para leitores muquiranas. Ambos estão em inglês.

Juntando os pontos

Então o que tem uma coisa a ver com a outra? Eu coloquei as duas aqui por que uma das soluções que surgiram para esse problema da tipografia na web foi justamente a terceirização, proposta pela Typekit. Por este sistema a fonte fica hospedada no servidor deles e o designer apenas faz uma referência a ela por código e paga uma quantia mensal pelo serviço. Os direitos autorais ficam protegidos e o site fica bonito. Serviços, a bola da vez.

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4 comentários > veja todos

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Vinicius Costa
9 de novembro de 2009
9:06

Se isso pegar vai ser lindo.

brenofrias
9 de novembro de 2009
9:33

Finalmente!

Vamos pensar uma família tipográfica para o Caxolas?

Régis Frias
9 de novembro de 2009
12:55

Acho que precisa usar as fontes disponíveis no site deles. Se for pra usar no nosso site e a fonte for open source dá pra usar o @font-face, mas só funciona no Firefox e browsers bons em geral.

PingbackDesign de games « Caxolas
29 de março de 2010
10:12

[...] em games. Aliás, esta proposta me parece muito alinhada com uma tendência que eu discuti em outro post sobre o deslocamento de algumas tendências na Web para a [...]